29 agosto 2014

Boas Maneiras e o Aperto de Mão

O aperto de mão funciona como uma demonstração de estima e confiança, por isso parte da pessoa mais idosa ou de maior cerimônia

Desde a antiguidade o aperto de mão é símbolo de um pacto de paz e amizade. Nos casamentos na Índia significa o aperto de mão significa o enlace dos corações. Entre os gregos era símbolo máximo de amizade. Hoje é mais sinal de delicadeza e respeito, por isso recusá-lo é uma grosseria.

Franqueza, simpatia e lealdade devem adornar este gesto. A moleza no aperto de mão dá essa sensação de desatenção e descortesia. 

O temperamento pode fazer variar a freqüência com que se dá a mão em cumprimento: a pessoa expansiva vai dar a mão mais freqüentemente que uma pessoa mais austera. 

Mas vale confirmar que é muito rude negar uma mão estendida, mas não o é não estender a sua se isso não significar deixar de cumprimentar, mas apenas de que a aproximação é ainda mais reservada.


Apertam-se as mãos bem entrelaçadas, preferencialmente com um sorriso e uma abertura real para o outro. Diz-se “ – Como vai, senhor Antônio?”, de preferência significando isso. 

A pessoa comprimenta de volta: pode ser o mesmo “ – Como vai?”, ou começa entabulando uma conversa de forma amigável como “ – Eu já tinha lido os seus livros.” Não se diz “ encantado” ou “ muito prazer em conhecê-lo”, nem repete-se o nome que se acabou de ouvir como se estivesse querendo decorá-lo. A elegância passa pela verdade e estas frases caíram em descrédito por já não significarem isso.

Pontos Práticos sobre as Boas Maneiras e o Aperto de Mão

Para a maior parte dos cumprimentos sociais e profissionais o aperto de mão é suficiente. Observe os seguintes detalhes.

  1. O aperto de mão deve durar alguns segundos, dever ser breve. 
  2. O aperto de mão é pegar a palma da mão, (nunca só os dedos) e sacudir a mão umas três vezes. 
  3. Acompanhe o aperto de mão com um sorriso e um contato de olhar. 
  4. Se não conhece a pessoa não faça outros toques como tapinhas nas costas, cumprimentar com as duas mãos, etc. 
  5. Não exagere em simpatia do aperto de mão. Não tente tornar um desconhecido um íntimo parente logo no primeiro aperto de mãos. As relações sociais tem graduação entre o recém-apresentado e o amigo íntimo, entre as relações profissionais e as de camaradagem, entre os sexos e entre as idades. Saber reconhecer as situações sociais e agir como é mais apropriado é prova de educação. Um noivo não faz piadinhas nem gracinhas com a futura sogra no primeiro aperto de mãos. 
  6. Do mesmo modo o cumprimento a uma criança ou de uma criança para uma pessoa de idade tem a sua formalidade própria. É importante saber distinguir as diversas situações sociais para não nos excedermos em intimidades ou formalidades indiferentes e pedantes. 
  7. Em alguns países a cultura não é a favor de muitos toques e demonstrações de apresso e camaradagem excessiva e busca de intimidade de um modo geral. É preciso entender que as pessoas educadas efetivamente "escolhem" seus amigos. E que isto é um processo relativamente longo e portanto pode-se perfeitamente nunca acontecer de ser amigos daquelas pessoas. 
  8. Mas sempre seremos cordiais com todos. O excessivo gosto do brasileiro por informalidade às vezes o pode colocar como inconveniente nem tanto porque ele seja invasivo, mas porque outras culturas não são afeitas a toques, a certos assuntos deixados para pessoas mais próximas, a comportamentos efusivos.
  9. Para algumas culturas simpatia exagerada soa a subserviência e adulação. E isto vale para a comunicação por correspondência também. Em resumo, não seja íntimo, engraçadinho, o divertido do grupo. Vá devagar e conheça melhor as pessoas. Por mais que isto soe duro aos alegres ouvidos brasileiros pode haver sim certa superficialidade de caráter pela incapacidade de observar o mundo à volta e egoísmo de pessoa mal educada esse querer "aparecer" dos que cumprimentam de forma muito efusiva, mas sem razão de ser. 
  10. Ou então, cumprimentos efusivos seguidos de conversas sobre assuntos picantes e íntimos e promessas de visitas e relacionamentos que não se pensam realmente em cumprir, e são só conversa fiada. Como esses beijos de queridinhas amigas que se distribuem sem ser ver a quem nem se lembrar em quem. Isso é superficialidade.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "