08 fevereiro 2015

Boas Maneiras e a Virtude do Autodomínio

As boas maneiras deitam suas raízes nas virtudes que possuímos. O autodomínio é uma virtude que dá muita qualidade às nossas boas maneiras fazer com que não nos deixemos arrastar pelos excessos. 

Quando desenvolvemos a capacidade de controlar os impulsos de temperamento como a nossa tendência à comodidade, por exemplo, dizemos que temos auto-domínio.

Por falta de autodomínio podemos cair numa preguiça que nos impede de realizar muitas coisas boas ao longo da vida. Esse comodismo acaba por determinar-nos em grande medida.

A virtude do autodomínio nos amadurece porque nos exercita no senhorio de nós mesmos, nos libera do desânimo e das oscilações de humor.

Se vamos vencendo o comodismo vamos nos tornado capazes de, não importando as circunstâncias e as provações da vida, fazer o que efetivamente é certo.

O autodomínio também nos torna mais discretos e nos ajuda a evitar a murmuração, a fofoca, e a crítica gratuita.  O autodomínio também nos ajuda a aproveitar melhor o tempo, a fazer mais pelo nosso desenvolvimento profissional e a ter mais cuidado com o que fazemos, a não nos excedermos na bebida, na procura de nós mesmos em mil consumismos como a gula e nos ajuda a fazer o que é certo quando isso custa. 

Uma excelente maneira de exercitar o autodomínio é controlar esses impulsos que se muito repetidos acabam por determinar o que somos: comer guloseimas como compensação para aborrecimentos e tédios, perder tempo com atividades e desculpas para adiar o que tem que fazer, ficar na cama mais do que o devido por comodidade ou preguiça, etc. Se formos capazes de dizer não a isso desenvolveremos nosso autodomínio na própria vida diária e assim nossas boas maneiras serão firmes, constantes e não oscilantes conforme o humos do momento.  A qualidade do autodomínio também nos faz reagir com serenidade na adversidade e de forma mais compreensiva e paciente na vida em sociedade.

Pontos Práticos para Ter a Virtude do Autodomínio que Podemos desenvolver na vida diária

  1. Evitar o que nos faz perder tempo ou fugir de nossas obrigações. Ter horário para acordar, dormir, comer, fazer oração. 
  2. Enfrentar o que custa sem delongas. 
  3. Aprender a escutar. 
  4. Procurar não chamar atenção por modos extravagantes ou chamativos. 
  5. Procurar não se inteirar do que não lhe compete. 
  6. Evitar fazer comentários imprudentes e dar conselhos não solicitados. 
  7. Às vezes desprezamos coisas boas para não ter que fazê-las. Veja bem porque está adianto essa decisão ou esses trabalhos ou estudos. 
  8. Afaste esses pensamentos inúteis que nunca vão acontecer como medos aflições, diálogos conosco mesmos porque são barreiras que erguemos à nossa frente. Se sobra tempo para ficarmos pensando em nós mesmos é porque estamos mergulhados em comodismo. O que poderíamos estar fazendo de útil ao invés desses devaneios? 
  9. A prática do autodomínio se ganha nos pequenos gestos e na persistência nos objetivos. Se hoje você falhou em cumprir algum dos seus própositos ou deveres por comodismo, torne a recomeçar e cumpra a próxima atividade sem adiamentos. O autodomínio nos ajuda a manter na rota do bem que projetamos. 
  10. Rezar nos ajuda a nos conhecer melhor. Faça um exame de consciência para avaliar se é comodista. Veja algumas sugestões de perguntas para se conhecer quanto a virtude do autodomínio aqui
Veja mais sobre autodomínio lendo sobre esse extremo que é o ativismo, uma forma de descontrole por falta de autodomínio também. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "