29 agosto 2014

A Educação e as Boas Maneiras Constroem Boas Relações Humanas: Como São as Suas?

As pessoas sem educação e boas maneiras, com mais facilidade, destroem as sua relações sociais magoando ou ignorando os sentimentos alheios.

Suas grosserias e maus modos destroem os casamentos, as carreiras, a família, o pleno desenvolvimento da personalidade dos filhos e tudo o que ela mesma poderia ser.

A noção mais básica de qualquer pessoa é a de que devemos amar os outros como Cristo nos amou. E portanto fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.

Amar os nossos semelhantes como a nós mesmos e a base da boa educação. Também está implícito no mandamento do amor que devemos fazer o bem e evitar o mal. E isto devemos repetir continuamente para os nossos filhos como parte da educação que lhes damos.

Agir com educação e boa maneiras é portanto, nossa primeira expressão de caridade. Antes mesmo de um mendigo receber nossa esmola, ou um cliente receber o nosso serviço irá receber nosso sorriso, nosso cumprimento, nossa boa vontade, nosso interesse, tudo parte da nossa educação. E como fazemos isto cotidianamente as boas maneiras se tornam fonte de melhora pessoal e de melhora social.

E, se demonstrar boas maneiras na vida cotidiana pode parecer pouco naquele instante,  ao longo de uma vida, como são muitos esses momentos nos santificaremos. As boas maneiras se tornam também prova de união cotidiana com Deus. Porque é preciso a força de Deus para viver a vida corrente com educação e outras virtudes.

Movidos pela Lei do Amor

Também, saber que temos responsabilidades morais uns para com os outros, pode nos mover a importantes realizações, a empreender sacrifícios pessoais, a ver novos horizontes para além da mera comodidade material.

Movidos pela lei do amor podemos empreender o esforço necessário para empreender grandes realizações indo além do mero esforço necessário para "pagar as contas", ou de realizar um trabalho, um atendimento ao cliente limitado ao interesse meramente comercial.

Liberalismo Exagerado? 

A falta de boas maneiras, de sentido de respeito aos demais não pode ser naturalizada em nome do voluntarismo egoísta, do consumismo desenfreado, das opções por superficialidades ou os prazeres momentâneos da gula, preguiça ou luxúria em nome da liberdade. Isto seria um engano. Formalismos podem cair em desuso, mas a consideração aos demais, a lei do amor não pode entrar em desuso porque isso seria a volta à barbárie e não libertação. 


O mal existe assim como o bem. Não podemos a pretexto de comodidades e liberalismos consumistas negar a realidade. Somos seres humanos e não plantas e, portanto, temos muito em comum apesar das diferenças culturais, logo é possível indicar um caminho como o mais adequado a um filho sem que isso signifique repressão de suas emoções.

Uma criança não pode maltratar outra na escola. E isto deve ser assumido por todos: os pais, os professores, os diretores, os terapeutas. Do mesmo modo é preciso indicar aos adultos boas maneiras, virtudes humanas e o que está certo ou errado sem que isto seja repressão. Muitas senhoras de meia idade estão se prostituindo depois de separadas porque simplesmente não podem ouvir uma advertência moral porque os "tempos são outros." Mas nós os homens ainda somos homens e precisamos viver pelo amor.

Com uma atuação santa, desde o mais simples sorriso cotidiano podemos tecer uma vida muito bonita e feliz. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "