01 julho 2015

Boas Maneiras para Homens: 5a. de 100 Dicas

Quanto mais educados somos, mais refinados e sensíveis às necessidades e à sensibilidade dos outros vamos ficando. Quem já não tentou por exemplo carregar uma bolsa pesada para outra pessoa e ao invés de se estabelecer um clima cordial houve um susto por se pensar roubado ou uma negativa de bate-pronto? 

Isso acontece porque também para fazermos o bem é preciso "pedir licença". Ou seja, esses pequenos serviços que se espera que o homem faça, devem ser precedidos de ao menos uma insinuação, em geral uma reverência formal, um sorriso, uma pergunta de que vamos interferir. 

Não podemos esquecer que o espaço de uma pessoa é maior que o seu limite físico e podemos assustar uma idosa com nervos fracos se simplesmente tomamos-lhe a bolsa para carregar. Ou podemos assustar uma mulher já vítima de violência, tão comum hoje em dia. E assim, o que seria uma simpática ajuda parecerá uma interferência autoritária e egoísta como outras que já sofre a vítima de violência. É sempre muito polido compreender as pessoas com generosidade e agir de acordo, isso sim é boas maneiras. Só fazer o que se acha certo pode mais facilmente ser exibicionismo e orgulho. 

Mas essa necessária compreensão com a debilidade, pressa, receio, traumas alheios não pode se tornar desculpa para não ajudar porque isso seria mera covardia ou comodismo. Ajude e ajude bem. 

Portanto esta 5 de 100 dicas é:  Nunca execute qualquer pequeno serviço para outra pessoa sem uma reverência formal ou um "aviso" de que vai fazer a gentileza. Isto é especialmente importante quando fazemos uma caridade: devemos sempre dar-nos e não apenas dar. O que significa encaminhar presentes com cartões, doações com atenção, gorjetas com valorizações, etc. 

Lembre-se, o que caracteriza o verdadeiro gentleman é esse modo seguro, tranquilo e fácil de fazer o bem percebendo as necessidades do demais, ao mesmo tempo em que não se faz notado. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "