09 setembro 2013

Boas Maneiras em Torneios e Campeonatos Esportivos


Participando de um esporte apresente-se bem vestido e disposto na quadra ou no campo.

Como expectador seja educado: nada de manifestações agressivas ou indelicadas para com os adversários. Nada de sair do campo da competição para transformar em tudo ou nada, em questão de vida ou morte. O exagero demonstra falta de centro, de equilíbrio, de humanidade, de virtudes e o esporte nasceu para dar excelência ao homem, ajuda-lo a superar suas limitações. Nada mais pouco esportivo que o descontrole nos esportes.

No esporte se ganhar, não deixe seus adversários envergonhados, cumprimente-os. Saiba aceitar as derrotas com espírito esportivo.

Aguarde cortesmente sua vez de jogar.

Os novatos não devem pretender se equiparar com os craques em suas exibições, exigindo distinções seja de primazia, de local ou de distinção nos esportes. O ideal é que treinem muito antes de se apresentarem em competições mesmo amadoras e sem pretenções de ser já como os craques do seu esporte.

Os bons jogadores devem ser indulgentes com os novatos e avaliá-los considerando que são exatamente novatos que amanhã poderão ser até melhores do que eles.

Ao assistir a um esporte não façam barulhos desnecessários que possam perturbar a competição nem atire objetos sobre o gramado ou quadra ou pscina. Os aplausos ou a torcida podem ser feitos de forma a não perturbar ou agredir os partidários dos clubes adversários ou oponentes. Não se fazem críticas ou comentários negativos durante a partida porque podem ser ouvidos por torcedores dos adversários, pelos técnicos ou pelos próprios jogadores dependendo do esporte praticado.

Quando pedir a um parceiro com quem está jogando para contar os pontos você é obrigado a aceitar os números que ele lhe apresentar. Se perceber que a contagem não estava certa você poderá não jogar mais com essa pessoa mas não comente o fato.

No tênnis por exemplo ou jogos de partida não queira sempre iniciar o jogo, aguarde a ser convidado a fazê-lo. Se estiver do lado melhor da quadra, contra o sol, ofereça a troca de lado no próximo jogo ou no próximo intervá-lo.

Jogue o melhor que puder em partidas apenas recreativas sem espírito de competição nas quais você permitirá que um parceiro mais fraco tenha o prazer de ganhar.

Ao ganhar não demonstre uma tola vaidade alardeando sua vitória nem desanime quando perder. Saiba perder com elegância e seja um modesto triunfador Não precisa se desculpar por haver ganho, nem explicar porque perdeu. As exibições com o objetivo de chamar a atenção são de extremo mal gosto.

Conheça bem as regras do seu esporte, aquelas escritas e as não escritas. Por exemplo na caça com cães não se dá ordem senão aos próprios cães.

A foto que ilustra esta postagem é daquela cena famosa do filme My Fair Lady em que se apresentam os dois extremos em termos de boas maneiras na assistência aos esportes: os pernósticos que nem se movem nem vibram mais preocupados com as aparências e aquela que vibra mas que pode se tornar desmedida no ambiente. 

Do mesmo modo, nossos impulsos, opiniões e gostos não devem perturbar os demais. Nem devemos ter as regras e os propósitos acima do ser humano de modo que alguém de "fora de nossa tribo" venha a se sentir mal por desconhecer os procedimentos habituais do nosso clube. Estar a vontade com o próprio desconhecimento e desfrutar do que é novo, sem constrangimentos inúteis - externos ou internos, é a suprema educação.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "