23 julho 2014

Boas Maneiras nos Espaços Públicos


Nossa educação e boas maneiras também se revelam no modo como tratamos os objetos, os móveis e como lidamos com as instalações dos espaços públicos 

  1. Comemos no restaurante, na sala de jantar, na copa, no bar, na lanchonete. Portanto não comemos no quarto, no escritório no carro (exceção em caso de viagem longa, se necessário), e na rua. A rua não é lugar de comer. 
  2. Estamos numa sociedade de consumo que promove a procura de prazeres ao extremo para promover o lucro. E, se desde criança, incentivamos o consumo desenfreado como forma de lazer e expressão de carinho podemos estar educando mal nossos filhos e em nós mesmos desenvolvendo maus hábitos.  Assim que não há realmente obrigatoriedade em somarem-se as distrações: não é obrigatório comer no cinema, no estádio, etc. É possível apenas assistir ao filme deixando a refeição para outra hora. É preciso educar aos filhos na moderação e não na compulsão. Associar diversão e carinho com guloseimas pode colaborar para desenvolver uma tendência compulsiva de consumo, dependências afetivas, excessiva preocupação consigo mesmo, etc.,  que colaboram para tornar as pessoas alienadas de si mesmo, superficiais e vazias. 
  3. Não suje a rua jogando papéis, restos de comidas, etc. no chão. 
  4. Não destrua a sinalização, os avisos, as muretas e as plantas. 
  5. Não piche. 
  6. Não urine nem escarre na rua. 
  7. Trate todos os objetos que manusear com cuidado, disponha dos móveis, por exemplo, para os fins a que se destinam. Por exemplo: a cadeira é o local de se sentar, portanto não ponha os pés nela. Do mesmo modo a mesa não é lugar para sentar-se e a parede não é lugar para colocar os pés. 
  8. Mesmo que o local em que você está tem serviço de limpeza, isso não significa que você não precisa recolher o papel que deixou cair fora do cesto de papéis. 
  9. Nos parques e locais públicos em geral, ceda o lugar nos bancos para os idosos, a vez na fila para uma família cheia de crianças, etc. Mesmo que aquela fosse a sua vez não tenha problema em ceder sua vez por cortesia. 
  10. Não destrua a grama, os jardins ou os bens do parque. Colabore com as regras e solicitações da administração do parque como a de não dar comida aos animais, ou obedecer horários de funcionamento e lados de acesso a entradas e estacionamentos. Pague sempre a taxa solicitada sem pular cercas, apresentar carteirinhas fajutas e outras "espertezas". Isto também fala de quem você realmente é. 
  11. Não é porque você está brincando ou ouvindo música (se distraindo) que está autorizado a incomodar os outros. Lembre-se sempre de não incomodar os outros.
  12. Também não ignore totalmente um estranho se ele estiver precisando de ajuda como passar com
    um carrinho de criança, ou carregando algum embrulho, ajude sempre que puder. Saber receber cortesia também é de muito bom tom. Agradeça sempre o auxílio recebido. Não o tome por obrigação dos outros ignorando-a por não agradecer.  Hoje em dia a desconfiança por medida de segurança é compreensível, mas ver a necessidade dos outros e ignorá-la é falta de caráter. 
  13. Ao ver alguém conhecido cumprimente: não finja que não viu, nem abaixe os olhos para fingir que não viu. Pode ser que em alguma circunstância seja prudente a sua discrição mas não confunda isso com esse ignorar as pessoas por uma conveniência egoísta. Ignorar os outros é a suprema descortesia. 
  14. Em todas as passagens estreitas ou compartilhadas com pessoas que vem na direção oposta como escadas, escadas rolantes dos shoppings, etc., sempre siga pelo seu lado direito. Tanto para subir como para descer, isto manterá o trânsito de pessoas fluindo bem.
  15. Cooperar para o bom andamento das coisas é prova de educação e boas maneiras. Por isso, mesmo quando está saindo de férias, lembre-se que o saguão do avião ainda não é o resort das suas férias e será preciso agir com eficiência e não de forma já relaxada como quando estiver nas suas férias. Por isso seja cooperativo: mantenha os documentos na mão, espera na fila sem reclamar, seja objetivo para sair do avião sem demoras que atrasem o fluxo de saída da aeronave, etc. Do mesmo modo devemos ser cooperativos e eficientes em tudo o que é simples e repetitivo em nossas vidas: fazer compras, pagar contas, prestar os serviços que nos cabem, etc. Agir pendente de humores de momento ou só agindo conforme o patrão esteja vendo ou conforme a gorjeta que vou ganhar é falta de boa educação e caráter.  
  16. Ceda o corrimão aos idosos, deficientes e mesmo às crianças que devem ser incentivadas, por seus responsáveis a utilizar sempre o corrimão. 
  17. No elevador sempre se espera que todas as pessoas saiam para depois começar a entrar. Em qualquer acesso sempre se deixa primeiro sair para depois entrarmos: no ônibus quando for o caso, ou à entrada de uma loja ou banco. O ideal é que o último que sai segure a porta para quem entra. Aí há sempre um agradecimento. Ceda a vez se for oportuno: quando se tratar de uma pessoa idosa, um sacerdote ou de uma mulher, ceda a vez para que ela passe primeiro. Se você for o mais perto da porta do elevador não é preciso ceder a vez para não atrapalhar o fluxo de saída natural do elevador. Em resumo, antes de entrar deixe sair. 
  18. Em filas ajude: não empurre, não fure e não reclame. Um sorriso nestas horas sempre desagradáveis pode melhorar a vida de alguém num modo que você jamais imaginaria. Esperar iniciar uma conversa com os circunstantes a partir do vômito de reclamações em uma situação já cansativa é o supra-sumo da falta de espelho. Reclamar de mau serviço sim, mas propriamente, a quem de direito, o que geralmente esses queixosos jamais fazem, esquecem tudo logo após serem atendidos porque não vêem senão a si mesmos. 
  19. Para passar peça licença. 
  20. Se for o caso não seja o primeiro a entrar, deixe as pessoas mais velhas passarem à sua frente. Ao entrar em casa seja amável e tenha sempre um sorriso, não entre com a mão nos bolsos ou com cara de má vontade. 
  21. Sempre que puder ajude uma pessoa que tropeça, escorrega ou deixa cair alguma coisa. 
  22. Para pedir uma informação diga "- Desculpe, por favor, pode me informar..." 
  23. Não se assobia em lugares fechados, nem se canta na fila. Colabore para a tranqüilidade de todos. Repare se a conversa que você vai iniciar para passar o tempo na fila está ou não sendo bem recebida. Se não estiver, respeite e não insista. 
  24. Não devemos pentear os cabelos, lixar as unhas em público, muito menos na Missa, na Igreja, no velório. Nem no ônibus, nem no restaurante. O cuidado pessoal dever ser feito em local e condições apropriadas para a higiene pessoal. Se feitos em casa não o faça na presença de outros indiscriminadamente ou na sala onde outros estejam fazendo seus trabalhos. Prefira o banheiro ou vá ao salão de beleza. 
  25. Nas calçadas e acessos aos lugares, devemos dar sempre a preferência para passar às mulheres, aos idosos, às mães com bebes.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "