08 dezembro 2013

Boas Maneiras, Presentes de Natal e as Crianças

Deve-se ensinar cedo às crianças a agradecer as atenções e os presentes recebidos de forma real, constante e efetiva.

Seja pessoalmente, por telefone ou por uma cartinha. Devemos agradecer sempre e a todos." - Obrigado pelo presente vovó, era o que eu queria."


Se recebemos um presente devemos agradecê-lo na hora. Se não foi possível fazê-lo ensine seu filho a mandar um bilhetinho de agradecimento.


As crianças jamais devem pensar que os outros lhes "devem" presentes ou atenções por "obrigação". 

Os mimos não agradecidos podem - com a repetição dessa indiferença - contribuir para forjar um caráter mais egoísta. 

Algumas crianças têm oportunidade de ter muitos brinquedos, filmes, roupas, etc. Ensine-a a valorizar os presentes que recebem como expressões de amor e não pelo objeto em si. 

Não vá acontecer como àquela senhora que comprou, com dificuldade, em prestações no cartão, vários filmes para os sobrinhos e, aos recebê-los, seus sobrinhos demonstraram tédio, disseram que já tinham visto esses filmes e deixaram claro que a tia não era tão legal por causa do presente bobo que trouxe. 

Ainda bem que são parentes e não inimigos! 

Além da grosseria dessas atitudes esse tipo de comportamento sem um mínimo de boas maniras, acaba por minar as relações familiares. 

Essas atitudes, tão frequentes hoje em dia, de valorizar o objeto mais do que as pessoas, a ceia e os presentes mais do que a Missa de Natal, os valor dos presentes mais do que o próprio Espírito de Natal, um presente mais do que da tia ou avó às quais veem como "empregadas" a seu serviço e de suas vontades, são atitudes que mostram o domínio dos valores materialista-cientificista que estão por trás das desagregações familiares. E qualquer pai que se omita dessas correções, colabora para a falta de boas maneiras dos filhos. 

Não agradecer é praticar uma atitude arrogante porque pressupõe que atenção é naturalmente devida.


Se não corrigimos cedo esse não agradecer, essa constante desconsideração como modo de ser e pensar, fará dessas crianças adultos excessivamente voltados para si mesmos. Incapazes de reconhecer o valor dos outros e das próprias circunstâncias serão adultos com dificuldades no trato social e nas relações afetivas.

Agradeça sempre e reconheça o que fazem por você, quando criança e depois de adulto.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "