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03 julho 2017

Boas Maneiras e o Tamanho dos nossos Gestos

Que tamanho tem os seus gestos?


Tudo que fazemos tem um tamanho: no tempo, na intensidade e na complitude. A pessoa de boas maneiras tem seus gestos mais completos porque a raiz da qualidade deles tem virtude.

Assim uma pessoa de boas maneiras vai colocar à mesa de modo diferente da pessoa rude, de pouca virtude.

Como está chegando a Quaresma e temos que escolher algo de positivo para fazer nesse tempo, (veja aqui o que fazer na Quaresma), uma boa ideia poderia ser ver o "tamanho" dos nossos gestos.

Sugestões para Pensar sobre o Tamanho dos nossos Gestos

Tamanho dos meus Gestos no Tempo 

  1. Quão grato eu sou com os que já se foram? Mando celebrar Missa pelos meus falecidos?
  2. Quanto tempo levo para agradecer algum presente ou atenção. Eu me esqueço de agradecer? E se agradeço, como o faço, com a rapidez de quem se livra de um estorvo? Ou ao contrário, vejo como a pessoa teve trabalho, consideração e lhe retribuo pensando nela e em seu tempo e interesse e não em quanto aquilo me serviu ou não?

    Tamanho dos meus Gestos na intensidade 

    1. Como eu dou um beijo, um abraço ou encontro um amigo?
    2. Como assisto à Santa Missa? Como falo com Deus, como uma obrigação?
    3. Como trabalho? Doido para me livrar da tarefa?
    4. Quão esmerado é meu trabalho? Vivo empenhado em tirá-lo por menos e simplificá-lo por comodismo? 
    5. A principal razão que me move no trabalho é o dinheiro e não considero que o meu trabalho ajuda a construir a sociedade? Lembro-me sempre da máxima básica: "Tudo merece respeito porque tudo contém o Ser? Se sim como demonstro esse respeito ao trabalhar, ao lidar com vizinhos, prestadores de serviço, etc.? 
    6. Tenho sincero respeito por mim mesmo? Como me trato? Como permito que os outros me tratem? Como são meus relacionamentos?  
    7. E nas minhas amizades, como são os presentes que eu dou? Embrulho algo velho e usado, ou escolho com carinho pensando no bem da pessoa que vou presentear?

      Tamanho dos meus Gestos na sua complitude

      1. Quando coloco a mesa por exemplo, jogo todos os talheres e pratos num canto, ou procuro colocar uma mesa esmerada tendo em conta o carinho, a união e o momento único que é cada encontro? Quero "fundar encontro" entre as pessoas ou me livrar das tarefas? (Dicas para caprichar na colocação da mesa e outros detalhes aqui.)
      2. Como fecho uma porta? Como é a arrumação do meu quarto? Como termino de "fechar a cozinha", com mesas e objetos sem limpar?
      3. Eu checo o serviço que presto antes de entregá-lo?
      4. Como eu me visto? De modo apropriado à minha idade, à ocasião, ao clima, ou reduzi tudo ao mais fácil e me visto todos os dias com desleixo? Quem viveu bem não pode deixar de ter desenvolvido bem os seus próprios critérios para se vestir. Os jovens ainda estão em formação. Qualquer modismo muda meus valores fundamentais? Tendo idade aceito usar esses shorts calcinha que são próprios apenas para crianças de três anos, se tanto? Como pai de família ainda me ponho com histerias e gandaias de jovens solteiros? Nossos gestos também modelam o que somos, o que estamos construindo?
        Não é difícil imaginarmos muitos exemplos. Basta pensar se naquilo que fazemos, está incluído um gesto completo, cuidado, cheio de virtudes e digno de ser oferecido a Deus como uma oração.

        Os talheres são jogados todos na gaveta sem serem separados, a roupa não é mais passada, engomada nem pensar, já comemos todos sozinhos em horários diferentes, nosso quarto ou escritório é um inferno de pendências, já perco a paciência por nada, só quero ficar no computador e não tenho tempo para a família? Os meus gestos, menos ou mais completos modelam o que somos.  

        É muito comum que ao encontrarmos pessoas muito educadas seus gestos nos inspirem a fazer o mesmo: a mesma delicadeza, o mesmo cuidado, a mesma limpeza, etc. Será que meus modos "inspiram" a minha família?

        Não é possível colocar o comodismo à frente da categoria humana que deveríamos ter. E quando fazemos isso, nossos gestos são como nós mesmos: incompletos, pouco intensos e sem raiz profunda porque todas as ligeirezas e preguiças que entretem a nossa superficialidade suprimem nossa categoria humana.

        Um bom propósito para esta Quaresma é tentar desenvolver gestos mais completos: mais esmerados, mais caprichados, mais verdadeiros, mais humanos, etc.

        Isso na verdade torna a vida mais divertida e rica. Boa Quaresma.

        Ps.: Não sei se ficou claro, mas uma boa ideia para praticar nos 40 dias da Quaresma seria colocar bem a mesa das refeições em família. Repare que o seu capricho vai aproximar as pessoas em volta dela. E aí, no almoço de Páscoa você terá, com Deus, uma nova Páscoa. Feliz Páscoa!

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