Pesquisar este blog

28 junho 2017

Boas Maneiras e a Pressa para Pegar o Elevador

Procure Compreender a Impaciência Alheia


Deixe os outros passarem, não se aborreça por ter que ceder ou perder a vez de vez em quando. E não se aborreça se não tiverem razão ao ultrapassá-lo ou agirem com indelicadeza. Se não for algo abusivo prefira pensar que o outro está com um problema grave e por isso está descontrolado.

Quem pede passagem de modo brusco pode estar com problemas que desconhecemos. E mesmo que seja um problema de falta de boas maneiras, não devemos nos igualar respondendo com rudeza. 

Agindo com intransigêcia você pode estar provocando até uma grande injustiça. Lembro de uma vez quando assisti à uma cena de desconsideração por precipitação muito triste.

Estava no meu prédio, no térreo, com uns vizinhos esperando o elevador. Alguns minutos se passaram o elevador não chegava. Muito indignados pela demora do elevador meus vizinhos começaram a reclamar. Aos poucos com essa indignação meus vizinhos passaram a reclamar em voz alta e a comentar entre si sobre o abuso de prender o elevador como se todos estivessem sendo abusivamente lesados. É incrível a rapidez com que a soberba cria consenso de indignação oportunista. Em poucos instantes os vizinhos passaram a se alternar no bater na porta do elevador com força para que o eco chegasse, pelo túnel do elevador, ao retardatário que prendia o elevador.

Quando o elevador finalmente chegou ao térreo onde esperávamos e a porta do elevador se abriu, viu-se uma mãe já de idade, empurrando na cadeira de rodas um filho já de meia idade, grande e pesado.

A pressa dessas pessoas humilharam a idosa e o deficiente que saíram do elevador desculpando-se muito constrangidos pela demora que causaram. Ainda vejo os olhos tristes e a dificuldade da senhora em alçar a cadeira para deixar o elevador. 

Ou seja, os impacientes pareciam certos ao exigir o seu direito de pegar o elevador, mas não estavam. A inclemência de sua impaciência produziu uma grande falta de amor, de caridade.

Para mim a cena da porta se abrindo e aquela senhora, elegante e tão doce e pesarosa, levantando com dificuldade a cadeira de rodas para ultrapassar os frisos do piso do elevador, ao mesmo tempo que olhava para todos nós com olhos que diziam " - Vejam a minha situação, foi por isso que demorei." ao mesmo tempo em que se desculpava com sincero constrangimento, foi uma cena tão forte que até hoje um elevador pode demorar quanto for, que eu não reclamo, espero sempre numa boa. Eu não estava entre os que exigiam, mas a lição ficou para sempre.

Eles não pediram desculpas, eu sim e acolhi a senhora ajudando-a a fazer as curvas necessárias. Perdi o elevador com aqueles apressados indignados e ganhei dois amigos. 

Postagens mais visitadas