10 agosto 2014

Educação Católica: Básico para Ensinar aos Filhos

Como Devemos Orar

Dissemos que orar é falar, conversar com Deus, com Jesus, com a Virgem. Jesus ensinou a seus discípulos a orar com fé viva e coração puro, com humildade e constância, pedindo em seu nome.

Na oração devemos pedir a glória de Deus, o perdão de nossos pecados, a salvação eterna, pelas intenções do Santo Padre o Papa, por nossos amigos e familiares, pelas pessoas que tem o dever de dirigir a nação, pelos enfermos, para crescer em virtudes e por qualquer outra necessidade.

Jesus nos diz: "Peçam e vos será dado; buscai e achareis, batei vos será aberto" (Mt 7, 7-9). Isto quer dizer que o fruto da oração é seguro, porque tem a promessa do Senhor e nunca é inútil, se pedimos como devemos pedir.

A oração litúrgica tem especial eficácia perante Deus, porque é a oração pública e oficial da Igreja. 

O Pai Nosso

A oração mais excelente é o Pai nosso porque nos foi ensinada pelo próprio Jesus Cristo. No Pai Nosso há sete petições e é a oração cristã fundamental e mais perfeita. Quando for rezar o Pai Nosso, esteja atento ao que diz e ao que pede, para que sua oração seja mais autêntica. As três primeiras petições do Pai Nosso têm por objeto a Glória do Pai,  a santificação de seu Nome, a vinda de seu Reino e o cumprimento de sua vontade.

As outras quatro petições têm por objeto nossa vida: para alimentá-la e para curá-la do pecado; e pedimos também ajuda em nosso combate pela vitória do Bem sobre o Mal.

Ao final dizemos "Amém", expressando nosso desejo de que se cumpra o que pedimos nas sete petições. 

Básico do Catecismo 

Quem é Deus? 


Há um só Deus em três pessoas é que é Pai, Filho e Espírito Santo: Três Pessoas distintas e um só Deus verdadeiro. Deus é Criador e Senhor de todas as coisas, é nosso Pai e premia os bons e castiga os maus. Só Deus é criador e cuida de suas criaturas e as conserva e dirige com sabedoria, bondade e justiça ao seu fim último, por isso cremos na providência Divina. 

Os Anjos

Os anjos são espíritos puros, isto é, sem corpo, que tem entendimento e vontade e Deus os criou para que O louvem e para que sejam mensageiros entre Deus e os homens e para que cuidem dos homens através principalmente do Anjo da Guarda. 

Demônios

Os demônios são espíritos maus, anjos que se revoltaram contra Deus e por isso foram precipitados no inferno. 

 Homem

O homem é um ser racional e livre composto de uma alma num corpo criado por Deus à sua imagem e semelhança. A alma é a parte espiritual do homem pela qual ele vive, entende e é livre. A alma do homem não morre com o corpo mas vive eternamente porque é espiritual. Deus criou o homem para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo e assim merecer a vida com o próprio Deus para sempre no céu. Este fim não se realiza quando deixamos de cumprir a Vontade de Deus.

O Pecado Original

A única causa de mal no mundo é o pecado. O pecado original foi a desobediência cometida por Adão e a Eva feita por sugestão do demônio: dizendo-lhes que se desobedecessem a Deus e comecem do fruto da árvore do bem e do mal, eles seriam como deuses e conheceriam o bem e o mal. Essa vontade de desobecer a Deus e querer ser como deuses pernanece no homem até hoje e por isso o homem precisou e precisa sempre da intercessão de Jesus Cristo, da Santa Igreja, de recorrer aos sacramentos e da oração.

Nosso coração tem uma facilidade, uma tendência ao “amor desordenado”: ao invés de amar o que é reto ou bom, atem-se não raras vezes ao que é apenas prazeroso, cômodo e mau. O pecado introduz no mundo uma quádrupla ruptura: a ruptura do homem com Deus, consigo mesmo, com os demais seres humanos e com toda a criação.

O plano de reconciliação: O Senhor Jesus e a Vinda do Espírito Santo

Deus teve compaixão dos homens e prometeu um Redentor. Para nos salvar Jesus Cristo satisfez pelos nossos pecados, sofrendo e sacrificando-se na Cruz e ensinou-nos a viver segundo a vontade de Deus. 

Jesus enviou o Espírito Santo a sua Igreja no dia de Pentecostes. O Espírito Santo nos santifica por meio da graça, das virtudes e de seus dons. Os dons do Espírito Santo são disposições permanentes, infundidas por Deus, que fazem o homem dócil, para seguir os impulsos do Espírito Santo. Os dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. 

A Igreja Católica


A Igreja é o Corpo de Cristo formado pelos batizados que professam a mesma fé em Jesus Cristo, participam dos mesmos Sacramentos e obedecem ao Papa e aos Bispos em comunhão com o Papa. Os pastores visíveis da Igreja são o Papa, sucessor de São Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos. O Papa ou Romano Pontífice, é o Vigário de Cristo na terra, sucessor de São Pedro, que faz as vezes de Cristo no governo de toda a Igreja. Os bispos, sucessores dos apóstolos são aqueles que juntamente com oso Papa e sob sua autoridade, continuam a missão de Cristo em toda a Igreja, especialmente cada um na sua própria diocese.

O Senhor Jesus instituiu sua única Igreja Católica para continuar a redenção e reconciliação dos homens até o fim do mundo. Deu a seus Apóstolos seus poderes divinos para pregar o Evangelho, santificar aos homens e governá-los em ordem à salvação eterna.

Por isso a Igreja Católica é a única verdadeira fundada por Jesus Cristo sobre São Pedro e os Apóstolos; e todos os homens estamos chamados a ser Povo de Deus guiado pelo Papa, que é o sucessor de São Pedro e Vigário e Cristo na terra.

A Igreja Católica é também o Corpo Místico de Cristo, porque, como em um corpo humano, Cristo é a Cabeça, os batizados somos os membros deste corpo e o Espírito Santo é a alma que nos une com sua graça e nos santifica. Por isto a Igreja é também Templo do Espírito Santo.

Em seu aspecto visível a Igreja está formada pelos batizados que professam a mesma fé em Jesus Cristo, têm os mesmos sacramentos e mandamentos, e aceitam a autoridade estabelecida pelo Senhor, que é o Papa.

Estes fiéis, pelo Batismo, se tornam partícipes da função sacerdotal, profética e real de Cristo. 

A Igreja foi fundada por nosso Senhor Jesus Cristo.Jesus começou a fundação da Igreja com a pregação do Reino de Deus, chamando dentre os discípulos que o seguiam aos doze Apóstolos, e nomeando a Pedro Chefe de todos eles. A missão da Igreja é a mesma de nosso Senhor Jesus Cristo: levar a cabo o plano de salvação de Deus sobre os homens.Para cumprir esta missão, Jesus deu à Igreja os poderes de ensinar sua doutrina a todas as pessoas, santificá-las com sua graça e guia-las com autoridade.

Cristãos

Os cristãos devem imitar o modelo de Cristo e viver segundo a vontade de Deus que significa que devemos acreditar nas verdades reveladas por Ele e observar os seus Mandamentos como o auxílio da sua graça, que se obtém por meio dos Sacramentos, da oração e de uma vida vivida com fé e virtudes cristãs no meio do mundo. 

A Comunhão dos santos

A comunhão dos santos é a união comum que há entre Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, e seus membros, e destes entre si. Comunhão quer dizer "comum união" , e Comunhão dos Santos quer dizer união comum com Jesus Cristo de todos os santos do céu, das almas do purgatório e dos fiéis que ainda peregrinam na terra.

É a união de todos os santos entre si. Os do céu intercedem pelos demais; os da terra honram aos do céu e encomendam a sua intercessão, também oram e oferecem sufrágios pelos defuntos do purgatório, e estes também intercedem a nosso favor.

A vida eterna

Na hora da morte, os que estão totalmente limpos de pecado vão ao céu para sempre. Os que morrem em graça de Deus, mas com alguma mancha de pecado ou dívida pelos pecados perdoados, antes vão ao Purgatório para purificar-se totalmente.

O céu consiste e ver, amar e possuir definitivamente a Deus, gozando de seu infinito bem e, com Ele, de todos os demais bens sem mistura de mal algum.

A Igreja chama Purgatório à purificação dos que morrem em graça de Deus, sem ter satisfeito por seus pecados; com um castigo diferente ao dos condenados, se prepara para entrar no céu.

Podemos ajudar às almas do purgatório com orações, boas obras, indulgências, e especialmente com a Santa Missa.

O Inferno é a privação definitiva de Deus e a condenação pelo fogo eterno com o sofrimento de todo mal sem mistura de bem algum, porque não há amor, mas solidão eterna. Vão ao inferno os que morrem em pecado mortal, porque rejeitaram a graça de Deus.

Os Sete Sacramentos da Igreja

São sinais eficazes da graça, instituídos por Jesus Cristo e confiados à Igreja, pelos quais não é dispensada a vida divina. Os sacramentos são sete, a saber: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos enfermos, Ordem sacerdotal, e Matrimônio. 

Batismo

O batismo apaga o pecado original, nos dá a fé e a vida divina, e nos torna filhos de Deus. A Santíssima Trindade toma posse da alma e começa a nos santificar. Segundo o plano de amor do Senhor, o batismo é necessário para a salvação. É o sacramento pelo qual nascemos para a vida e nos tornamos filhos de Deus. É o primeiro dos sacramentos porque é a porta que dá acesso aos demais sacramentos, e sem ele não se pode receber nenhum outro. 

Os efeitos que o batismo produz são: perdoa o pecado original, e qualquer outro pecado, com as penas devidas por eles. Nos dá as três divinas pessoas junto com a graça santificante. Infunde a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo. Imprime na alma o caráter sacramental que nos faz cristãos para sempre e somos incorporados à Igreja. 

Segundo o plano do Senhor o batismo é necessário para a salvação, assim como a própria Igreja, à qual o batismo introduz. Ordinariamente podem batizar o bispo, o sacerdote e o Diácono, mas em caso de necessidade qualquer pessoa que tenha intenção de fazer o que a Igreja faz. O batizado se realiza derramando água sobre a cabeça e dizendo: "Eu te Batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

O catecumenato é a preparação que devem receber aqueles que serão batizados tendo alcanço o uso da razão.

A Confirmação

O sacramento da Confirmação nos dá a fortaleza de Deus para sermos firmes na fé e no amor a Deus e ao próximo.

Dá-nos também audácia para cumprir o direito e o dever, que temos pelo batismo, de ser apóstolos de Jesus, para difundir a fé e o Evangelho, pessoalmente ou associados, mediante a palavra e o bom exemplo. A confirmação deve ser recebida quando já se alcançou o uso da razão, ou antes, se há perigo de morte. A confirmação deve ser recebida em estado de graça e com a preparação conveniente. Pode confirmar o bispo e em alguns casos especiais os sacerdotes delegados pelo bispo.

A Santa Missa

Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo vivo, e o deu de comer, fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.

Assim a Santa Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus. Além de ser uma obrigação grave assistir à Santa Missa aos domingos e feriados religiosos de preceito -a menos que esteja impedido por uma causa grave-, é também um ato de amor que deve brotar naturalmente de cada cristão, como resposta agradecida frente ao imenso dom que significa que Deus se faça presente na Eucaristia.

Estão obrigados a participar da Missa aos domingos e festas de guarda todos os cristãos que cumpriram os sete anos e chegaram ao uso da razão.

A eucaristía é o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo sob as espécies de pão e vinho. Por meio da consagração, o sacerdote converte realmente no corpo e sangue de Cristo o pão e vinho oferecido no altar.

A Santa Missa é a renovação sacramental do sacrifício da cruz. Somente os sacerdotes podem celebrar a Santa Missa, pois somente eles podem atuar personificando a Cristo, cabeça da Igreja.

Os fins pelos quais se oferece a Santa Missa são quatro: adorar a Deus, agradecer por seu benefícios, pedir-lhe dons e graças, e para a satisfação por nossos pecados. 

A Eucaristia é também banquete sagrado, no qual recebemos a Jesus Cristo como alimento de nossas almas.

A Comunhão é receber a Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia; de maneira que, ao comungar, entra em nós mesmos Jesus Cristo vivo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem,com seu corpo, sangue, alma e divindade.

A Eucaristia é a fonte e cume da vida a Igreja, e também de nossa vida em Deus. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça; recomenda vivamente a comunhão freqüente e, se possível, sempre que se assista a Santa Missa, para que a participação do sacrifício de Jesus seja completa.

É muito importante receber a Primeira Comunhão quando se chega ao uso da razão, com a devida preparação. A Sagrada Comunhão é receber Jesus Cristo presente na Eucaristia.

Quem comunga em pecado mortal comete um grave pecado chamado sacrilégio. 

Quem deseja comungar e encontra-se em pecado mortal não pode receber a Comunhão sem recorrer antes ao sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição. 

 Os dias obrigatórios de participar da Missa

1) Todos os domingos do ano.

2) Dia Primeiro de Janeiro, festividade de Santa Mãe Maria, Mãe de Deus.

3) Festividade do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), celebrada na quinta-feira depois do Domingo da Santíssima Trindade.

4) 8 de dezembro, festividade da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

5) 25 de dezembro, Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Reconciliação, Confissão

É o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo. O Senhor Jesus instituiu o sacramento da penitência, que também se chama muito adequadamente "Sacramento da Reconciliação" ou Confissão, para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo e abrir-nos assim a porta à reconciliação com Deus.

A Ordem Sacerdotal

A Ordem Sacerdotal é o sacramento que alguns fiéis são constituídos ministros sagrados, sendo cooperadores do Bispo com quem formam um presbitério. 

As funções principais dos sacerdotes são: Celebrar o Santo Sacrifício da Missa, perdoar os pecados na Confissão, administrar os demais sacramentos, pregar a Palavra de Deus e dirigir os fiéis nas coisas que se referem a Deus. 

O Matrimônio

O Matrimônio por sua natureza está ordenado à geração e à educação dos filhos, ao amor e ajuda entre os esposos e a sua santificação pessoal. 

O Matrimônio é o sacramento que santifica a união indissolúvel entre um homem e uma mulher cristão, e concede-lhe a graça para cumprir fielmente seus deveres de esposos de pais. 

Unção dos Enfermos

O Sacramento da Unção dos Enfermos confere ao cristão uma graça especial para enfrentar as dificuldades próprias de uma doença grave ou velhice. 

Os Dez Mandamentos

O cristão deve cumprir os Mandamentos da Lei da Deus e os da Santa Igreja. Os 10 mandamentos resumem-se em dois: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Os mandamentos da Igreja são os preceitos que a Igreja nos dá em virtude do poder recebido de Jesus, para ajudar-nos a cumprir a Lei de Deus e assim conseguirmos a nossa salvação eterna. 

1 - Amar a Deus sobre todas as coisas 

2 - Não tomar seu santo nome em vão

3 - Guardar domingos e festas

4 - Honrar pai e mãe

5 - Não matar.

6 - Não pecar contra a castidade

7 - Não furtar

8 - Não levantar falso testemunho

9 - Não desejar a mulher do próximo

10 - Não cobiçar as coisas alheias

 Mandamentos da Igreja


1 - Ouvir a missa inteira aos domingos e festas de guarda 

2 - Confessar ao menos uma vez por ano os pecados mortais. 

3 - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição 

4 - Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Igreja. 

5 - Pagar dízimos conforme o costume.

1.42 As obras de misericórdia são catorze: 

As 7 Espirituais são:

  1. Dar bom conselho.
  2.  Ensinar os ignorantes.
  3. Corrigir os que erram.
  4. Consolar os aflitos.
  5. Perdoar as injúrias.
  6. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo.
  7. Rogar a Deus pelos vivos e defuntos. 
As 7 Corporais são:

  1. Dar de comer a quem tem fome; 
  2. Dar de beber a quem tem sede; 
  3. Vestir os nus; 
  4. Dar pousada aos peregrinos; 
  5. Visitar os enfermos e encarcerados. 
  6. Remir os cativos.
  7. Enterrar os mortos. 

As Bem-Aventuranças


As Bem-aventuranças ou beatitudes, expressam onde está sua verdadeira realização.

- Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
- Bem os mansos porque herdarão a terra.
- Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
- Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
- Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
- Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
- Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
- Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos porque será grande a vossa recompensa nos céus. 

(Mt 5,3-12)


A Dignidade da Pessoa


A dignidade do homem nasce de ser criado por Deus a sua imagem e semelhança, de ter sido reconciliado por Cristo e de estar chamado, mediante a graça, a alcançara sua plenitude na bem-aventurança do céu.

O homem atinge a realização de sua natureza e experimenta já aqui a felicidade do céu mediante o exercício de sua liberdade, praticando o bem, evitando o mal e cumprindo em sua vida o amoroso plano que Deus tem para ele com amor e correspondência às graças e inspirações que a Divina Providência vai colocando cada dia em seu caminho.

A liberdade é a capacidade que o homem de aderir ao bem evitando o mal e a dependência de consolações, sensações etc de modo que estas e não o plano de Deus o determinem. 

A liberdade humana alcança seu grau máximo quando o homem descobre o plano de amor que Deus tem para ele e o vive plenamente em sua atuação diária.

Moralidade dos atos humanos

Os atos humanos são os atos livres do homem. Os atos livres do homem podem ser atos moralmente bons ou maus, mas nunca indiferentes.

A bondade ou maldade de um ato humano depende do objeto eleito, da intenção ou fim que se busca e das circunstâncias da ação. A bondade ou maldade dos atos humanos depende de: 1º o objeto escolhido, 2º a intenção ou fim que se busca e 3º as circunstâncias da ação. 

Para que um ato seja moralmente bom requer-se por sua vez que seja bom no objeto, no fim e nas circunstâncias.

Nunca, um fim bom jamais justificaria o uso de meios maus, porque o ato seria sempre mau; por conseguinte, não está permitido fazer um mal para obter um bem.

Não só a inteligência e a vontade intervém nos atos humanos deliberados, mas também as paixões que são os impulsos da sensibilidade e há nas paixões bem ou mau moral.

A Consciência moral


A consciência moral é um juízo da razão pelo qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um ato concreto.

Cada homem leva em seu coração uma lei. Por isto, com sua inteligência e vontade pode distinguir o bem e o mal, o justo e o injusto, o permitido e o proibido. 

Para ajudar a esta luz interior da consciência, que às vezes é escurecida pelo pecado e as paixões, Deus deu os Dez Mandamentos, que servem para todos e para sempre, e são norma de felicidade e do bom andamento de cada pessoa e da sociedade. É necessário formar a consciência moral para que seja boa e segura.


O homem sabe que um ato concreto é bom ou mau mediante sua consciência moral.

A consciência pode equivocar-se se não está bem formada, porque frente a um ato concreto poderia fazer um juízo errôneo contra a razão e a lei divina.


As Virtudes


A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.

No Batismo, Deus infunde na alma, sem nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem.

As virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus; as morais têm como objeto os bons atos humanos.

As teologais são três: fé, esperança e caridade.

As morais, que chamam-se também virtudes humanas ou cardeais, são quatro: prudência, justiça, fortaleza e temperança. 

As virtudes humanas ou morais são muitas, mas podem ser agrupadas em torno a quatro principais, chamadas virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança.

A prudência é a virtude que dispõe da razão prática para discernir, em toda circunstância, nosso verdadeiro bem e escolher os meios justos para realizá-lo.

A justiça é a virtude que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.

A fortaleza é a virtude que assegura a firmeza e a constância na prática do bem, até mesmo nas dificuldades.

n A temperança é virtude que modera a atração para os prazeres sensíveis e procura a moderação no uso dos bens criados.
1.48 Pecado e Vício

O pecado é uma falta contra a razão, a verdade e a reta consciência. É uma falta ao amor verdadeiro que devemos a Deus, a nós mesmos e ao próximo, por causa de um apego perverso a certos bens que aparecem como atrativos por efeitos da tentação, mas que na verdade são daninhos para o homem. Por isso o Papa João Paulo II afirma que o pecado, sob a aparência de "bom" ou "agradável", é sempre um ato suicida.

É grande a variedade de pecados que são cometidos por egoísmo e por falta de visão sobrenatural.

Mas Deus misericordioso quer perdoar os pecados: "Acaso tenho eu prazer na morte do ímpio? - diz o Senhor Deus - Porventura não alcançará ele a vida se converter de seus maus caminhos?" (Ez 18,23). 

O Evangelho nos repete este chamado à conversão, e Jesus durante sua vida perdoou muitas vezes aos pecadores e, além disso, deu seu poder divino aos Apóstolos e a seus sucessores para perdoar os pecados.

O pecado é uma palavra, um pensamento, um ato, um desejo ou uma omissão contrários ao plano de felicidade que Deus tem para o homem.

Um pecado mortal é escolher deliberadamente, quer dizer, sabendo e querendo, uma coisa gravemente contrária à lei divina e ao fim último do homem.

O pecado mortal entranha a perda da caridade e a privação da graça santificante, quer dizer, do estado de graça. Sem o arrependimento do homem e o perdão de Deus, causa a morte eterna no inferno.

Se tivemos a desgraça de cometer um pecado mortal, devemos pedir de coração perdão a Deus e nos reconciliarmos com Ele o quanto antes, fazendo uma boa confissão.

A reiteração de pecados, inclusive daqueles que são mortais, geram os vícios, entre os quais se distinguem os pecados capitais. Pecado é toda desobediência voluntária à Lei de Deus ou da Igreja. 

O pecado original é o pecado que a humanidade cometeu em Adão, sua cabeça de desobediência e soberba e que afetou a natureza humana. O amor pode se tornar desordenado na natureza humana. O pecado original se apaga com o Batismo. 

Pecado Mortal é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria grave, feita com pleno conhecimento e consentimento deliberado.

Pecado venial é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria leve, ou em matéria grave, mas sem pleno conhecimento e perfeito consentimento. 

Os pecados contra o Espírito Santo são: Desesperação da salvação; presunção de se salvar sem merecimento; contradizer a verdade conhecida; ter inveja das mercês que Deus faz aos outros; obstinação no pecado; impenitência final. 

Os pecados que bradam aos céus são: homicídio voluntário; pecado sensual contra a natureza; opressão dos pobres; não pagar o salário a quem trabalha. 

Pecados de Cooperação e Cumplicidade com os pecados alheios: Participação neles direta ou voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; Não os revelando ou não os impedindo quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal. 

Advertência:É especialmente grave receber a Eucaristia em pecado mortal.
1.49 Vício

Vício é a inclinação para o pecado adquirida pela repetição de atos maus. Os vícios ou pecados capitais são sete: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Os pecados capitais se vencem pela prática das virtudes que lhe são opostas. 



% Amor ao próximo X Inveja

% Castidade X Luxúria 

% Diligência X Preguiça

% Generosidade X Avareza

% Humildade X Orgulho

% Mansidão X Ira 

%Temperança x Gula 
1.50 Cristão e a sociedade

O homem é um ser social por natureza. A pessoa humana necessita da vida social, porque ninguém é auto-suficiente. Por isso, temos a tendência natural que nos impulsiona a nos associar, com o fim de alcançar objetivos que excedem as capacidades individuais. A família e a cidade são sociedades que diretamente correspondem à natureza do homem, e outras ações com fins econômicos, culturais, esportivos, etc.; expressam também a necessidade do homem de viver em sociedade.

Toda sociedade deve ter sua autoridade, para que tenha unidade e para assegurar, na medida do possível, o bem comum da própria sociedade; bem que também está relacionado com o de outras sociedades e com o bem comum de toda a sociedade humana.

O fim último da sociedade é a pessoa humana, e por isto a justiça social só pode ser conseguida se tem o devido respeito à dignidade transcendente do homem, criado por Deus a sua imagem e semelhança, com uma alma racional e com um fim supremo, que é a glória do Céu.

A igualdade na dignidade e as diferenças entre os homens reclamam a fraternidade, o serviço, a solidariedade humana e a claridade sobrenatural, como expressões concretas da reconciliação trazida pelo Senhor Jesus. 

O homem é social por natureza, e não auto-suficiente. O princípio, o sujeito e o fim de todas as instituições sociais é e deve ser a pessoa humana.

Toda a comunidade humana necessita de uma autoridade para manter-se e desenvolver-se. A comunidade política e a autoridade pública se fundam na natureza humana e por isso pertence à ordem querida por Deus.

A autoridade é exercida de maneira legítima se busca o bem comum da sociedade. Para alcançá-lo deve-se empregar meios moralmente legítimos.

O bem comum é o conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um de seus membros conseguir mais plena e facilmente sua perfeição.

O bem comum comporta três elementos essenciais: o respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa, a prosperidade ou o desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade, a paz e a segurança do grupo e de seus membros.

A sociedade assegura a justiça social procurando as condições que permitam às associações e aos indivíduos obter o que lhes é devido. 

Sim, todos os homens têm a mesma dignidade, porque todos foram criados por Deus a sua imagem e semelhança; todos têm uma alma racional e imortal, foram reconciliados por Cristo e estão chamados à bem-aventurança eterna do céu.

A solidariedade é uma virtude eminentemente cristã que leva aos homens a comunicarem os bens espirituais e materiais para ajudar-se entre eles.
1.51 A Lei Moral

O Plano de Deus mostra ao homem o caminho que deve seguir para praticar o bem e alcançar seu fim último: a plena reconciliação e a salvação.

O Antigo Testamento de Deus dá a seu Povo, por meio de Moisés, os Dez Mandamentos, que são o resumo da Lei moral.

No Novo Testamento Jesus Cristo nos dá a Lei evangélica, que é a perfeição da Lei divina natural e revelada. 

A lei moral pode ser classificada em lei natural, lei moral antiga ou lei de Moisés, e lei moral nova ou lei evangélica.

A lei moral seguiu três passos: 1o foi escrita a lei natural no coração dos homens; 2o foi revelada por Deus nos Dez Mandamentos; e 3o Jesus Cristo confirmou e aperfeiçoou a lei divina e revelada por meio dos ensinamentos do Evangelho e a virtude do Espírito Santo.
1.52 Graça e Justificação

O homem, movido pela graça de Deus, que recebe o Batismo, obtém a justificação, e lhe são infundidas na alma a fé a esperança e a caridade.

A justificação é a obra mais excelente do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo e concedido pelo Espírito Santo.

A graça é uma participação da vida de Deus e nos introduz na vida trinitária. Ao nos tornarmos "filhos adotivos" podemos chamar a Deus verdadeiramente de "Pai" e estamos chamados a ser perfeitos com o é o Pai Celestial, ou seja, estamos chamados à santidade pessoal, seja qual for o estado ou regime de vida.

A graça é participação na vida de Deus; nos introduz na intimidade da vida trinitária.

A iniciativa divina na obra da graça previne, prepara e suscita a resposta livre do homem.

A graça santificante é o Dom gratuito de Deus nos faz de sua vida, infundida pelo Espírito Santo em nossa alma para curá-la do pecado e santificá-la, tornando-nos filhos de Deus.

A graça atual é um Dom transitório que Deus nos dá para nossa conversão ou para nossa santificação.

Os carismas são graças especiais do Espírito Santo, que estão ordenados à graça santificante e têm por finalidade o bem comum da Igreja.

Sim, todos os homens estão chamados à santidade, seja qual for o seu estado e regime de vida, porque todos estão chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.

Bibliografia 

Orações do Cristão - Quadrante




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"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "