25 julho 2017

Boas Maneiras e as Entrevistas na Rádio

Outro dia ouvi na rádio um padeiro francês, que vive no Brasil há anos,  ser entrevistado por ocasião da inauguração de sua padaria. 

A presunção dos colonizadores é conhecida. Dos franceses icônica. E a desse francês foi "exemplar" dessa cultura e sua preferencial postura esnobe.

Se a entrevista era um gesto gentil para promover a inauguração serviu, por essa postura tão pouco elegante, para evitar passar pela padaria dele ou seríamos maltratados por essa presunção colonialista esnobe ao comprar um simples pão. 

Todo brasileiro deve estar envolvido com a defesa da vida e da dignidade humana e uma óbvia ocasião de fazer isso é combater toda forma de racismo e esnobação venha de quem vier. O racismo e a discriminação deve ser considerado um crime hediondo em um país com tanta exclusão social. 

Querida repórter, receba nosso carinho, você está de parabéns, foi firme e amável e não merecia as indelicadezas da presunção desse esnobe. Saiba que todo mundo percebeu a sua impropriedade ficou do seu lado, tenha certeza. 


Que ao sermos entrevistados, tenhamos a certeza de não cometer os mesmos erros que esse senhor cometeu. Vejamos.
  1. Não corrija o repórter professoralmente. E muito menos várias vezes. E menos ainda por presunção vaidosa.
  2. Se é estrangeiro não fale mal do povo que o recebeu.
  3. Não fale de suas conquistas como se o tornassem melhor do que os outros.Nem as enumere e as requente. Uma pessoa educada é sempre discreta em especial com seus méritos e feitos. A inauguração da padaria deveria levar a falar de pães e serviços, não de glórias há muito passadas. E lembrem-se pessoas especiais estão conquistando algo agora e não vivendo de glórias passadas.
  4. Ao ser perguntado sobre problemas passados que teve não tente dissimular seus erros ou diminuir os outros. Pule por cima dos problemas desagradáveis, mas não culpe os outros.
  5.  Se é estrangeiro, não se sinta superior ao povo que o hospeda. A presunção do colonizador em colônia é jactância horrenda e burra.
  6. Falar da ignorância do povo que trabalha para você e que vai consumir seus produtos é grosseria.
  7. Não confesse interesses pecuniários como seu supremo interesse, ao menos pretenda prestar algum serviço nobre porque se está 
  8. Se o único projeto nobre que consegue imaginar com seus negócios é tornar "francês", tornar o brasileiro acostumado " a coisas francesas,  saiba que as finuras francesas talvez sejam menos saudáveis e nutritivas que as frutas brasileiras por exemplo. Como pode gente de país frio que não tem comida fresca ter tanta certeza da sua superioridade? Ser superior é servir como Cristo que sendo Deus se fez homem e nasceu numa manjedoura para nos ensinar o valor da humildade, da simplicidade e do serviço. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "