22 julho 2017

Boas Maneiras à Mesa

Não estenda demais o tempo da refeição. Em algumas famílias. a moleza pós-refeição pode se estender durante muito mais tempo do que o necessário. 


Torne o tempo da refeição cotidiana suficiente para ser um bom momento de encontro mas não tão longo que ocupe mais tempo do que deveria na boca e na imaginação.


Assim as refeições tornam-se momentos mais interessantes porque não longos demais, não se incentiva a glutoneria, nem ao adiamento de outras atividades por conta dos "prazeres da mesa". E, de quebra não se atrasa nem se abusa do tempo de quem tem que limpar tudo na cozinha. 


Isso não quer dizer que não se continue conversando em família, mas na sala de estar, em outro local não na mesa da refeição. A mãe ou o responsável tem que saber fazer esse "corte" para a próxima atividade ou garantir a duração do "bom momento" de modo a que o encontro familiar não fique demasiadamente associado à comida. 


Terminada a refeição todos devem se oferecer para ajudar a tirar a mesa, colocar as cadeiras no lugar, secar a louça, etc. Esta é a hora da solidariedade. Mesmo que não façamos muita coisa porque temos quem faça ou porque temos outro compromisso não podemos deixar todos debandarem da mesa como se estivessem num restaurante. 

O lar não é um hotel. E é por essas pequenas demonstrações espontâneas de colaboração que construímos laços mais significativos. Também é importante não fazer dessa uma atividade "das mulheres". 

A menos que você queira que sua filha venha a ser explorada por preconceitos de gêneros no futuro. O trabalho é de todos. O pai deve ser o primeiro a demonstrar solidariedade com o trabalho da esposa. Ao valorizá-lo por participar com pequenos gestos, estará ensinando aos filhos como se comportar com o exemplo.

Não estamos querendo dizer que toda mãe é uma vítima porque tem que cozinhar e todos tem que carregá-la nas costas para não ouvir suas reclamações. 

Não se pode esperar que a colaboração de crianças pequenas ou de jovens que estejam realmente com muitas atividades substitua o papel da mãe. 

Cada um tem a sua tarefa e a mãe deve ser a primeira, se lhe cabe fazer a refeição, a providenciá-la com capricho. A ajuda é uma valorização, um apoio para evitar a sobrecarga e não meio de deixar a mãe não fazendo nada senão ela reclama.

No caso de um almoço entre amigos colaborar é a  regra suprema. 

E colaborar é sempre a regra quando não há garçom servindo, ou seja: se você se serviu de um bufê e carregou a sua própria bandeja, deve sempre colocar a bandeja de volta, o lixo na lixeira fora e a cadeira no lugar. 


A pessoa educada não se "encosta" em ninguém.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "