20 julho 2015

Boas Maneiras para Homens: 11a. de 100 Dicas

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Ter boas maneiras passa não só por adotar certos valores e comportamentos, mas também por evitar outros. E evitar pode ser muitas vezes até mais difícil. Um ponto chave é evitar esse se sentir superior aos demais por qualquer coisa que seja. 


É muito comum, em países atrasados, que as suas elites também o sejam. Não só o IDH das regiões pobres desses países é baixo, como é muito comum, nesses lugares, que a sua classe mais abastada e a média assumam ares de superioridade por qualquer bobagem. E isto é prova de atraso também. Toda elite o é por mérito real e não por esnobações de superficialidades que o dinheiro pode comprar como um carro ou uma roupa.


E isso é especialmente grave onde, historicamente, o respeito e os direitos legais e humanos  eram assegurados principalmente aos mais ricos. Nesses países a elite atrasada é invariavelmente deslumbrada, corrupta e esnobe. Por isso evite toda forma de esnobismo porque é sempre uma vulgaridade e prova de falta de valor real. A verdadeira elite é aquela que ajuda melhorar a vida em sociedade: quem descobriu a cura de uma doença, atende enfermos em situação adversa com bons resultados, é um professor relevante, um político eficáz e o honesto, etc. E quando se chega a esse ponto, já não se quer ser elite, porque já se fez o que de melhor se poderia com a própria vida. Assim esnobação é só para quem não tem valor algum.

Dra. Zilda Arns
Não é difícil, nos países atrasados ver um operário tão logo deixe de ocupar essa posição para ser por exemplo, presidente, vestido com ternos caros. Ou ditadores de países miseráveis vestindo a última moda de Paris. Invariavelmente vendem a alma para alcançar o que pensam que os dignificarão como elite, mas só atingem as superficialidades do consumo.

Nessa busca equivocada por distinguir-se, acabam vendendo o país, traindo nobres interesses que um dia tiveram e acabam compactuando com corrupções de toda sorte. E assim,  não podem ser elite de verdade. Quem comprou "valor" é que o ostenta, que o usa para diminuir outros. E isto porque a verdadeira elite não precisa esnobar nem busca as superficialidades que o dinheiro pode comprar porque tem valor real.  

A pessoa de boas maneiras tem os valores corretos e superiores ao mero consumo de etiquetas caras. É elite porque sua excelência pessoal promove, na vida em sociedade, um bem de maior valor. Uma elite portanto não é quem tem os vestidos da moda, esteve na Europa, ou é uma "mulher rica", mas é uma cientista, uma pessoa laureada com um prêmio significativo, não pelo prêmio em si, mas pelo bem que fez do qual o prêmio é o reconhecimento.

Por isso esta é a 11a. de 100 dicas: Não seja esnobe, não se elitize com esnobismos. Se quiser ser realmente alguém importante faça o bem, e muito bem feito. Ser esnobe não é prova de excelência, muito menos por posse de bens materiais, é antes prova de se ser muito vulgar. 

Não tenha dúvida, esnobar quem é inferior é prova de vulgaridade e de falta de humanidade. Ser deslumbrado com superficialidades importadas é prova de falta de conteúdo e valor. A pessoa realmente fina cultiva a humildade e aprende de todos e busca servir a todos. E é aí quando realmente ela se engrandece. Portanto nada de ser esnobe ou deslumbrado. Mas cultivar a humildade e chegar a ser o tipo de elite que eleva, que constrói, que é relevante para a vida em sociedade. Quando então, ser ou não elite importará muito pouco porque já seremos o que de melhor podemos ser. 

Quando formos um país desenvolvido nossa elite será composta de pessoas como a Dra. Zilda Arns e não como esses personagens do consumo midiático. E você o que quer fazer com o tempo que Deus lhe deu?

1 Michele Bennett casou com o presidente do Haiti Jean-Claude "Baby Doc" Duvalier, em 1980, em uma cerimônia que custou mais de US 2million. O regime de Duvalier aterrorizou seu povo e desviou milhões. O casal fugiu com US$ 300 milhões para um estilo de vida de luxuoso na Riviera Francesa, com uma Ferrari e várias propriedades. Até hoje o Haiti não se recuperou dessa perda. (Mais casos aqui)
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "