18 junho 2017

Boas Maneiras: Cumprimentamos Cortesia

Gestos de boas maneiras como  um cumprimento, uma conversa social, dar atenção aos demais não podem ficar condicionados aos seus humores de momento ou pendentes da boa ou má vontade de um egoísmo que não se controla. Na vida em sociedade, cumprimentamos a todos com cortesia e devemos ensinar isso aos filhos.

Ora, a base de muitas alegrias humanas é exatamente uma boa vida em sociedade e que invariavelmente começa por esses pequenos gestos de cortesia: um cumprimento,  uma primeira conversa social. Quantas pessoas não sabem manter uma conversa social!

Por falta de educação em boas maneiras muitas pessoas não participam como devem da vida em sociedade com grande perda para eles mesmos.

Em ambientes sociais como as áreas comuns de onde moramos, clubes, igrejas, locais de trabalho, etc., devemos sempre ser corteses e cumprimentar, sorrir, não nos negarmos a essa pequena troca  de umas poucas palavras de cortesia com quem nos encontramos.


É de muito mau gosto só se interessar por falar quando se tem vontade, quando a pessoa "lhe interessa", ou só com as pessoas do seu time de futebol, da sua idade, ou da sua "tribo".

Eduque seu filho para que ele saiba cumprimentar e conversar socialmente valorizando sempre as pessoas e ensine-o a sorrir.

Um simples cumprimento, com um sorriso, a todos inclusive os inoportunos, pode levar muito bem aos demais.

Vejamos como está o nosso exemplo para eles sobre o trato com os demais: trato bem a empregada, os entregadores de compras? Como atendo o telefone? Tenho paciência com os vizinhos? Falo mal deles? Tudo isso o seu filho está aprendendo. 


Por isso mãe, dê exemplo e eduque seu filho em especial nestes pontos 
  1. Quando um adulto, um vizinho, o cumprimentar, nas áreas comuns do prédio, por exemplo, faça seu filho responder ao cumprimento, sempre. Se possível que ele repita o nome da pessoa. "  - Bom Dia, Sr. João." e não apenas " - Bom Dia." Não permita que ele saia correndo ou que se negue a cumprimentar. Ensine-o a responder ao cumprimento com cortesia. Isto é muito importante para o desenvolvimento social da criança porque a educa a valorizar os demais, a saber o que dizer e a como se portar em sociedade e a educa a não deixar-se levar pelo egoísmo de fazer só o que se tem vontade, de se estar só com quem se quer.
  2. Do mesmo modo se seu filho é mais velho, já um rapaz ou um adolescente, não permita que ele fique tão envolvido com o cão, o celular ou o que for a ponto de se negar a responder a um cumprimento. Toda criança ou jovem tem capacidade de comportar-se socialmente se for educado para isso. Saber ser sociável  vai ajudar muito seu filho na vida em sociedade.
  3. Se seu filho já é um adulto é inadmissível que ao cumprimento de um amigo idoso do pai, por exemplo,  o filho responda com pressa, impaciência ou ignore o cumprimento. E acontece!
  4. Do mesmo modo, as mães devem dar exemplo de saber cumprimentar todas as pessoas de forma apropriada, conforme o grau de intimidade e as circunstâncias sociais. A Igreja por exemplo é uma comunidade, é a sua comunidade. Por isso cumprimente com muita cortesia, como um filho na casa de seu pai, àqueles a quem é apresentado. É inadmissível que colegas de pastorais não se cumprimente ao se encontrarem em outros locais. 
Os pais devem dar exemplo de uma disponibilidade social mínima. O mundo fica muito pesado quando vemos sempre caras impacientes, envolvidas demais consigo mesmos, mal humorados, etc.

Seja amável e cumprimente com um sorriso e dê atenção e um pouco do seu tempo a todos que Deus coloca em seu caminho. Ensine isto a seu filho. Lembre-se as boas maneiras, fundamentadas em valores cristãos, são sempre expressão da caridade e prova da sua união com Deus.

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"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "