02 setembro 2014

Boas Maneiras: Você é Inconveniente?

Para ser uma pessoa educada, muitas vezes o que se precisa não é um dicionário de "regras de etiqueta", mas a caridade de reconhecer as circunstâncias sociais nas quais estamos nos inserindo. Desse modo evitamos ser inconvenientes. Afinal podemos ser inconvenientes de muitas maneiras na vida em sociedade. 

Quem deve receber todas as atenções no dia do casamento, os noivos ou o seu calo? A pessoa inconveniente não sabe reconhecer as circunstâncias “emocionais” por detrás das vida em sociedade. 

Já a pessoa educada colabora para que haja um clima de  amor, justiça e paz ao seu redor. Reconhecer as circunstâncias nas quais nos estamos inserindo é respeitar os demais, é sair desse eterno preocupar-se consigo mesmo e por isso já é meio caminho para as boas maneiras, ou ao menos para não sermos inconvenientes.. 

Pontos Práticos sobre as Boas Maneiras e as Circunstâncias Emocionais da Vida em Sociedade

  1. Nunca seja rude com ninguém. Tenha especial consideração por quem carrega pesos, é mais frágil ou está desinformado do que você sabe. 
  2. Jamais se valha da sua posição para tomar vantagem. Antes ao contrário, se é doutor, rico, especialmente culto, seja mais discreto, preste melhor serviço, dê maior exemplo, seja servidor dos demais. Isto é o que o tornará grande. Lembre-se que Lucas avisa: " (...) Portanto, todo aquele a quem muito foi dado, muito lhe será pedido; a quem muito foi confiado, dele será exigido muito mais! 
  3. Não seja carrancudo numa festa. 
  4. Vista-se apropriadamente para cada situação social. Ignorar convenções sociais por preguiça é passar recibo de mediocridade. 
  5. Aguarde a sua vez na fila sem ser pesado aos demais com queixas inúteis. 
  6. Não seja excessivamente sensível tomando tudo como pessoal e por tudo se ofendendo ou reagindo. Todos tem direito à própria vida e opinião e não existem para servi-lo. 
  7. Do mesmo modo veja as circunstâncias em que está inserido para agir corretamente: a sala de aula não é local de brincadeiras, o trabalho não é local de conquistas sexuais, o almoço de trabalho ou com colegas de profissão não é local para contar intimidades ou falar mal da empresa ou do chefe, o almoço em família não é a ocasião para ler o jornal.
  8. Não se falam tragédias nem grosserias à mesa em hipótese alguma. 
  9. Não dispute nem crie climas de competição inutilmente.
  10. Não fale mal dos outros, jamais.
  11. Não se predisponha contra outras pessoas previamente, sem motivo como temer a sogra, achar que um determinado país é atraso, etc. Basei-se nos fatos e não em "novelas mexicanas" produzidas por uma imaginação sem controle. 
  12. Sempre demonstre consideração com os recém-chegados, abrindo-lhes a porta, vendo se tem lugar para eles, etc. Se são idosos ceda o seu lugar para eles. ( Mas não se presuma anfitrião, faça isso quando o dono da casa não está próximo ou está ocupado e você mais perto.) A ideia aqui  é a de sempre acolher os outros: as pessoas com um olhar para incluí-las na conversa, acolher ao apresentar quem está isolado, ao responder bem, com interesse, etc.
  13. Procure compreender as limitações alheias: idosos tem limitações de força física, de nervos e por isso não os exija demais por exemplo. Respeite assim todas as fragilidades alheias com profunda caridade, sejam elas limitações de idade, (crianças ou idosos), circunstâncias ( pessoas solitárias, neuróticas, deprimidas), por necessidades especiais, por falta de dinheiro, falta de inteligência, de oportunidade, de estudo ou qualquer outra limitação. 
Seja sensível para perceber às circunstâncias à sua volta para sair no horário apropriado, não atender o celular, etc. Perceber as necessidades alheias e as circunstâncias sociais em que está inserido, só o tornarão mais nobre, sensível e gentil. Leia bons livros de literatura clássica para desenvolver uma maior sensibilidade humana. Gosto muito do autor russo Tchékhov.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "