30 agosto 2014

Boas Maneiras ao Conversar: O que Você Constrói ao Conversar?

As pessoas educadas e de boas maneiras sempre promovem suas conversas de modo amoroso e respeitoso. E para isto é preciso respeitar o seu interlocutor que é em grande medida levar em consideração os limites da intimidade, o tempo das pessoas, o interesse e a capacidade de cada um.

Não se conversa com um idoso debilitado do mesmo modo que com um adolescente cheio de energia.

Ter esse cuidado de sair do próprio comodismo e levar em conta a necessidade dos outros nos faz crescer me virtude e torna nossa conversa uma primeira expressão de caridade cotidiana.


A conversa das pessoas de boa formação cristã deve ser amorosa por: 

Cristo tinha diálogos muito profundos. Palavras muito vivas.

  1. Para imitar a Cristo nossa conversa deve ter conteúdo, valor humano. Deve levar fé, esperança, alegria, ampliar horizontes, estar cheia de caridade, de generosidade. 
  2. Portanto, não devemos promover apenas conversas amenas ou cheias de superficialidades ou sobre temas inócuos. 
  3. E muito menos sobre temas próximos  que nos bestializa como o gosto por consumo de bebidas, ou por procura de prazeres, ou essa promoção quase histérica por risos, por tragédias, por aparecer, etc. contribuirá para esvaziar o ser das pessoas. 
  4. Só o diálogo amoroso desperta as pessoas para os verdadeiros relacionamentos, promove encontros, resgata esperanças perdidas, tiraremos as pessoas do isolamento, etc.

O grande inimigo do diálogo amoroso é o orgulho ferido.

Nossas conversas não são suficientemente amorosas. Estão marcados pelo orgulho ferido. Onde não há um diálogo amoroso coloquemos um diálogo amoroso e colheremos amor. Com um diálogo de amor nos tornamos sal da terra.

O Que Conversamos Está Presente na Construção do que Somos

As diferenças não podem trazer as indiferenças. Aquele ignorar entre casais, o isolamento quanto não foi promovido por nós mesmos e nossos diálogos que sempre desrespeitaram os demais? Os diálogos estão presentes na construção do que somos: nosso diálogo com Deus, nosso diálogo com os demais são parte do que vamos construindo, sobre nós mesmos e sobre a nossa família. Irmãos que estão sempre se mútuo "avacalhando" não serão amigos. Mesmo que algumas pessoas tentem naturalizar demais a competição entre as pessoas, é preciso ultrapassar o instinto e construir relacionamentos melhores. 

Quanto Dicas para o Diálogo Humano e Cristão

  1. Clareza: Devemos ser claros. Será que somos claros? Nos expressamos de forma inteligível? Ser capaz de expressar o que se está sentindo realmente é tomar posse de si mesmo. Explicamos bem? É reta a intenção que nos move? Falar para levar a ideia, para parecer mais importante do que se é, etc. tudo isso rouba clareza ao próprio mentiroso porque o tira do real, que é onde Deus está. É sempre um problema de orgulho o não ser claro, não ser simples.
  2. Mansidão: O diálogo não pode ser ofensivo. A autoridade da verdade não vem do grito, da grosseria, da imposição, não da força dos modos, não das chantagens ou mesmo do cargo. Querer servir, e querer servir à verdade em nossos diálogos nos tornará especialmente atentos para ouvir.
  3. Confiança: O católico precisa confiar na disposição das pessoas com quem dialogam. É preciso conhecer a sensibilidade do outro e se adaptar as alterações ocorridas ao longo da vida.
O diálogo da pessoa educada e de boa formação cristã deve ser prudente, mas ao mesmo tempo confiante, cheio de respeito e animado pelo amor de Cristo que vive em seu coração reto. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "