18 julho 2015

Boas Maneiras para Homens: 10a. de 100 Dicas

O homem de boas maneiras adquiri a capacidade de autodomínio e auto-controle já desde a sua mais tenra idade. A isso ele deve acrescentar o convívio com pessoas que tenham o que trocar, que tenham conteúdo e categoria humana. Só com o convívio elevado se acrescenta à propria formação mais categoria humana. Por isso mais do que além de evitar as pessoas mal educadas e corrompidas a qualquer custo, é preciso esforçar-se para conviver com quem nos possa elevar. 

A cultura comercial dos dias de hoje naturalizou a vulgaridade como uma opção de consumo. Para quem vende o apelo animal pode resultar em um maior audiência. Mas é preciso ter critério e evitar sites, lugares, conversas e principalmente pessoas que nos querem arrastar para o que não presta. Seja uma vida voltada apenas para o que é cômodo, para as superficialidades do consumo que tanto favorece o egoísmo sejam as depravações sexuais ou uso de drogas, algo e afins. Evite conviver e compartilhar sua intimidade com essas pessoas. Muitos podem nos levar a roubar, praticar atos de corrupção ou de violência porque não soubemos cortar essas "amizades" desde o seu início. É preciso evitar as pessoas sem categoria humana. Mas mais do que isso é preciso buscar das pessoas que nos possam acrescentar algo de bom.


Esta é a 10a. de 100 Dicas de boas maneiras para os homens: falta à uma boa base de autodomínio e auto-controle o convívio com pessoas de nível, homens e mulheres. Mais do que evitar as más companhias é preciso buscar as boas companhias, abrir horizontes. Se no trabalho não é possível evitar certas más companhias, jamais as leve para seu convívio e muito menos para o convívio dos seus. Melhor evitá-las com uma boa dose de formalidade. E comece por aqueles que insistem no chopp e na conversa indecente sobre as mulheres do trabalho. 

Alguns homens, para provar sua macheza, se deixam arrastar para experimentar toda forma de sordidez esperando assim ser aceito no grupo. Mas a verdade é que não se prova o próprio valor pela corrupção. Provavelmente o bom moço será promovido e o corrompido usado momentaneamente em sua adulação e depois descartado, afinal quem pode confiar a alguém corrompido algum bem de valor? 

Desconhecer o mal é uma virtude e jamais prova de experiência e sabedoria. Não precisamos provar o mal para saber que existe. Não tenha vergonha de desconhecer o mal e negue-se a conhecê-lo, e a praticá-lo. Comece por evitar as pessoas que o convidam para o erro.  Não devemos ter vergonha de ser inocentes da maldade. Na verdade, o homem de boas maneiras é experiente, mas de coisas boas. Como diz São Josemaria Escrivá, o santo da vida cotidiana, " - Vergonha só para pecar." e quem exige que a conheça é, na verdade corrompido. Evite essas pessoas. Erro, não é desconhecer o mal,  é não ter qualidades reais. E elas começam por se evitar toda forma de mal, a começar pelas pessoas que a induzem.

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "