24 abril 2014

Apresentações e Boas Maneiras

Em situações formais devemos pronunciar claramente o título, o nome e o sobrenome (sempre) de quem estamos apresentando. Em situações informais podemos excluir o título, mas não o sobrenome. Mas militares, clero, juízes normalmente se lhes mantém o cargo. A idéia central da apresentação é ajudar a entabulação de conversa entre as pessoas apresentadas e não apenas dizer quem é quem.

O que significa dizer também que "todos" os envolvidos devem colaborar para que das primeiras frases da apresentação se passe para uma conversa cordial. Isto não quer dizer fazer muitas perguntas. A maior parte das vezes quer dizer ouvir com atenção o que se disse e responder sobre o que se disse, ou seja, sair de si mesmo em direção ao outro.

Não são boas apresentações as piadas, as pequenas gozações pelas quais se excede na frivolidade ou se coloca alguém na berlinda. Estas atitudes têm o efeito contrário e criam constrangimentos de todos os tipos.

Também não se apresentam as pessoas informando um currículo inteiro de quem se está apresentando. Também se evita destacar aspectos sobre sua "celebridade". Simplicidade e naturalidade.

Ignorar uma apresentação ou julgar a outra pessoa "menor" ou menos digna de sua atenção não é senão cafona arrogância. Falar com todos e bem é a suprema graça. Não é preciso ser íntimo ou desenvolver profunda amizade se não se tem afinidade, mas socialmente é oportuno manter uma boa conversa.

Os humores, os pré-julgamentos ou esse vício terrível de nos cinco minutos iniciais da conversa já se estar dividindo os problemas mais íntimos com estranhos é não ser senhor de si mesmo, mas pessoa que atua por mecanismos psíquicos automatizados por vícios de caráter. Nobre e gentil é conversar com grandeza de alma, tendo em conta que estamos diante de um filho de Deus mesmo que ele não nos pareça muito interessante.

Podemos apresentar duas pessoas que pensamos que já se conhecem dizendo-lhes “ – Izilda, tenho a impressão de que você já conhece a Cida, não é?Podemos ainda dizer “ – Talvez você não se lembre mas já fizemos um curso de culinária antes.” E assim nos chegarmos a alguém que conhecemos numa festa onde estamos sós, ou para “ajudar’ o desenrolar da festa.

Quem apresenta deve fazê-lo de maneira clara, se possível, acrescentar uma observação que qualifique os apresentados para facilitar um rápido entendimento. Isto, porém, não quer dizer colocar uma “etiqueta” na pessoa que estamos apresentando: “ – João, posso lhe apresentar ao Pedro, ele “adora” mel.” A apresentação é antes ampla como uma experiência como: “ – João, deixe-me apresentá-lo ao Pedro, ele acaba de chegar de viagem. Foi conhecer aquele país em que você esteve ano passado.”


E é a pessoa mais qualificada é que diz primeiro “Como vai?” e lhe estende a mão para um cumprimento. Se não o fizer a pessoa mais jovem ou abaixo na escala hierárquica cumprimenta com um aceno da cabeça e um sorriso, mas não estende a mão. Para pessoas do mesmo nível hierárquico não faz diferença a ordem de apresentação.

ATENÇÃO: O homem deve ser sempre apresentado à mulher, mesmo que ela seja uma pessoa muito jovem. As exceções são quando a mulher é apresentada a um sacerdote, presidente ou rei.
Ao entrarmos numa sala onde estão diversas pessoas devemos cumprimentar com a cabeça os desconhecidos e apertar as mãos dos que já nos foram apresentados.

“ A apresentação pode ser só de nomes: “ – Senhor Almeida, Dona Anna.” A inflexão da voz dará o efeito de apresentação. Mas se o homem for especialmente distinto pode-se preferir “ – Senhor Almeida, minha filha Anna.” Se a filha for casada prefere-se “ Senhor Almeida, minha filha a senhora Ferreira.” ( termo senhora é para ser usado com o sobrenome e não com o prenome).

Médicos, militares, clero e juízes são apresentados com seus títulos: doutor, juiz, Bispo, Padre, etc. Embaixadores e senadores conservam essa titulação nas apresentações mesmo que tenham deixado de ocupar essa posição. Mudam apenas se passarem para um cargo mais alto, que passa então a ser empregado. Um ex-presidente não deve ser chamado assim, mas senhor Luís da Silva. No caso de um presidente com o título de doutor conserva-se este mas não se diz “ ex-presidente” na apresentação, mas Doutor Fernando Henrique Cardoso.

Uma senhora sentada só se levanta para pessoa altamente graduada, senhora idosa ou um membro do clero.


  • Apresenta-se o marido ou esposa sem títulos mas acusa-se o grau de parentesco. “ - Pedro, quero que conheça meu marido Antônio Almeida.” Nunca “ – sr. Antônio ou dr. Antônio.
  • Uma criança sempre utiliza o título para dirigir-se a quem foi apresentado.
  • Quando um jovem é apresentado a uma pessoa mais velha ou de mais alto nível hierárquico é mais polido incluir o título : senhor, senhora. “ Pedrinho, venha conhecer a senhora Anna.”
  • Ao dirigi-se à pessoa de cerimônia usar a expressão “senhor” “senhora” até que ela lhe diga para tratar pelo pré-nome. Se nunca o fizer mantenha o tratamento cerimonioso.
  • Caso seja você a pessoa de cargo superior só peça para tratar-lhe por “você” se deseja estabelecer amizade mais próxima. Se não sabe ainda, por não conhecê-la se deseja estabelecer relações além das sociais não se sinta obrigado a informalizar a relação.
  • Deve-se evitar telefonar para a autoridade se ela não nos disse para fazê-lo expressamente ou não exista uma razão de trabalho ou forte para fazê-lo.
  • As pessoas mais formais se receberão de pé pelos homens. As mulheres só se levantam se for uma autoridade eclesiástica ou na presença de uma senhora muito idosa.
  • Uma convidada a uma festa ou espetáculo deverá apresentar à anfitriã todas as pessoas que vierem cumprimentá-la.
  • Apresenta-se cada pessoa em particular a um hóspede de honra.
  • Quando pedimos convite para obsequiar pessoa amiga, é nosso dever apresentá-la à dona da casa assim que chegarmos à festa. Ao que a dona da casa responde a quem foi apresentado: “Prazer em tê-lo entre nós.”
  • No caso de apresentarmos a uma celebridade alguma pessoa não mencionamos o nome da celebridade na suposição de que já seja conhecida e somente dizemos o nome da pessoa que estamos apresentado à celebridade.
  • Nas festas muito movimentadas basta apresentar o recém-chegado às pessoas mais próximas.
  • Quando estiver saindo de uma rodinha de amigos para outra numa festa, ou quando estiver a mulher estiver deixando uma pessoa a quem foi apresentada pela primeira vez talvez não seja necessário apertar as mãos em despedida, se assim ficar melhor de não parecer um encerramento muito formal e até antipático.
  • Os convivas de um banquete, vizinhos de mesa, devem se apresentar reciprocamente. Nesse caso será a mulher a tomar a iniciativa dizendo: “ Eu sou Anna, prima de Fernando.” É dever do anfitrião de um grande jantar apresentar os vizinhos de mesa.
  • Apresenta-se uma pessoa isolada a um grupo.
  • Num hotel, cassino ou clube é incorreto dirigir-se a desconhecidos para travar conhecimento.
  • Parceiros que vão jogar numa mesa devem ser apresentados.
  • As apresentações sociais foram feitas para aproximar pessoas e, portanto, não é a hora de fazer discriminações. Um office-boy deve ser apresentado ao presidente da empresa dizendo o nome e o sobrenome do office-boy sem caracterizações que remarquem diferenças, como apresentar o office-boy dizendo somente o apelido pelo qual o office-boy é normalmente tratado.
  • Ou seja, o office-boy será apresentado ao presidente, que é hierarquicamente superior e, portanto, a este são apresentadas às pessoas, mas com o mesmo respeito dado ao presidente pois ambos são apresentados do mesmo modo: nome e sobrenome e função na empresa se for o caso mencionar.
  • É importante também não querer se "aproveitar" da ocasião para se fazer de "íntimo da autoridade" tomando liberdades como contar intimidades, pedir favores, etc. Apresentação social é uma coisa, amizade, intimidade é outra.
  • Vejamos alguns tópicos importantes sobre boas maneiras e apresentações sociais nas várias situações da vida em sociedade.
Apresentações Sociais: Quem apresenta quem a quem
  1. As crianças são as únicas que são apresentadas pelo pré-nome. Mas em situações mais formais, como no caso de um empregado da casa para com as crianças usa-se o termo "menino" João, "menina Maria", ao invés do simples pré-nome. Um pouco de formalidade com as crianças deve ser uma forma de proteção à pureza infantil de modos e interferências diferentes daquele que gostaríamos que nossos filhos convivessem e não formas de elitismo.
  2. Inclua sempre o nome e o sobrenome ao fazer a apresentação.
  3. Os homens são geralmente apresentados às mulheres. ( Mulheres são mais importantes socialmente porque nelas se honram todos os valores humanos.). Mesmo que haja uma certa informalidade esta é uma referência que dá parâmetro. Mulheres: saibam sempre o seu lugar e exijam o respeito que lhes é devido. Não aceitem cumprimentos indecorosos ou descortesias, nunca. Corte na hora. Seja do porteiro com a empregada doméstica, do diretor com a recepcionista, do colega de informática ou chefe que está procurando desqualificar a mulher. Exija sempre respeito a partir já da forma de cumprimentar.
  4. Aos nossos amigos saudamos com "bom dia", "boa tarde", ou "- Como vai?" expressos com naturalidade e cortesia. Gírias devem ser evitadas como forma de simpatia porque são invasivas e superficiais porque clichês.
  5. Valem as expressões "-Que prazer em vê-lo!", "- O que você tem feito ultimamente.", "-Há quanto tempo não o via!, etc. Despedir com "-Até logo.", "-Adeus.", "-Até amanhã.", mas nada de by by, au revoir, nem trejeitos de corpo e exageros que parecem dizer "olhe para mim ao invés de expressar alegria por quem se encontra.
  6. Apresenta-se um casal a uma só pessoa.
  7. Cada pessoa em particular é apresentada a um hóspede de honra.
  8. Quando pedimos convite para obsequiar pessoa amiga, é nosso dever apresentá-la à dona da casa assim que chegarmos à festa. Ao que a dona da casa responde a quem foi apresentado: "Prazer em tê-lo entre nós."
Apresentações Sociais: Com Autoridades Religiosas
  1. Para cumprimentar uma religiosa podemos nos levantar em sinal de respeito. Sempre nos levantamos quando um sacerdote entra onde você está. Mas se tiver que haver um cumprimento é dele a iniciativa.
Apresentações Sociais: Relacionamentos
  1. Na vida social, uma mulher que tenha conservado o nome de solteira mesmo depois do casamento deve ser apresentada assim: Maria Antonia de Azevedo Fraga e seu marido José da Silva. Na vida profissional o casal pode ser apresentado como " - Estes são nossos amigos Maria Antonia de Azevedo Fraga e José da Silva."
  2. Aqui no Brasil não é muito comum, mas lá fora, onde os casamentos não são essa brincadeira de "ficar", namorada, amante, etc. usa-se o "senhora" mais o sobrenome do marido ou o senhorita quando é usado o nome de solteira. Aqui no Brasil como que se abstém de mencionar o título que indicaria o estado civil para não se entrar em questões polêmicas já que para muitos qualquer relacionamento é chamado de "casamento" e uma namorada ou amante pode ser apresentada com "esposa" dependendo do círculo social. A propósito, escolha bem o relacionamento para você porque por mais que existam muitas circunstâncias e arranjos devemos almejar para nós o que é mais certo: o casamento de papel passado, até que a morte os separe e realizado diante de Deus.
Apresentações Sociais: Nos Locais de Trabalho
  1. Um chefe da empresa onde trabalha que normalmente trata por senhor, ao ser apresentado à sua esposa, continue usando o termo senhor. "– Pedro, este é o senhor Vasquez, dono da empresa."
Apresentações Sociais: Hotéis e Clubes
  1. Num hotel, cassino ou clube é incorreto dirigir-se aos desconhecidos para travar conhecimento.
  2. Parceiros que vão jogar numa mesa devem ser apresentados.
Apresentações Sociais: Como Anfitrião
  1. Uma convidada a uma festa ou espetáculo deverá apresentar à anfitriã todas as pessoas que vierem cumprimentá-la.
Apresentações Sociais: Nos Restaurantes e Almoços
  1. Os convivas de um almoço entre amigos ou banquete, vizinhos de mesa, devem se apresentar reciprocamente se não houve apresentação formal anteriormente. Nesse caso será a mulher a tomar a iniciativa dizendo: "Eu sou Anna, prima de Fernando." É dever do anfitrião de um grande jantar apresentar os vizinhos de mesa.
Apresentações Sociais: Nas Festas
  1. Nas festas muito movimentadas basta apresentar o recém-chegado às pessoas mais próximas.
  2. Apresenta-se uma pessoa isolada a um grupo.
  3. Quando estiver saindo de uma rodinha de amigos numa festa, ou quando a mulher estiver deixando uma pessoa a quem foi apresentada pela primeira vez talvez não seja necessário apertar as mãos em despedida, se assim ficar melhor para não parecer um encerramento muito formal que pode até parecer antipático.
Apresentações Sociais: As Celebridades
  1. No caso de apresentarmos a uma celebridade alguma pessoa, não mencionamos o nome da celebridade na suposição de que já seja conhecida e somente dizemos o nome da pessoa que estamos apresentando à celebridade.
  2. A questão das Boas Maneiras na Vida em Sociedade não é de seguir regras, pelas regras. A verdadeira cortesia que deve estar expressa nas nossas boas maneiras são sempre decorrentes dos nossos valores que nas apresentações sociais revestem a atenção que damos aos outros de sincera, atenciosa cortesia.
  3. Quando apresentado a alguém dê atenção, jamais demonstre ligeireza, desdém ou desinteresse.
  4. Sempre que nos dirigirmos às pessoas mais idosas, devemos tratá-las respeitosamente por senhor, senhoras. Porém, com sincera delicadeza para não fazer, do uso dessas expressões, meios de discriminação por idade.
  5. Para chamar à uma pessoa, ou ao se dirigir a alguém, jamais utilize termos genéricos como "querida", "moço", "mocinha", "gata", "garota", etc. São sempre carregados de soberba e, portanto, pouco polidos.
  6. Socialmente só usamos os títulos dos militares nos casos dos cargos mais altos: Exército e aeronáutica: de Marechal a capitão. Na Marinha no caso dos títulos de Almirante e Comandante. Títulos de profissão devem ser sempre utilizados: Dr. Oliveira, etc.
  7. Aos estranhos preferir chamar pela sua profissão: a quem serve a mesa por "garçom", motorista, por motorista, mas atendentes de balcão por senhor, ou senhorita, ou senhora. Mais informalmente de moço ou moça no caso de atendentes de balcão. Jamais se chama quem quer que seja por psiu ou com apelidos jocosos ou depreciativos.
  8. Não se anuncia nunca o "ex" para nada: ex-presidente, ex-marido, etc.
  9. O aperto de mão funciona como uma demonstração de estima e confiança, por isso parte da pessoa mais idosa ou de maior cerimônia
  10. Desde a antiguidade o aperto de mão é símbolo de um pacto de paz e amizade. Nos casamentos na Índia significa o aperto de mão significa o enlace dos corações. Entre os gregos era símbolo máximo de amizade. Hoje é mais sinal de delicadeza e respeito, por isso recusá-lo é uma grosseria. Franqueza, simpatia e lealdade devem adornar este gesto. A moleza no aperto de mão dá essa sensação de desatenção e descortesia. O temperamento pode fazer variar a freqüência com que se dá a mão em cumprimento: a pessoa expansiva vai dar a mão mais freqüentemente que uma pessoa mais austera. Mas vale confirmar que é muito rude negar uma mão estendida, mas não o é não estender a sua se isso não significar deixar de cumprimentar, mas apenas de que a aproximação é ainda mais reservada.
  11. Apertam-se as mãos bem entrelaçadas, preferencialmente com um sorriso e uma abertura real para o outro. Diz-se “ – Como vai, sr. Antônio?”, de preferência significando isso. A pessoa cumprimenta de volta: pode ser o mesmo “ – Como vai?”, ou começa entabulando uma conversa de forma amigável como “ – Eu já tinha lido os seus livros.” Não se diz “ encantado” ou “ muito prazer em conhecê-lo”, nem repete-se o nome que se acabou de ouvir como se estivesse querendo decorá-lo. A elegância passa pela verdade e estas frases caíram em descrédito por já não significarem isso.
  12. Não balançar a mão que apertamos.
  13. Apresenta-se o marido ou esposa sem títulos, mas acusa-se o grau de parentesco. " - Pedro, quero que conheça meu marido Antônio Almeida." Nunca " – Senhor Antônio ou doutor Antônio.
  14. Uma criança sempre utiliza o título para dirigir-se a quem foi apresentado.
  15. Quando um jovem é apresentado a uma pessoa mais velha ou de mais alto nível hierárquico é mais polido incluir o título: senhor, senhora. "Pedrinho, venha conhecer a senhora "Anna."
  16. Uma senhora não deve perguntar pela saúde de um cavalheiro, mas é delicado lembrar as pessoas da família deste com frases: "Como vai sua esposa?"
  17. A senhora levanta-se para receber convidados caso seja ela a anfitriã. Para cumprimentar o dono da casa seja ela visita. Para receber cumprimento de outra senhora mais idosa, para homenagear chefe de Estado, príncipe de sangue ou da Igreja.
  18. Entre senhoras a mais jovem é apresentada à mais velha. Devemos ter sempre deferência com a idade e dizer "– Dona Glória, esta é a Isaurinha." Entre homens este detalhe pode ser dispensado.
  19. Uma senhora não oferece a mão em primeiro lugar a um padre, nem a altas personalidades e muito menos ao presidente da República. O superior oferece a mão ao inferior. O mais velho ao mais moço, uma senhora a um cavalheiro. Um senhor idoso pode estender a mão em primeiro lugar a uma jovem e mesmo a uma senhora ainda jovem.
  20. As meninas devem evitar estender a mão em primeiro lugar aos homens e às senhoras.
  21. O homem sempre diz minha esposa ou minha mulher, mas não diz minha senhora.
  22. O homem apresentado a outro homem age com naturalidade se levantando e estendendo a mão para o aperto de cumprimento. O homem cumprimenta a mulher primeiramente quando a encontra na rua. À mulher cabe estender ou não a mão. À mulher cabe também decidir se quer ou não entabular uma conversa com o homem e este espera que ela diga qualquer coisa após o cumprimento, aceitando que tudo fique no simples boa tarde, se for esta a escolha da mulher.
  23. Um homem sempre se levanta e se inclina ao ser apresentado a uma senhora. Não toma a iniciativa de estender a mão. Se ela o faz, ele não corresponde ao gesto sem antes inclinar-se ligeiramente.
  24. É muito elegante que os homens se levantem ao serem apresentados a alguém, seja homem ou mulher. Os militares homens tirar o quepe quando cumprimentam senhoras.
  25. Entrando numa sala o homem inclina-se para a dona da casa sem afetação e em sinal de deferência. O dono da casa inclina-se respeitosamente para cumprimentá-las, como se fosse recebido em casa delas. Quando se apresenta um cavalheiro a uma senhora, o homem levanta-se e inclina amavelmente a cabeça, mas a senhora permanece sentada.
  26. O homem tem o dever de cumprimentar uma mulher de forma respeitosa.
  27. A reverência do homem à mulher à distância é sempre mais distinto, cabe à mulher estender à mão ao homem.
  28. Sempre que nos dirigirmos à pessoas mais idosas, devemos tratá-las respeitosa e atenciosamente por senhor, senhoras, porém com delicadeza para não fazer dessas expressões meios de discriminação, por fazê-las notar que estão sendo assim tratadas por causa da idade. A cortesia é sempre respeitosa e sincera, atenciosa e considerada.
  29. Termos genéricos como “querida”, “moço”, “ mocinha” e outros são também pouco polidos.
  30. Socialmente só usamos os títulos militares nos casos dos mais altos cargos: Exército e aeronáutica: de Marechal à capitão. Na marinha Almirante e às demais altas patentes de Comandante. Títulos de profissão devem ser sempre utilizados: capitão Luiz Barros, Dr. Oliveira, etc.
  31. Aos estranhos preferir chamar pela sua profissão: garçon, por garçon, motorista, por motorista, mas atendentes de balcão por senhor, ou senhorita.
  32. Não se anuncia nunca o “ex” para nada: ex-presidente, ex-marido, etc.
Apresentações - Crianças

Forma de apresentação pais e mães

Preferencialmente diremos “meu pai”, “minha mãe” e não diminutivos e apelidos. O nome deve ser sempre informado nas apresentações, mas seguido da qualificação de meu pai ou minha mãe.


"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "