30 agosto 2014

Receber com Maneiras de um Diplomata

Educação e Boas Maneiras para Receber bem 

O grau de amizade e parentesco vão determinar o tipo de acolhimento e a atenção com a qual você deve acolher as pessoas: situações mais formais e profissionais menos intimidade e mais cuidado com o protocolo. Situações mais informais menos protocolo mas mais atenção e cuidado. Cuidado para que o comodismo e a "praticidade" não legitimem desculpas para acolher de forma fria, indiferente, oportunista as pessoas dos seus relacionamentos.


Mais do que acolher no sentido de receber bem alguém que chega, é preciso acolher a vida, as pessoas, a realidade de um modo mais pró-ativo. Isso de apenas funcionar conforme interesses de momento ou humores eventuais é muita falta de educação.

Acolher bem e menos superficialmente é uma forma gentil de alimentar a amizade. Por exemplo: quando se volta de férias, um parente pode reunir a família para que todos possam ver as fotos, saber as notícias, etc. Se está acolhendo não só as pessoas que "chegam em casa", mas o que as alegra, toda a sua vida. Isto é muito elegante. Frequentemente vemos famílias fazerem festinhas para objetivos dos filhos como festa da boneca, corrida de carte, o sarau do jovem pianista, etc. e só então experimentamos como o ser em cada um está sendo bem acolhido.

Quando os jovens são assim recepcionados, por exemplo, de sua viagem à Disney, por toda a família que se reuniu para ouvir como lhes foi a viagem se sentem muito prestigiados e isso consolida caráter deles, os torna menos vulneráveis às agressões à sua auto-estima.

Para bem Acolher é Preciso Ter Bem Claro o que é Meio e o que é Fim 


Quando recebermos alguém para mostrar as fotos de viagem, o objetivo não é ver todas as fotos, nem saber em detalhes tudo que lhe passou. O objetivo ali é lhe acolher como pessoa integral, com suas alegrias, e gostos. O objetivo é portanto se reunir, congregar, acolher e se divertir, mais pelo amor compartilhado do que pelo sensacionalismo das notícias. Por isso anfitrião e viajante devem colaborar para que a acolhida seja agradável para todos.

Acolhimento: Anfitrião x Convidado


O anfitrião terá um lanche. O acolhido não deve abusar da boa vontade do acolhimento nunca:  conte, no máximo, três histórias da viagem. Se puder, distribua as lembrancinhas de viagem. A recepção de boas vindas pode durar mais tempo, mas não exija a atenção para o seu assunto da sua viagem por mais de trinta, quarenta minutos no máximo. Minutos esses gastos em  contar peripécias, ver filmes e fotos.

Enquanto o viajante estiver falando, todos devem dar atenção à ele. Jamais o interrompa contando sobre SUAS PRÓPRIAS viagens. Se você já foi muito à Roma, por exemplo, e o viajante está encantado contando de sua primeira estada na cidade eterna, não corte o barato dele mostrando quão entendido você é de Roma.

A esta suprema grosseria só podemos incluir os despeitados de plantão que não podem ouvir nada que logo se dispões a competições e invejas vindo a debochar do encantamento, da história contada pelo viajante. Acolher com educação é saber respeitar ritmos, interesses, esperar a vez de falar. É a empatia de encantar-se, interessar-se pelo que o outro está falando. E sinceramente e não como quem quer ser "aprovado" como educado.

É maravilhoso aprender com os as experiências, esperanças e verdade dos outros. Pelos olhos dos outros podemos enriquecer nossa visão de mundo. Mas para isso é preciso ter olhos de amor, é preciso acolher a pessoa como um todo.


"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "