06 outubro 2014

Boas Maneiras do Mesário nas Eleições

É verdade que tenho um nome diferente, Fl.... Mas isso não é motivo para que o mesário assim que leia o
meu nome convoque todos os presentes na seção para fazer gracinhas sobre meu nome. Isso é falta de respeito.

O "chefe" dos meus "provocadores" estava vestido com uma camiseta muito surrada e muito manchada de comida. Como podia sair na rua daquele jeito e muito mais para estar ali, na festa da democracia de modo tão relaxado. Isso é falta de respeito também. Obeso, subindo os jeans imundos a todo instante,  tinha aquele olhar vulgar para a outra atendente da qual só se podia notar o que lhe saltava do chamativo decote. Esta, rude, fez um escândalo quando errei o local de assinatura no formulário. Mesmo tendo eu cabelos brancos e tendo idade para ser avó dela, me reganhou como não se faz com uma criança pequena porque seria assédio moral, um absurdo. 

E a chacota com o meu nome continuou. Começaram a se mútuo "provocar" dizendo que aquela ao chefe deles todos, que ele deveria chamá-la também de Fl.., ao que ele respondeu que não poderia fazê-lo porque isso seria considerado assédio sexual, e por aí foram. Com a minha cola na mão votei o mais rápido possível e saí correndo. Um horror. O problema do Brasil não é só termos políticos corruptos, mas sermos todos muito mal preparados, até para fazer coisas simples, até na postura cidadã mais básica. 

Para evitar mais comentários idiotas, deixei minha bolsa como refém,  à vista de todos porque por pouco não me faziam uma revista a pretexto do celular. Foi um horror. Espero que eles não estejam lá no segundo turno e que o Tribunal Superior Eleitoral divulgue uma cartilha básica sobre boas maneiras do mesário algo como:

Pontos Práticos de Boas Maneiras para o Mesário durante as Eleições


  1. O nome das pessoas está ligado à sua missão na vida, à sua essência. Fazer "brincadeiras" com os nomes dos eleitores é falta de respeito e em nenhuma hipótese dever ser feita.
  2. Os mesários estão ali não para ganharem popularidade e portanto devem controlar a "histeria" que os faz promover "gracinhas", zombarias, provocações como quem busca popularidade. Um pouco de humildade seria edificante. Quem tem pena demais de si mesmo de trabalhar para a democracia que não seja mesário.
  3. Caso alguém cometa um erro, não o humilhe dizendo como aquilo é importante, como você é a suprema autoridade e como ele é incapaz ante tão poderoso senhor. Os mesários estão ali para promover a cidadania, não a covardia. Não se sabe se a pessoa está doente ou com problemas para criar constrangimentos inúteis só para mostrar como você é importante. Sirva e não sirva-se.
  4. Atitudes infantis de "mamãe" vai ralhar comigo e por isso repito e insisto no erro do cidadão não é uma coisa engraçada, mas burra, desrespeitosa.
  5. Vistam-se minimamente bem.
  6. Boas maneiras vem de bons sentimentos, cultive-os: Ajudem as pessoas que atendem durante as eleições com consideração e respeito. Isso nos faz crescer como pessoas. Essa histerias comentários pretensamente jocosos, flertes, busca de popularidade, ir provocar outra seção eleitoral para fazer gracinhas, essa pena de si mesmo por ter que trabalhar para a democracia que os autoriza a toda sorte de reclamações é descontrole e falta de educação e de categoria humana. Lembrem-se de que toda familiaridade fora de lugar gera desprezo porque é prova de desrespeito pelos outros. 
  7. Escolha outras dicas de boas maneiras que se aplicam ao servidos público aqui.  

A Frase mais triste que Ouvi nas Eleições

Apesar desse atendimento que foi um verdadeiro assédio, essas frases não foram as mais tristes que ouvi no dia das eleições. Infelizmente o Brasil está se dividindo em duas facções ideológicas radicais, a dos crentes e a dos filiados à esquerda que são ainda mais devotos ao marxismo que qualquer crente. 

A frase mais triste foi a de alguns jovens que ao votarem numa Igreja, comentavam entre si como podia a festa da democracia acontecer numa Igreja. Enquanto a Imprensa der às costas para a questão religiosa no Brasil não saberemos o que está realmente acontecendo com a nossa cultura e vamos nos surpreender com uma juventude cada vez mais radical, pretensiosamente, sem educação e despreparada para as tarefas mais simples. E, pior sem aquele humanismo cristão que foi a base da simpatia brasileira e que mesmo quando éramos de pouca escolaridade, fazíamos cultura, uma cultura de acolher o próximo como a nós mesmos que tornou o brasileiro conhecido por sua simpatia. Mas para a Imprensa mudar temos que tirar esses velhos que reclamam em vez de dar notícias e que propagam sempre que podem a intolerância religiosa.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "