25 novembro 2015

Boas Maneiras para Homens: 20a. de 100 Dicas

Ninguém nasce pronto. É preciso ir se fazendo a cada dia. E, claro, para melhor. E para alcançar a excelência que se estima é preciso reconhecer a vida diária como caminho da excelência. Em geral pensamos que é em algum outro dia, em algum outro lugar, noutro tempo ou circunstâncias que poderemos fazer o que nos levaria ao que desejamos de melhor. E muitas vezes nem o que gostaríamos de alcançar está amadurecido ou é importante a longo prazo. Muitas vezes nem mesmo escolhemos: simplesmente queremos o carro ou o celular que vimos na propaganda e isso vira uma necessidade vital para nós, um objetivo de vida. Falso é claro. E são falsos muitos outros objetivos criados pela vaidade, insegurança, busca de comodidades.

A vida é serviço. Quando chegarmos ao seu término e olharmos para trás, nem o cargo pelo qual cometemos injustiças para conquista-lo, nem os carros e vestidos comprados com tanto deslumbre vão dar sentido à nossa vida. Mas sim tudo o que fizemos de bom e bem feito.

E fazemos esse bem maior na vida diária: um sorriso aqui, uma atenção ali, paciência acolá, acolhimento a um desagradável hoje, um perdão amanhã. E para atingir o cume, o máximo que podemos ser é preciso melhorar sempre. E não apenas na carreira profissional ou no enriquecimento pessoal como conclama a sociedade de consumo a todo instante. E muito menos na quantidade de viagens de lazer. É preciso ser gente. E temos até o último minuto da nossa vida para dar aquele passo que nos falta: quantos idosos poderiam crescer muito em sua vida superando uma mágoa, aceitando o desafio das dificuldades físicas da idade sem reclamar desnecessariamente com essa pena de si mesmo tão repetida ao longo de sua vida.

Não há nada mais patético do que passar a vida enganado por falsos valores. Nada mais triste do que servir a falsos deuses por toda a vida. Pior, deixar a vida passar esperando circunstâncias que nunca virão ou ainda deixar de fazer o bem que se poderia hoje, agora, nesta realidade que Deus nos deu.

Esta é a 20a de 100 dicas para o homem: Vocês tem um papel natural de liderança. E isto é uma obrigação de honra. Não se enganem com falsos valores. Não esperem circunstâncias especiais para melhorar. É já, agora e vamos nos aperfeiçoando em cada aspecto da vida e não é apenas em questões profissionais.

O homem brasileiro é muito simpático, mas em geral muito mal vestido, inculto e susceptível a falsos deuses como a esperteza para chegar ao alto. Talvez este não seja seu caso, mas é preciso melhorar se não nestes, em outros aspectos da nossa qualidade humana. Experimente acordar sempre à mesma hora, dar uma contribuição expontânea e sem alarde em casa, e não falar de si por um dia. Ou sorrir, ou perguntar pelos outros, ou pagar o café dos amigos. Ou apresentar-se mais bem vestido, ler um livro por mês? Os japoneses leem em média 21 livros por mês, os franceses 14.

A liderança masculina não se dá pela força, pelo autoritarismo nem pela barganha financeira, mas pela excelência que se respeita nele e por isso se segue. Que você tenha um gosto elevado, um engenho reto e experiente, um juízo maduro, uma vontade clarificada pela luz da Suprema Verdade, do Sumo Bem. 

Não se enganem,  o alto é para os santos e não para os ricos ou os de vida cômoda. O céu deve ser o nosso objetivo de vida e isto implica viver as virtudes em alto grau, sem medo do sacrifício, cotidianamente, e não em situações isoladas, porque será esse domínio sobre nós mesmos a verdadeira força da nossa liderança.

Precisamos de líderes idôneos e bem formados que previnam e curem chagas como o desastre ecológico de Mariana e tantos outros males brasileiros. Não precisamos de pessoas como o atual Presidente da Câmara que mesmo tendo chegado a esse cargo e sendo  rico, valores pelos quais tantos se debatem, mostra não só os erros de suas opções de vida como a inutilidade dela mesma. Que cuidemos bem como queremos entrar no livro da História e da Vida.  
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "