19 julho 2017

10 Dicas Boas Maneiras Convivência

  1. Não se dê desculpas para não melhorar como ser humano, seja em maneiras ou virtudes ou em questões intelectuais e materiais. A convivência é possível quando todos tratam de corrigir as próprias deficiências, sem se dar desculpas para não melhorar ou mudar um comportamento negativo ou omisso. 
  2. A convivência também é promovida quando -  por caridade - procuramos não fazer grande coisa dos defeitos dos outros, compreendendo e desculpando rapidamente uma pequena omissão, um tratamento mais ríspido. Também devemos corrigir fraternalmente, por caridade aqueles que erram. Mas pelo bem dele e não para a nossa satisfação pessoal que quer engrandecer-se a custa de apontar o defeito alheio ou para alívio da raiva como quando simplesmente despejamos sobre os filhos frustrações ao invés de explicar-lhes e ensiná-los. . 
  3. A convivência também melhora quando não remoemos ressentimentos. "Re-sentir" é sentir de novo mágoas. Isso envenena o espírito e passa ser a lente por onde vemos o mundo distorcido pelo nosso egocentrismo ofendido. 
  4. A convivência melhora quando não agimos como "bebês chorões" que por tudo se ofendem, que tudo reportam como uma descortesia, uma desconsideração. São incapazes de aprender com um "fora" e permanecerão remoendo apenas o que lhe fizeram sem nada aprender do que acontece. Muito menos reconhecer erros.  A convivência melhoraria muito se com mais freqüência compreendêssemos a indireta, ao invés de querer rebaixar ou paralisar o mundo na nossa medida. "Onde há fumaça há fogo", diz o provérbio. Pois é, se sua esposa sempre reclama que você é um bagunceiro ou que é omisso na educação dos filhos, não espere por uma interminável sequência de crises para acreditar. Afinal,  perceber que aquilo de que sempre reclamam de nós é algo em que se pode melhorar  é esperteza.  Os "bebês chorões" costumam considerar "natural" ser o centro de interesse das outras pessoas e se ofendem se não o mimam como sua mãe o mimava quando era pequeno. E é por isso que são muito pesados à convivência.
  5. Acima de tudo devemos pensar se NÓS somos pesados aos demais: reclamando de tudo, falando de tudo, exigindo sempre ou demais, distribuindo críticas, julgamentos e "gracinhas" desagradáveis, sendo vítimas, sendo preguiçosos, desrespeitando os outros ou abusando do poder ou posição que se tenha ou da boa vontade alheia, tudo só fazendo se para o nosso próprio benefício. 
O que Fazer 
  1. O amor anula e supera tudo que na convivência cotidiana poderia ser motivo de reclamação: uma demora na fila, um atendimento pouco amável, um engarrafamento, calor, uma falta de compreensão, um temperamento difícil, restrições materiais, etc. E para superar coisas tão repetidas na vida em sociedade é preciso um amor maior. É por isso que se diz que é preciso "amar a Deus sobre todas as coisas.". Ou seja, só cheios do amor de Deus conseguimos distribuí-lo na forma de caridade cotidiana quando esses inconvenientes acontecem. E ainda sobra.
  2. Desculpamos o mau humor dos outros pela generosidade no raciocínio: " - Ele deve estar cansado.", " - Ele tem trabalhado muito.", "- Ele não tem condições de compreender ou fazer isso agora.", etc.
  3. Também ouvimos todos os lados de uma questão e não nos precipitamos em julgar por preconceitos ou esteriótipos. 
  4. Você sabe que seu colega adora determinada bala; bombom ou bolacha. Se; de vez em quando você aparecer com alguns para ele(a) pode ter certeza que não vai parecer uma cantada; mas sim que você é uma pessoa que pensa e sabe dar atenção aos outros. 
  5. Este e outros gestos de boas maneiras e cortesia são muito bons para melhorar a convivência cotidiana. Dê uma olhada nas postagens do Vida em Sociedade e adote uma mudança para cada mês. Pratique e quando já fizer parte de você introduza outra mudança. Podem ser coisas simples cotidianas como recolher sua bagunça do banheiro, cumprir com suas obrigações sem que tenham que lhe insistir para que as faça, ser limpo, ordenado, etc. E por favor, não se anuncie dizendo o que fez ou fará. São Josemaría Escrivá, o santo da vida cotidiana, costumava ensinar que uma grande coisa para se dizer no exame da noite era: "Hoje não falei de mim."

Quanto maior é o amor a Deus, maior é a caridade e maior é a estima que temos para com o próximo. É pela caridade que cresce a solicitude de aliviar a pena dos outros. E isso é caráter.  Ou seja, pela caridade tratamos melhor aos demais no no esforço por fazer isso construímos nosso caráter. 


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"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "