05 novembro 2013

Boas Maneiras e o Natal


O Natal é a celebração do nascimento de Jesus e a celebração de todos os valores de amor que nos ensinou. Por isso devemos viver o Natal com intensidade religiosa e de festejos alegres. 

Montar o presépio com o auxílio da família é participar da cena que se celebra. Montar a árvore é colocar todos os bens e presentes de Deus em nossa casa. 

Por isso devemos incentivar esses festejos no nosso lar como parte “aparente” do amor que queremos em nossa família.

Natal é também o prazer do encontro, o calor do aperto de mão o abraço apertado, a emoção do telefonema, o ramo de flores, a viagem para abraçar alguém, o cartão e o e-mail afetuoso, o presente não necessariamente caro, mas certo, escolhido com carinho e propriedade.

A Ceia 

A ceia do Natal deve ser precedida de uma prece que deverá ser feita preferencialmente de pé, em volta da mesa e talvez as pessoas queiram se dar às mãos. Se for feita uma pequena “cerimônia” antes da ceia, com várias pessoas fazendo os agradecimentos a Deus e os votos, a oração de mãos dadas pode ser seguida do cumprimento fraterno e feita um agradecimento especial pelas refeições que estão para receber, a ceia pode seguir-se sem a natural oração às refeições. 

Devida a data especial talvez esta seja a melhor forma uma vez que depois as pessoas podem lavar as mãos para a refeição. Devemos ser muito próprios nessas orações sem nos excedermos em qualquer aspecto afinal a qualidade da oração vem do amor ou da sinceridade com que é feita e não pelo sentimentalismo ou excesso de sisudez na oração. Dar chance também às crianças e aos mais velhos de se manifestar. 

Nessa ceia cabem todos os detalhes de cuidado com o cardápio e a mesa que possam contribuir para o clima de reunião e paz. 

Todos os excessos de bebida, consumo, “histeria” por presentes ou farras não combinam com o espírito de Natal. Muito menos ressentimentos, raivas, melancolias. Façamos uma boa preparação espiritual para o Natal. 

Quando há um sacerdote presente devemos pedir que ele faça as orações. 

Não devemos convidar para fazer as preces alguém a quem antes não tenhamos perguntado se pode fazê-las.

Presentear 

Se uma pessoa presta serviço regular para você, pago mensalmente ou conforme foi contratado e no fim do ano você lhe dá uma gorjeta de Natal de 15 a 20% do valor anual, não haverá razão para dar gorjetas a cada serviço prestado. 


Os nossos presentes devem levar a marca da atenção que dedicamos à sua escolha. É preciso que sejam de bom gosto e do gosto de quem recebe. Nada de passar presente recebido adiante ou comprar com ligeireza e por desencargo de obrigação. 

Não necessariamente deve-se procurar dar presentes “úteis”. Talvez um bom presente de Natal seja algo bem “inútil”, mas muito bonito ou que incentive um hobby ou delicadeza característica de quem recebe. 

A embalagem dos presentes de Natal fazem parte da festa e da surpresa e carinho que vão expressos no presente. Capriche. 

Cartões de Natal 

Se você vai usar o e-mail para mandar cartões de Natal ou de aniversário personalize-os com suas palavras. Não mande nada em série sem um toque pessoal. Cartões engraçados são bons dependendo do grau de amizade mas jamais devem ser de piadas grosseiras ou mesmo de piadas de gosto duvidoso. 

Os cartões devem ser enviados a partir de 1 de dezembro. 

Cartões em nome do casal devem conter primeiro o nome da mulher seguido do nome completo do marido. Jamais Senhor e Senhora Fulano de Tal, mas sim Elizabeth e João Paes Mendonça. 

Os agradecimentos de cartões são obrigatórios. Não é preciso acusar recebimento de cartão recebido para não parecer que se está respondendo só porque se recebeu o cartão.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "