16 junho 2015

Boas Maneiras para Homens: 4a. de 100 Dicas

Os homens de boas maneiras evitam todas as ações e modos rudes e violentos em especial quando estão na presença de mulheres. E isso deve começar na juventude, em casa, com a mãe e as irmãs. Na verdade o homem de boas maneiras não é nem duro, de mau humor, nem fica em silêncio anunciando a sua indisposição e distribuindo-a aos outros. Muito menos fará isso com a família a qual deve amar, proteger e respeitar.

Também não há boas maneiras em se ser grave e circunspecto como se isso lhe desse nobreza por uma gravidade que é na verdade a exibição de uma virtude para se engrandecer.  O homem de boas maneiras é na verdade muito simples e reto porque acima de tudo ama a verdade.

Na mesma linha o homem de boas maneiras não é escandaloso, não usa trejeitos para se destacar ao contar um história. O homem educado tem essa tranquila facilidade de relacionamento que é a forma refinada de ser verdadeiro.

Além de evitar o anúncio pelos modos rudes e estridentes, o homem de boas maneiras também não se porta com indolência, anunciando suas preguiças, seu tédio ou seus estados de ânimo. E isso vale para os idosos que dentro do possível não devem anunciar para todos por exemplo, quantas vezes tem que ir urinar e outros assuntos de foro íntimo.

Infelizmente aqui no Brasil é especialmente importante ressaltar que a vulgaridade, as jactâncias sexuais, as piadas vulgares, a cada vez mais frequente e ridícula presunção de que são irresistíveis nesta ou naquela circunstância, são sempre falta de boas maneiras. Esses modos não devem ser distribuidos na vida em sociedade, muito menos em frente de senhoras, ao menos por caridade.

Em resumo, nunca dependa de vulgaridades, descontroles e mau temperamento para "aparecer", para impor-se, é sempre falta de berço. Uma pessoa que sabe controlar-se nestes detalhes de boas maneiras não chegará a esses extremos que caracterizam infelizmente nossa sociedade como país que desrespeita as mulheres chegando a terríveis índices de morte de mulheres. Ah! sim, no pequeno há o todo e o todo está no pequeno. Cortesia na vida cotidiana afasta as atitudes extremas por prática constante do bem. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "