06 setembro 2014

Boas Maneiras ao Jantar Fora

Jantar fora é uma das formas sociais mais comuns de reunião na vida em sociedade e pode acontecer por todos os motivos: recreação, negócios, formalizações. Um convite para jantar fora, ou qualquer outro convite de convívio social feito em volta da mesa - e que portanto pressupõe uma "partilha" - é sempre uma prova de amizade, estima e cordialidade. Na escala social, um convite para jantar seria uma ocasião mais "caprichada" que outras formas de convívio à mesa.

Por tudo isso devemos estar bastante à vontade quanto aos nossos modos. Não para "acertar", não dar "furo", mas porque somos efetivamente educados e nos importamos com a nossa inserção na sociedade e com as pessoas e os negócios que dependem da nossa atuação social nesses encontros. Certamente um grupo educado fundará mais possibilidades, de amizades, negócios, momentos agradáveis que posturas ora grosseiras, egoístas ou vulgares.

Somente conhecer as regras de boas manerias não é suficiente. É preciso praticá-las na vida cotidiana, na mesa posta todos os dias em casa, ao menos uma vez ao dia e, também, na maneira como nos relacionamos com nossos familiares à mesa na vida cotidiana. 

A informalidade, que mascara preguiça, relaxamento na vida cotidiana torna não só os momentos à mesa menos aprazíveis como vão - com o exercício continuado, deformando o caráter das pessoas aumentando-lhes o grau de egoísmo, grosseria e insensibilidade.

Pontos Práticos de Boas Maneiras ao Jantar Fora

Sempre considere um convite para comer fora, um jantar, mesmo um sorvete simples, uma deferência e uma atenção. Há uma tendência nos dias de hoje a se banalizar a importância dos convites pelos mais variados motivos como "busca do mais sensacional" e aquele convite não sendo tão "legal" é descartado só que com ele a pessoa que nos convidou. 

Ou porque aquele outro foi um convite feito por uma celebridade e este não, etc. Mesmo que você se sinta tentado a se deixar levar pela frivolidade, mantenha o respeito por quem lhe convidou partindo sempre do princípio de que todo convite é sempre uma deferência. Responda aceitando ou recusando com muita cortesia e tendo em mente a atenção que lhe deram.

Mesmo que alguém esteja lhe convidando só para tentar lhe vender alguma coisa sempre considere os convites que recebe como uma deferência, porque mesmo numa relação comercial existe uma outra pessoa do outro lado que merece nossa consideração. Recuse sempre que for o caso, mas com educação.ATENÇÃO: 


Dizer para ter em mente que todo convite é uma deferência, não quer dizer que devemos levar em consideração convites para coisas ilegais, festas com drogas, convites de homens mal intencionados, como "deferência". Rejeite clara e imediatamente tudo o que não presta. Não caia no relativismo atual de que tudo é permitido porque quem diz isso nega, tem interesses escusos, mascara ou desconhece as consequências do mal que propõe.


Hoje alguns jovens e até mulheres de meia idade, aparentemente de boa formação, estão sendo induzidos ao uso de drogas, à permissividade sexual, à experiências homossexuais, sem que tenham essa tendência, pela incapacidade de simplesmente dizer não. Homens mais velhos ou que tenham mais dinheiro ou projeção social quando lidam com pessoas mais novas podem exercer "fascínios" que devem ser evitados de ambas as partes.

Deferência para com aqueles que nos convidam para coisas boas sim, falta de critério, irresponsabilidade ou curiosidade insana para meter-se em coisas erradas, não, jamais, nem uma vez.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "