10 março 2015

Boas Maneiras e a Informalidade


O Rio de Janeiro é uma cidade especialmente mais INFORMAL por ser área de praia, turismo e por toda a sua história. Por isso, às vezes parece um pouco irreal falar de formalidades, protocolos e etiqueta porque parecem "exagero". 

O brasileiro de um modo geral também é bastante informal comparado com outros países, mas se você não for apropriadamente vestido em alguns lugares de São Paulo, por exemplo, é barrado na porta.

Independentemente das opiniões, estilos regionais ou pessoais vamos compreender alguns aspectos da informalidade versus formalidade de um modo geral porque isso dá traquejo social e evita constrangimentos desnecessários.


Lembre-se de que mesmo que você ache que a melhor coisa do mundo é andar de chinelas havaianas por todo lado, a vida em sociedade estabeleceu várias razões para que em determinadas ocasiões sejamos mais formais. Conheça algumas dessas razões e ocasiões porque nem tudo na vida em sociedade é voluntarismo subjetivista, gosto não gosto, aprovo ou não aprovo.

Pontos Práticos sobre a Formalidade e Informalidade no Modo de Vestir


Existem eventos privados e públicos. O rigor para se vestir nesses eventos varia conforme o país, mas a maneira de se vestir é um sinal de boas maneiras, de educação. Ou seja, para os eventos particulares o convite pode indicar o modo de vestir e se não indicar a tradição, o clima, a ocasião determinam o modo de vestir.

Nos eventos públicos o modo de vestir pode estar associado ao local ou ao grupo que você pertence e onde estará esse grupo no evento público. Ou seja, se você vai à Ópera no camarote do Governador, mesmo não sendo uma autoridade deverá se vestir mais formalmente do que se fosse com colegas universitários na galeria na mesma ópera.

Vestir-se de forma inapropriada na Europa é considerado rudeza, em alguns países como a Inglaterra talvez mais.


No Brasil uma pessoa pode aparecer a um casamento de jeans quando está todo mundo vestido de forma mais social e ser considerado "original", ou dar uma desculpa como só passou para dar um alô. Mas mesmo não sendo uma falta tão grave como é na Inglaterra onde desconsiderar o "dress code" é considerado rudeza e certamente será barrado na porta, mesmo no Brasil a falta de uma apresentação de acordo com o ambiente é sempre é falta de consideração para com os demais presentes.


Por isso considere sempre o tipo de evento e vista-se como esperado. Isto não quer dizer riqueza, mas correção. Mesmo sem ternos caros é-se sempre muito distinto quando se vai bem vestido como se é, sem querer parecer o que não é. Mas limpo e corretamente vestido.

Os eventos com autoridades públicas ou eclesiásticas "sobem" no ranking de formalidade. Uma Missa com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro pede uma vestimenta um pouco mais formal do que a Missa de todo dia. E na Missa se vai sempre bem vestido e não com a roupa que se vai no mercado.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "