20 abril 2014

Boas Maneiras da Dona de Casa e Esposa

  1. Apesar da etiqueta ter mudado ao longo dos séculos em seus formalismos e regras, a consideração e a qualidade humana que buscavam expressar não mudaram. Por isso considere os pontos abaixo: 
  2. Como mulher, esposa e mãe, sua melhor conduta, o uso de suas melhores qualidades, seu sorriso, o melhor de sua natureza, não são para serem apresentados somente socialmente ou no trabalho, mas primeiramente em casa com os seus familiares. 
  3. Mantenha sua casa ordenada, limpa e feliz, ou seja, não se omita em exigir o que é relevante para a ordem e paz da casa, sem oprimir ninguém. A casa é sempre o reflexo da mulher que vive nele. 
  4. Atualize-se sempre e por mais que tenha que reduzir seu passo para andar com as crianças não se deixe determinar por elas. 
  5. Seja sempre cuidadosa com sua conduta e linguagem. A família, inclusive o marido é muito influenciado pelo refinamento e parâmetros da mulher. Mulheres esgrachadas e vulgares facilitam a licenciosidade, a rebeldia e o desrespeito dos filhos e do marido. 
  6. Por mais cansada que esteja, receba sempre bem ao seu marido e esteja bem apresentada. Ame seu marido não só pelo que ele pode proporcionar e por isso se preocupe em ser sua namorada sempre. As dificuldades, as brigas das crianças, as dificuldades financeiras e as mágoas e ressentimentos não podem reger o seu relacionamento. Determine que é o amor que manda em sua casa. 
  7. Uma boa esposa deve ser uma boa anfitriã. Seja cuidadosa com suas compras. Não permita ser medida pelo que luz externamente. Tenha certeza de que seu exterior espelha seus bons valores e não se deixe levar pelo consumismo ou pelo relaxamento, mas por suas virtudes. Deixe claro para seu marido ou responsável quão bem você gasta o dinheiro dos outros. Não se trata de justificar excessos com histórias ou justificar carências com melodramas. Mas ter noção clara e expor em que e como se pode gastar e em que não se pode. 
  8. Saiba dividir bem o seu tempo para não faltar em presença junto aos seus filhos e marido por estar em atividades beneficentes, passeios pelo shopping, etc. Seu trabalho é a família e deve exercê-lo com responsabilidade e não sob o signo de humores variáveis. 
  9. Não revele a privacidade do seu lar a terceiros que não tem nada que ver com isso. 
  10. Não espere ter dinheiro para comprar tudo para sua casa da forma dos seus sonhos. Decore e valorize o que tem. Com sua própria habilidade faça você mesma cortinas, almofadas e muito do que precisar. Isso desenvolve habilidades, dá exemplo aos demais e mantém a casa alegre ao invés de se lamuriar ou de ter o lar como uma obra nunca acabada, incompleta e desagradável. Pinte seus próprios quadros se for o caso. Dentro do bom senso faça o que pode e contrate o que não pode mas ame tudo o que faz, mesmo que eventualmente não tenha ficado muito bom e seja preciso desistir de uma determinada habilidade. Mas sua casa é seu "castelo". Se você o amar todos vão, se viver se lamentando porque não pode comprar tudo que está nos encartes dos jornais, igualmente todos vão. 
  11. Cuide para não desenvolver esses temperamentos tipicamente chatos: pessoas que reclamam de tudo, que se fazem de vítima, que falam de tragédia ou fazem tragédia por tudo ou implicam com coisas sem importância. Por mais que seu marido e todos os seus tenham que lhe apoiar, não reclame de tudo, não conte tudo, saiba o que é sua cruz e a carregue com dignidade sem espalha-la aos demais. Há senhoras que fazem com que todos participem de suas dores de cabeça, cólicas, indisposições mas são incapazes de tomar um remédio ou tomar consciência do que está por traz daquela "reclamadeira". Com isso só conseguem infernizar a vida dos outros sem que lhes aproveite nada. O que é sua tarefa faça sem reclamar e a ofereça para Deus. 
  12. Saiba receber bem em casa. 
  13. A dona da casa nunca deixa de cumprimentar todos os seus convidados em sua casa. 
  14. Em casa dos outros apertamos a mão até mesmo a um inimigo. 
  15. Numa casa de família um convidado pode se dirigir a outro sem ter sido apresentado. 
  16. O parente próximo é sempre o primeiro a ser nomeado, com exceção da apresentação de colegas aos pais quando se dirá " – Mamãe, esta é minha amiga Regina Andrade." Ou " – Papai, este é meu amigo, João Macedo." Não se diz por extenso o nome completo dos pais nestas apresentações. 
  17. Quando hospedados numa casa, devemos apresentar à dona da casa e demais hóspedes os amigos que nos visitarem. 
  18. Em família podemos chamar os iguais por apelidos e primeiros nomes. Avós e pais trataremos com senhor, senhora por respeito e por pai, vovó, mãe, etc com carinho. Os cônjuges se tem um tratamento carinhoso entre si devem usá-lo em família, não na frente de estranhos e cuidar para não cair essa tratamento numa fórmula meramente rotineira. 
  19. Antigamente uma mulher jamais ligava para um homem a menos que fosse assunto oficial ou social-formal. E para tanto o fazia de forma bastante própria. O fato disto não ser mais usual não pode ser compreendido como uma licença para a vulgaridade. A mulher deve sempre falar propriamente: conforme sua dignidade e as circunstâncias. Deve exigir do homem o respeito que lhe é devido, principalmente se demonstra algum sentimento. Muitas vezes é preciso lembrar que a mulher é uma pessoa e, como o homem, deve ser igualmente respeitada. Somos todos pessoas, com igual dignidade, feitos à imagem e semelhança de Deus, uns do sexo feminino e outros do masculino. Tratar-se só pela sexualidade é reduzir os relacionamentos ao nível mais animal. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "