16 setembro 2014

Boas Maneiras com os Pais


Aos pais se deve sempre compreendê-los. Não se arvore em censor dos defeitos dos seus pais. A correção fraterna é sempre devida, mas por amor, não como um julgamento do que nos convém ou não ou por razões de rebeldia juvenil.

Evite maneiras indelicadas com os pais como: sacudir desdenhosamente os ombros, voltar-lhes as costas, abanar a cabeça, bater com os pés, olhar de esguelha, levantar a voz ou, o que seria hediondo, ameaçá-los e agredi-los.

Aos pais é preciso manifestar-lhes sempre, nas palavras e nos atos, o respeito e veneração que lhes tributas, tanto em casa, como fora, nas conversas e em toda parte.

Não esqueça de reza pelos teus pais todos os dias e no caso de pais falecidos não deixe de mandar rezar também uma Missa em sua memória ao menos no seu aniversário de falecimento ou de nascimento.

Aos pais sempre retribuímos com gratidão e benevolência o amor que nos consagraram e isso inclui não rejeitar os seus carinhos ou recusar-se a retribuí-los.

As boas maneiras como expressão de caridade pede que pela manhã, toda vez que se sai e volta para casa e à noite antes de dormir que cumprimentemos e se a família tiver o costume que se peça a bênção. As bênçãos dos pais são sempre confirmadas por Deus. As pessoas que tratam mal os pais e bem aos amigos são pessoas falsas e na Bahia - terra de gente que "sabe de tudo" - mede-se se uma pessoa que não se conhece muito bem pela maneira como trata os pais e os familiares. É realmente um indício muito claro de quem se é. O mesmo vale para como os pais tratam os filhos.

Os filhos que amam seus pais procuram de bom grado a sua companhia e não os evitam por causa dos amigos porque seria ingratidão e desprezo hediondos.

Cabe aos pais ter um contato franco e claro para que não oprimam seus filhos de tal modo que eles prefiram tudo menos a companhia dos pais. Não é preciso sair correndo, evitar uma pessoa com a qual se tem bom diálogo.

Aos pais cabe o exemplo de uma relação respeitosa e transparente de tal modo que não haja desrespeito dos filhos querendo evitá-los egoisticamente para estar com amigos mas também não sejam os pais cerceadores e "chantageadores emocionais" permanentes que acabam oprimindo os filhos que preferem assim evitá-los. Aproveite seus pais quando ainda estão vivos porque pela ordem natural da vida um dia eles não estarão mais perto.

Seja para com teus pais o que foram eles para contigo. Faça tudo para honrá-los e alegrá-los e consolá-los. Seus pais sempre estarão felizes quando você estiver feliz. Não deixe de correr atrás da tua felicidade que isto os fará também felizes mesmo que num primeiro momento não o compreendam.

Os filhos que desempenharem com fidelidade os seus deveres de filhos para com os pais, serão

abençoados por Deus. Maldito quem não honra seu pai e sua mãe, diz a Sagrada Escritura.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "