10 dezembro 2014

Boas Maneiras e as "Aprovações"

Frequentemente nos vemos em circunstâncias em que queremos elogiar alguma coisa. Isso é normal e bom. Mas é preciso verificar a intenção que nos move. Se estamos intimamente desprezando ou invejando uma pessoa é bem provável que o nosso elogio seja apenas medíocre competição sem sentido.

Por isso, por boas maneiras, devemos elogiar somente em verdade, com reta intenção e modéstia. Jamais podemos considerar simpatia esse ficar oferecendo a própria aprovação como se ela fosse uma deferência, ou uma gentileza para com aquele que avaliamos. Isto seria presunção.

Quando se trata de boas maneiras, o elogia exige as mesmas virtudes de caráter de qualquer outra ação e não pode portanto se basear em competições dissimuladas, complexos de inferioridade, presunção ou essa futilidade diária de programa de celebridades que torna tudo passível de comentários superficiais. Seja honesto, modesto e reto ao elogiar e jamais julgue de um modo que é sem sentido.

Às vezes temos que julgar porque somos professores, chefes, ou pais. Mas também aqui cabe sempre a caridade. Como nos lembra São Josemaria Escrivá, o santo da vida cotidiana em seu livro Caminho, ponto 463: "Mais do que em “dar”, a caridade está em “compreender”. - Por isso, procura uma desculpa para o teu próximo - sempre as há -, se tens o dever de julgar."



"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "