30 março 2014

Boas Maneiras e Piedade Cristã

Todos os pais almejam que seus filhos sejam educados, amáveis e desenvolvam-se bem na vida.

A doutrina católica é uma importante ferramenta para a educação dos filhos porque ela pressupõe o amor como base de todos os nossos atos. 

Assim quando uma criança é criada dentro de um lar que vive a bondade cristã ela aprende a agir por amor e não por manhas, gula, interesses e compreende que tem que aceitar os sacrifícios dos estudos, do dia a dia, por amor. 

Por isso é muito importante dar uma boa fundamentação católica à formação das crianças. Quando um filho tem preguiça de se levantar, sempre podemos reclamar e acusá-lo de preguiçoso. Mas num lar cristão, onde a criança aprende desde cedo que Deus é bom, que lhe deu seus pais, e todas as coisas boas como a natureza, os seus próprios talentos, sempre reconhecidos pelos pais, e todo o amor que o envolve em sua família, etc., sempre poderemos dizer para ele se levantar para ver o que Deus preparou para ele naquele dia ou como Deus vai ficar triste por ele não estar correspondendo a alguém que é tão bom com ele, etc. 

A ideia central aqui é de que a criança é levada a fazer o que é certo PORQUE É BOM. E ao fazer ela também o que é bom ela se tornará também boa. E não apenas por disciplina, regras da casa etc.

A formação cristã na infância leva a criança a desenvolver-se sempre de forma positiva e com um sentido para sua vida. A categoria humana que seu filho irá desenvolver ao longo da vida terá um norte para o bem se receber formação cristã na primeira infância.


Alguns aspectos práticos para desenvolver a piedade cristã nos filhos


1. Ensine seus filhos a rezar. Cuide das orações, das devoções e do aprendizado da doutrina católica de seus filhos. Lembre-se que você só pode dar daquilo que tem. Por isso é importante desenvolver a sua própria formação católica. Seja exemplo você mesma de oração, explique que Deus é o Amigo com quem devemos falar no coração. Que rezar é falar com Deus. 

2. Leve seus filhos à missa, propicie um conhecimento sólido da doutrina católica explicando o que é a comunhão e como preparar-se para recebê-la, Quem é Deus, o jejum eucarístico, as cerimônias, o chamado à santidade como atividade expressa na vida cotidiana, etc. 

3. Promova sempre momentos de devoção em família como a oração do Terço, as comemorações de Natal, ensine o amor a Nossa Senhora, o sentido dos sacramentos e faça a família participar de todos esses momentos da vida dos filhos como uma atividade da família: festeje batizados, casamentos, etc.! Faça-os participar da vida da Igreja, frequentar meios de formação, etc. É preciso que toda essa vivência da piedade cristã se adapte ao ritmo de sua família sem fanatismos – que são sempre reducionismos - ou displicências - que são sempre tibieza. 

4. Ensine-os a ser constante na oração para que o sejam na vida. (A nossa vida é, em plenitude, exatamente igual à nossa vida de oração.)

5. Veja a seção de boas Maneiras na Missa deste blog. 

6. Ensine seus filhos a ver os esforços de trabalho e estudo e as contrariedades como meios de santificação, reparação e corredenção. A não temer a Cruz. 

7. Ensine-os a não ter vergonha de rezar quando em grupos de amigos que não tenham ou critiquem esse hábito. E a evitar ambientes cuja moral e opções estejam – no fundamental – contra os princípios cristãos. 

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "