10 fevereiro 2015

Suas Maneiras Refletem sua Educação: Como são suas Maneiras na Vida Cotidiana?

  1. O agente segue o ser. Minhas maneiras, meus modos, meu comportamento cotidiano segue o que realmente sou. 
  2. Se o que sou se reflete no meu comportamento, como eu sou? Chato, reclamão, egoísta? Generoso, trabalhador, paciente? O que minhas maneiras demonstram cotidianamente?
  3. Sou conhecido pelas minhas qualidades ou antes pelos meus defeitos?
  4. O que nos acontece depende em grande medida do que somos. E o que somos depende do que e quanto amamos. O que eu amo? Tenho um amor grande que vem da minha relação com Deus ou antes segue um utilitarismo pessoal? 
  5. Compreendo que tudo que existe merece respeito porque contem o Ser que é Deus? A quem eu realmente respeito? 
  6. "Ouvir" a música da nossa vida: soam alto as notas da crítica aos demais e soam baixo e raras as notas da caridade? 
  7. Na minha vida quais as notas que soam mais alto? As notas das grandes e nobres ambições de vida ou aquelas notas muito baixas que deram preferência aos finais de semana sem fazer nada, às desculpas preguiçosas, os adiamentos constantes que acabaram abafando as notas dos grandes ideais?
  8. Soam na minha vida as notas de um estudo cotidiano realizado com profundidade, ordem, etc.? Ou prenominam as notas de deslumbre fútil, passeios e comilanças em shoppings, fofocas e superficialidades em busca de ser o centro das atenções? 
  9. Uma pessoa com personalidade é constante, perseverante, justa, equilibrada, moderada, serena, trabalhadora. Ou seja, há que ter virtudes humanas para ser ter personalidade. Quais são as minhas virtudes?
  10. Envolver-se, dar-se, é sempre mais do que dar coisas. Consigo dar aos outros algo além de bens materiais: atenção, carinho, apoio, bens materiais necessários mesmo que me custe um pouco, etc.?
  11. Nas tragédias e na dificuldade eu ajudo só por mera obrigação e dou o sobra? Sei dar com amor, com interesse, com dedicação e até um pouco de sacrifício?
  12. No trabalho cotidiano procuro qualificar-me sempre mais? Compreendo que através do meu trabalho cotidiano faço bem aos demais de modo mais frequente do que por ocasião dessa caridade eventual? 
  13. Trabalho sempre com muita qualidade humana, com espírito de serviço, com amor aos demais, emprestando ao que faço todas as minhas qualidades pessoais? Acrescento aos aspectos técnicos da profissão o valor da minha categoria humana?  Ou realizo meu trabalho com o olho no celular, tendo o cliente como uma interrupção aborrecida aos meus interesses? A pessoa de boa educação e boas maneiras, jamais realiza o seu trabalho com superficialidade, na base do "chuta e manda", do "jeitinho", do "passar um paninho", ou do "amanhã a gente resolve".

Toda Forma de Falta de Educação e de Boas Maneiras depõe contra nós

  1. É preciso ter cortesia com todos, sempre. Isto é mais do que ser amável em situações formais ou com quem é importante. 
  2. Ter cotidianamente consideração com os demais é mais do que ser especialmente amável quando se está de bom humor. 
  3. Ter educação e respeito aos demais é jamais usar do cargo para tirar vantagens pessoais, prejudicar os outros ou abusar da posição e reduzir pessoas por causa de vaidades descontroladas ou preconceitos. 
  4. Também devemos entender que a vida acontece num plano divino e não apenas no plano material ou da satisfação dos próprios desejos. Isso dá à nossa educação a certeza de que nos compete aceitar o que Deus nos pede com fortaleza, diligência, sem esmorecer.
  5. Toda pessoa de boa educação prefere sempre o bem: falar coisas boas, divertir-se com coisas boas e santas e afoga todo mal em bem. 
  6. Uma pessoas de boa educação não pactua com mediocridades de nenhum tipo: não fala mal, não fala palavrão, não se deixa levar nem promove corrupções, não assiste programas chulos, não convive com pessoas que não a fazem crescer.
  7. Que sejamos todos portadores de humanidade, que sejamos a imagem e semelhança de Deus, desenvolvendo a personalidade através dos dons, talentos e das circunstâncias que Deus nos deu, certos da sua proteção divina.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "