05 setembro 2014

As Boas Maneiras são a Primeira Expressão da Caridade

Ser cortês é a primeira manifestação da caridade, forma maior do amor e por isso devemos facilitar a vida do próximo, consolar os aflitos, não criar problemas de convivência, prestar pequenos serviços quando se ofereçam sem exigir retorno ou aplauso.

A caridade também nos leva a sorrir e a cultivar o bom humor transmitindo aos que convivem conosco serenidade e alegria. E isto se pode fazer por pequenos gestos de boas maneiras e de cortesia que são sinais de acolhimento e aceitação. 

Devemos tratar todos bem: o chefe, o subordinado mais humilde e nossos pares. Quem conhece suas limitações e qualidades está certo do seu valor sem sentir-se inferiorizado ao lado de quem lhe é superior, e sabe que não tem motivos para sentir-se superior a quem quer que seja pelo motivo que seja. 

Nosso trabalho cotidiano é um bem que prestamos aos demais. E para que ele seja bem feito não basta cumprir normas técnicas, deve vir repleto da caridade. Colocar amor no que se faz é em grande medida realizar o trabalho cotidiano com boas maneiras, com virtude para tê-lo realizado a tempo e bem feito e com formação cristã para não deixar de fazê-lo ou para não ceder à corrupção e outros erros. 

Temos que fazer sempre o bem. E muito bem feito. Pontualidade, capricho e honestidade na qualidade e na informação prestada nos nossos trabalhos cotidianos são fatores importantes no serviço aos demais e expressão concreta, na vida diária, da excelência de quem se pauta pelo valor da caridade. As boas maneiras são parte dessa excelência que se pode colocar em tudo o que se faz.  A altivez é  grosseria. A simplicidade é sempre cortesia.

No convívio familiar também devemos cultivar as boas maneiras como forma de caridade e respeito aos demais. Por exemplo, antes de mudarmos um canal de rádio ou televisão devemos consultar os demais presentes se podemos mudar. E assim em tantas outras ocasiões podemos nos esforçar para ver o "lado" do outro. É desta maneira que a caridade "instrui" as nossas boas maneiras a nãos serem mera formalidade pernóstica, mas expressão da caridade divina.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "