05 setembro 2014

Boas Maneiras ao Apresentar

A melhor maneira de cumprimentar ou responder a um cumprimento é aquela pela qual demonstramos sincero interesse pela outra pessoa. Devemos evitar fórmulas muito convencionais, preferir frases simples, fugir da vulgaridade dos trejeitos e das gírias.

Cumprimentamos as pessoas que nos são apresentadas geralmente dizendo "– Como vai?", de preferência significando isso.

Após ouvir e responder cortesmente SOBRE o que nos foi proposto, o nosso interlocutor deve devolver a palavra a outra pessoa perguntando de volta sobre como ela vai ou equivalente.

Muitas pessoas parecem apenas usar as outras para dizer o que lhes interessa e após isto se calam, ou seja, não perguntam alguma coisa a quem o esteve ouvindo e é por isso que muitas conversas sociais não "engrenam".

Aí podemos ver a questão da boa educação que nos faz ter respeito pelo outro e por isso damos a ele a chance de falar também e nos interessamos por eles.

A pessoa educada promove o diálogo por respeito, caridade, humildade, mesmo que o seu interlocutor não seja alguém que lhe provoque especial interesse ou "vantagem".  

Deve haver sempre um esforço mínimo de ambas as partes para entabular e manter uma conversa social. Não devemos esperar ser agradados para aí participar daquela conversa social que está se formando muito tenuemente a partir do primeiro cumprimento. 

Em sociedade o que conta muitas vezes, mais do que o espetacular que nem sempre se oferece, é essa troca de idéias de forma simples, que podem vir a ganhar riquezas insuspeitadas dependendo do que cada um tem para dar na conversa.

Grandes conversas, momentos memoráveis são feitos somente entre pessoas memoráveis. Mas para descobri-las é preciso começar por ser educados nessas conversas inicias que se seguem à uma apresentação não as abandonando, muitas vezes nem sequer as entabulando, pelo mutismo da incompetência ou pelo desinteresse comodista ou interesseiro que matam tão freqüentemente a vida em sociedade. Não responda com simples sim ou não, muito menos com ruídos como hun hun. A maneira como você responde é a maneira como acolhe quem se dirigiu a você.

Lembrar os nomes é muito bonito, sempre será. Quando apresentado a alguém a quem acabam de lhe dizer o nome, utilize o nome ao menos três vezes ou faça um processo de associação qualquer entre a pessoa e o nome que o ajude a guardar.

Quem chega é quem cumprimenta primeiro, mas com superiores aguarda-se que este estenda a mão. A iniciativa de cumprimentar primeiro entre iguais cabe a quem chega e àquele que avistou primeiro. Em se tratando de eclesiásticos, superiores ou idosos é a estes que cabe a iniciativa.

Quando somos cumprimentados é uma grande descortesia permanecer mudo, ignorar o cumprimento, negar o aperto de mão, desdenhar com caretas um sorriso, debochar, desfazer de alguém preferindo ficar de mal humor. E é cansativo receber em retorno a um cumprimento queixas e críticas.

Integre sempre todas as pessoas nas conversas seja pelo olhar, seja chamando-as, ou envolvendo-as pelo assunto que se conversa. E quando isto acontecer com você, de ser envolvido numa conversa para ser acolhido, reconheça que o estão fazendo e corresponda com simpatia.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "