05 novembro 2015

Boas Maneiras para Homens: 18a. de 100 Dicas

Evite a gíria, as palavras chulas ou grosseiras. Ela não acrescentam beleza, nem ênfase, só enfeiam a conversa e denigrem quem se vale delas. Além da vulgaridade que expressam são um exercício nocivo de um relaxamento moral que deforma o caráter e precisa ser evitado. O mal não para no seu primeiro e "inocente" movimento de uma palavra vulgar, ao contrário, o mal se não contido, vai minando o caráter de sua força e nobreza e facilmente se concede em outros erros em seguida.


Além das palavras vulgare e das gírias, o homem de boas maneiras jamais concede nesse desrespeito implícito dessa informalidade excessiva que é filha da preguiça com outros vícios.


O homem de boas maneiras não troca o nome de uma pessoa ou a forma de tratamento social correto por uma gracinha desrepeitosa. Por exemplo, é uma grande grosseria chamar o pai de "chefia". Existe muito valor na relação pai e filho para que ela ser reduzida ao mero aspecto da subordinação "utilitária" de poder. Reduzir qualquer coisa importante de sua verdadeira dimensão é sempre errado e pernicioso tanto para quem recebe o rebaixamento ou a redução da consideração como para quem denigre o outro. E isto porque o mal está também - e sempre - em quem o pratica e não apenas naquele que lhe foi vítima.

Do mesmo modo é muito desrespeitoso e portanto deformante do caráter de quem a isso concede, chamar as mulheres por nomes que lhes reconheçam apenas os aspectos que os hormônios masculinos estão latindo: gatinha, cheirosa, boneca, etc. Alguns homens não parecem compreender que as mulheres são pessoas, que são filhas de Deus, com igual dignidade humana que o homem e que portanto devem ser tratadas sempre corretamente pelo seu cargo ou nome que é o resumo, a essência de sua missão na vida e por isso deve dito com a reverência da melhor qualidade humana.


Também no ambiente de trabalho se vê frequentemente esse desrespeito ao tratar os demais: o gerente de banco que ao cumprimentar os outros tem frases genéricas, ênfases de falsa camaradagem e tudo feito apenas pela preocupação carreirista de projeção pessoal no ambiente de trabalho. Agora que espécie de pessoa se torna aquele para quem até o cumprimento é uma espécie de cuidado egoísta consigo mesmo? Em seu coração veja o outro, no mínimo, como alguém com os mesmos sentimentos e dificuldades, capacidades de erro e acerto iguais a você e trate-o com verdadeira cortesia. Se puder veja no outro o próprio Cristo, porque se temos que fazer o que se lê abaixo, como não será que temos que acolher o outro na forma como nos dirigimos a ele! 


"Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. (São Mateus 25, 35-45).


Então esta é a 18a. de 100 Dicas Boas Maneiras para os Homens: Não fale vulgaridades, nem use de gírias, mas mais do que isso tenha sempre certeza de que a maneira como você se dirigi aos demais não contém nenhuma forma desrespeitosa ou desdenhosa implicita. Esta presunção de superioridade tão comum aos homens vulgares é apenas uma exercicio de baixeza que irá levá-lo a ser destestado e desprezado.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "