10 maio 2015

Boas Maneiras e os Boatos: Umas Ideias para Pensar sobre os Boatos


Qualquer pessoa com seu modo de ser, suas manias, vale o sangue de Jesus. Como ousamos julgar verdadeiros os boatos e críticas? 

Pelo telefone ou pelas redes sociais vamos passando adiante os defeitos morais dos outros, suas fraquezas e mesmo seus infortúnios e limitações. 

As boas maneiras exige que se viermos a saber dos defeitos, infortúnios, limitações ou  pecados dos outros, devemos guardar para sempre. Sem justa causa não pode jamais ser divulgado. Antes se estiver ao nosso alcance devemos ajudar ou no mínimo compreender. Se alguém está mal humorado, talvez esteja sobrecarregado. Se soube de alguém desempregado, talvez deva ajudar a entregar um currículo, etc. Tudo isso é verdadeiro amor cristão. Já passar a diante a malecidência por frivolidade é falta de caráter e de valor.

Podemos nos perguntar por que como cristãos ainda passamos adiante boatos maledicentes ou críticas gratuitas e ácidas? Se levamos o nome de cristãos, mas medimos os outros com superficialidade é porque não ouvimos a voz da consciência. É uma falta grave essa multiplicação de críticas negativas que chegam a destruir não só a reputação de uma pessoa, mas relacionamentos e às vezes famílias e oportunidades importantes de trabalho por exemplo. 

Esses boatos maledicentes ou frívolos podem incentivar uma cultura ditatorial, limitada ou  muito vulgar quando são tema de programas televisivos.  A popularização de frivolidades baixa o nível cultural e obstaculiza o progresso do bem. Importantes instituições podem ser também atingidas por maledicências aparerentemente sem importância e que podem se transformar em uma verdadeira peseguição como acontece hoje com os cristãos, dando pasto à ditaduras que por incentivar um "inimigo comum" detém o poder com corrupção e maledicência. 

O Quinto Mandamento da Lei de Deus diz “Não matarás" e que quem  matar será condenado em juízo. Todo aquele que se irar contra seu irmão, será condenado em juízo. Todo aquele que chamar bobo ao seu irmão, será condenado em juízo, quem chamar de louco a seu irmão será condenado em juízo.” 


Qualquer comentário frívolo, superficial, que falamos do próximo, é grave, não tenhamos dúvida disso. A mágoa e a injustiça podem ser muito grandes e absolutamente injustas.


Muitas vezes as críticas nascem dos nossos preconceitos. Na maior parte das vezes estamos enganados quando pensamos mal de alguém.


Pio XI “Os homens são melhores do que seus atos e suas palavras.” Deus vê os corações. Deus vê os homens por dentro. “Não desprezemos ninguém; a mais malvada das pessoas contém ainda a  centelha divina que pode com um pouco da nossa compreensão aparecer numa conversão quando menos se expera, como por exemplo no caso do bom ladrão da Bíblia.


“Não desprezemos nem a idéia das pessoas porque contém uma parcela de verdade. Nem desprezemos as ações porque ignoramos os seus motivos e suas conseqüências longínquas. 


A impulsividade de nossas palavras, um golpe de nossa língua é pior do que um golpe de espada. Se não somos sóbrios, podemos estar desferindo golpes mortais.


Salomão : “ A boca de homem sábio está no coração. O coração de um tolo está na boca.”


“No muito falar não faltará pecado. O que modera seus lábios é prudentíssimo.”


( Provérbios)


Salomão : “A boca de um justo é fonte de vida. A boca dos ímpios é uma fonte de iniquidade.”


Thomas Carslile: “Quem não pode guardar seus pensamentos para si mesmo, nunca realizará coisas grandes na vida.” Destruiremos coisas grandes: a paz familiar, a caridade no coração.


Do Catecismo da Igreja Católica: Todo bom cristão deve estar mais inclinado a desculpar as palavras do próximo do que a condená-las. Se não é possível desculpá-las, deve-se perguntar-lhe como as entende; se ele as entende mal, que seja corrigido com amor; e se isso não bastar, que se procurem todos os meios apropriados para que, compreendendo-as corretamente, seja poupado. 

Faça aqui um exame do coração para conhecer o que realmente sai dele através da língua. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "