03 setembro 2013

Falta de Boas Maneiras nos Temas das Conversas



Evitar dar "pareceres" pernósticos sobre os lugares, as pessoas, os espetáculos que estamos assistindo. Se não for sua obrigação, evite distribuir opiniões, principalmente aquelas "definitivas" sobre o que não é da sua conta. 


Não fazer repetir uma história ou parte dela porque não a ouviu. Mas lembre-se de inserir sempre o recém-chegado resumindo o que ele perdeu da conversa. Mas como recém-chegado, não exija que interrompam a conversa para atualizá-lo. 


Por boas maneiras, não nos empenhamos em contradizer o pensamento do outro nem tampouco defenderemos obstinadamente nossas ideias. A pessoa educada apenas informa o que pensam e deixa seu interlocutor aceitar ou não o que estamos lhe apresentando. 


Nunca comparar o mérito de duas pessoas estando apenas uma delas presente. 


Não demonstrar descrença numa história (se não for assunto importante) para não chamar de mentiroso o narrador. 


Algumas pessoas parecem se manifestar somente quando o assunto lhes interessa como se vivessem em sociedade como se pessoas e suas conversas fossem produtos numa prateleira de supermercado que se "compram" ou não conforme lhes interesse. Seja atencioso e participe sempre. Isso é cordialidade. 


É muito desagradável aquele que fala demais. Um pouco de recolhimento e vida interior o faria conhecer-se um pouco mais tornando-o menos sujeito aos impulsos de falar por falar, falar para aparecer, para se auto-exaltar, etc. Lembre-se que você conversa com os outros para sair da sua realidade e comungar com a do outro e não para permanecer em si mesmo. 


Tenha a generosidade de escutar a todos sobre todas as coisas ( menos vulgaridades e maledicências, a estas, deixe claro seu desinteresse) e, por favor, desenvolva interesses sobre os quais saiba enriquecer a sua própria vida e a dos outros. Algumas pessoas parecem só viver para comer, dormir, trabalhar para ganhar o sustento e não parecem se interessar gratuitamente por nada. Acabam, é claro sem assunto. Algumas profissões são tão técnicas que se não se procura obter uma formação humanista, se pode ficar muito insensível socialmente, já que há uma tendência a que a única formação que se empenham em obter hoje em dia são as que qualificam para servir ao sistema produtivo e mais nada. Seus outros interesses, jardinagem, música, cães, motocicletas, etc., ajudarão você a não se isolar socialmente. 


Não monopolize a conversa, não seja fútil, nem campeão de tragédias ou piadas. Aquela corrida por mais uma piada ou mais uma tragédia ainda mais trágica é muito desagradável. 


Não resta dúvida que o campeão dos mais mal educados ao conversar é sempre o que reclama de tudo. 


Não fale superficialidades nem por superficialidade. Saiba o que está dizendo e ouvindo. 


Não se coloque em posição defensiva presumindo conhecer a intenção que move seu interlocutor, (inveja, esnobação, etc.).  Evite também as atitudes prévias de competição e insegurança.  


Não fale nem à toa, nem bobagens, nem indiscrições, nem submissas adulações, nem temas que desconhece querendo projetar o que não é. Simplicidade é sempre a forma maior da elegância.


Pessoas educadas evitam polemizar gratuitamente, dividir opiniões, fazer comentários maldosos, e jamais usam palavrões ou contam piadas vulgares. Jamais. Tratar assuntos possivelmente polêmicos como política e religião especialmente com que não se conhece ainda não é conveniente. 

Nas conversas também não se exibe demasiada sapiência, cultura, experiência ou qualquer outro elemento que possa constranger os demais interlocutores. Lembre-se de que qualquer palavra mal colocada pode atrapalhar o seu negócio, a sua carreira ou uma amizade antiga e que não há nada mais cansativo que uma pessoa sempre "sensacional", espirituosa demais, culta demais, etc. 

Os sonsos que não entendem nada são também pessoas pouco agradáveis na vida em sociedade porque como as "estrelas" estão, na verdade, egoistamente pensando apenas em si mesmos e como cansam...
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "