15 agosto 2015

Boas Maneiras e a Morte

Nós somos a razão dos nossos antepassados terem existido e trabalhado tanto. É uma descortesia sem
par esquecê-los, não tributar-lhes honra e não rezar por eles.

As boas maneiras exigem a presença junto aos doentes. Veja mais detalhes sobre isto aqui. Mas também devemos honrar nossos falecidos. É falta de maturidade humana fugir das obrigações que custam como visitar doentes ou acompanhar os parentes e amigos quando alguém morre.

As Boas Maneiras exigem portanto que:


  1. Devemos ir aos enterros e Missas de Sétimo Dia a que estamos obrigados, sem desculpas. Nelas comparecemos bem vestidos, em atitude de respeito e piedade e cumprimentamos os parentes após a Missa, a menos que a família informe que não haverá cumprimentos.
  2. Confome o grau de proximidade com a família enlutada devemos visitá-la dentro dos próximos 15 dias. Se estiver longe não deixe de enviar cartões de condolências ou coroas de flores se for possível. 
  3. Quando uma pessoa morre, na verdade ela nasce para Deus e então o dia do seu falecimento é um aniversário. Portanto devemos mandar celebrar Missa no dia do falecimento. Também podemos celebrar Missa pelos nossos falecidos no dia de finados e no dia do seu aniversário na terra ou datas especiais. 
  4. Para ajudá-los no céu podemos mandar celebrar Missa mensais por um ano ou por cinco anos ou por toda a nossa vida conforme o grau de proximidade com o falecido.
  5. Devemos manter viva a memória dos falecidos junto às novas gerações. Eles tem valor por eles mesmos e não pela "utilidade" que tiveram: " - Nos deram tudo.", "- Me salvou naquele problema.". A pessoa de boas maneiras tributa honra aos falecidos independente da "utilidade" que tiveram em nossa vida. Assim como os vivos devem respeitar a todos simplesmente porque existem e portanto o Ser habita em todos, do mesmo modo os todos os falecidos devem ser honrados e com isso elevamos o respeito e o nível moral dos vivos.
  6. Devemos manter nossos mausoléus limpos e bem cuidados. E devemos visitá-los e participar das Missas que aí ocorram de modo piedoso e toda a Missa.
  7. Seria bom conversar a árvore genealógica da família, retratos na casa bem emoldurados e histórias da família. 

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "