15 junho 2015

Boas Maneiras para Homens: 1a. de 100 Dicas

Falta de Boas Maneiras e a Desconfiança Excessiva

Poucas coisas demonstram mais falta de boas maneiras do que esse excesso de desconfiança pela qual tratamos mal os outros a pretexto de nos protegermos de possíveis problemas. 

Quem não sofreu nas mãos de um prestador de serviço ou comerciante que sendo excessivamente desconfiado tomou por certo um preconceito e nos insultou gratuitamente com modos desconfiados?   

É sempre falta de boas maneiras demonstrar excesso de desconfiança e a pretexto dela destratar as pessoas. Os defeitos que se podem desenvolver a partir de uma desconfiança exagerada são muitos, por isso é melhor superar o excesso de desconfiança. 

São Josemaria Escrivá, o santo da vida cotidiana nos lembra alguns pontos muito importantes: 


  1. Crias à tua volta um clima artificial, de desconfiança, de suspeita, porque, quando falas, dás a impressão de estar jogando xadrez: cada palavra, pensando na quarta jogada posterior. Repara que o Evangelho, ao relatar a triste figura cautelosa e hipócrita dos escribas e fariseus, diz que faziam perguntas a Jesus, expunham-Lhe questões, "ut caperent eum in sermone" - para retorcer as suas palavras! - Foge desse comportamento. (São Josemaria Escrivá, o santo da vida cotidiana).
  2. Não há isenção nem intenção reta nos teus conselhos, se te incomoda, ou consideras uma prova de desconfiança, que sejam ouvidas também outras pessoas de comprovada formação e reta doutrina. - Se é certo que, como asseguras, te interessa o bem das almas ou a afirmação da verdade, porque te ofendes?
  3. Tudo o que é caduco e nocivo, tudo o que não presta - o desânimo, a desconfiança, a tristeza, a covardia -, tudo isso deve ser jogado fora. A Sagrada Eucaristia introduz a novidade divina nos filhos de Deus, e devemos corresponder in novitate sensus , com uma renovação de todos os nossos sentimentos e de toda a nossa conduta. Foi-nos dado um princípio novo de energia, uma raiz poderosa, enxertada no Senhor.

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "