09 setembro 2013

Boas Maneiras e os Filhos

Tiny TottiesEm Casa, Como são as Suas Maneiras com Seu Filho? Está Sempre Corrigindo, Reclamando, Acusando? 

Em casa, fale com seu filho com educação e cortesia conscientes. Ele irá agir e exigir ser tratado assim por toda a vida. Quando ele falar será claro que ele é "bem nascido". Mas trate seu filho com deboches, descaso e "gozações" e você terá filhos inseguros, com baixa estima e que aceitarão relacionamentos humilhantes por toda a vida. 

Deixe claro que você segue regras de etiqueta e valores humanos e cristãos que se revelam em tudo o que você faz. Caso esteja na frente de outras pessoas ou sozinho em casa seja educado e demonstre os mesmos valores e seu filho tenderá a agir igualmente de forma íntegra. Mas dizendo na frente de estranhos e na presença de seu filho que você lê muito, por exemplo, e seu filho sabe que não é verdade, você corrompe a inocência do seu filho para sempre.

Se você praticar e exigir que seus filhos pratiquem um comportamento cortês em casa, mais facilmente vão ver onde está precisando haver uma pequena correção. Não espere estar em público, num almoço de clube por exemplo para descobrir maus modos dos seus filhos e tê-los que corrigir em público. 

É um erro estar corrigindo os erros de português a todo instante do filhos em público. Ao perceber um erro promova mais leitura, e atividades ao invés de ficar ridicularizando e permitindo zombarias a respeito deste ou outro defeito dos filhos na frente de estranhos ou outros membros da família menos educados e portanto capazes de "embalar" críticas em "brincadeirinhas".

Não permita o uso de gírias e vulgaridades de qualquer espécie, nem numa piada que a criança queira contar. Não deixe que desenvolva mau gosto de nenhuma forma, como por exemplo ensinando a comportar-se bem à mesa no uso dos talheres, mas ao mesmo tempo consentindo em expressões vulgares para fazer "piada". Se tem grosseira, ou discriminação então não tem lugar em casa.

Nursing Pillow 180x150Ensine seus filhos a se dirigirem corretamente às pessoas: " - Sim, mamãe." e " Sim, Papai." são a melhor forma. Aos adultos o melhor é " - Não senhor, Ferreira.' e "Bom Dia, Dona Ana.". É importante educar não só como responder mas também os modos ao responder: as crianças devem usar sempre um modo cortês e respeitoso ao se dirigir aos mais velhos. 

Ser educado não quer dizer ser engessado. Se a criança está participando da conversa ela tem o direito de dizer que não concorda e deve ser ouvida carinhosamente. Mas também na discordância devemos ensinar os filhos a falar respeitosamente. É preciso dizer-lhes que eles não precisam convencer ninguém no grito. Que basta apresentar claramente o seu ponto e respeitar a opinião dos outros. Só a Deus devemos contas do que somos. E portanto, o diálogo é para conhecer mais e não para sermos "aprovados" pelos demais. 

Pontos Práticos que demonstram respeito humano pelos filhos

Não há nada mais humilhante para uma criança do que ser ridiculamente vestida. Não imponha sua moda sobre a criança, se ela já demonstra um interesse numa determinada direção, respeite. Mas isso não quer dizer deixá-la vestir-se como cabide de consumismos.

Respeitamos os filhos quando respeitamos seu modo de ser e acolhemos a sua livre expressão. Oriente-os quanto ao melhor modo de se vestir, mas permita a eleição de cores, peças, estilo. O que não quer dizer permitir que ande fantasiado ou que tenha livre expansão a sua preguiça por cuidar-se, o mal gosto dos que são excessivamente tímidos que na verdade são orgulhosos. Ensine-os a ter bom gosto e nem tudo que está na moda é de bom gosto.

Não compre roupa ordinária para o seu filho. Ensine-o a apreciar roupas e acessórios de boa qualidade e bom gosto. Tudo educa o filho sobre o que ele é, jamais diga que "qualquer coisa está bom". Não o critique nem desenvolva problemas de imagem com comparações e críticas principalmente na adolescência. É preciso reafirmar constantemente o valor dos filhos como eles são. Aproveite todas as ocasiões, como comprar-lhe uma blusa para dizer como ele fica bem com aquela cor, por exemplo. Pessoas saudáveis apreciam-se mutuamente com facilidade. 

Não cuide só de aspectos materiais do seu filho. Cultura, boas maneiras, valores são aspectos muito importantes que devem ser recebidos em casa. Eduque sobre o que é e o valor de: Deus, vida, morte, amor, família, amigos, natureza, trabalho, Igreja, doença, dificuldade, sacrifício, o valor dos filhos, etc. Tenha sempre uma posição realista mas otimista porque mesmo que você tenha sofrido desilusões a criança tem direito a uma vida plena, sem que lhe sejam semeadas mais tristezas do que eventualmente terá.

Só se valorizarmos o outro, admitindo sua dignidade, é que poderemos realmente dialogar com ele. Para chegar a ter esse diálogo com respeito precisamos olhar para todos com os olhos que Jesus Cristo nos olha a todos.

Esta simples ideia, de pensar que Deus ama tanto esta criatura e que portanto ela é também para mim digna de ser amada e no mínimo respeitada já nos ajudará a colorir com indulgência e boa vontade a nossa conversa..

Todos têm, em alguma medida, a luz e a força do Espírito Santo, possuem um espírito criado por Deus, destinado à bem-aventurança eterna. O Papa João Paulo II gostava de afirmar que o ser humano é a única criatura que Deus quer por si mesma. Se soubermos ter essa visão, estaremos preparados para respeitar a todos e difundir a civilização do amor. Tenhamos essa paciência de ouvir, de acolher com um sorriso, de se interessar verdadeiramente pelos demais.

Pontos Práticos para evitar a agressão do "desprezo".

Evitar essa tendência a desprezar de forma dissimulada que se manifesta na forma de comentários jocosos, irônicos, que rebaixam e humilham os outros.

Evitar anunciar e ter como conversa social os defeitos dos outros. “Essa vida mesquinha é sagrada; Cristo morreu para salva-la! Se Ele não a desprezou, como podes tu atrever-te a faze-lo?”. São Josemaría Escrivá, o Santo da Vida Cotidiana. Não podemos desprezar o próximo, mesmo quando se comporta mal.

Ignorar o próximo – Ser ríspido e insensível

Tratar com indiferença. Será que há alguém da família, com quem convivemos e tratamos como se fosse um estranho? Pessoas que não convidamos e não damos notícia sobre os eventos de seu interesse?

Elas só passam a existir quando precisamos dela ou quando nos irrita. Falamos com ela abruptamente, “latimos” para ela e depois a expulsamos. Todos têm algo a nos ensinar. . “Esse senhor é um interesseiro”. Com esses clichês fechamos o diálogo. “Esse meu genro é mentiroso”. “Essa pessoa é louca”.

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Na família isso se dá com freqüência, pois os defeitos aparecem com facilidade. A mulher corta o marido secamente: “Você já vem com essa história!” Depois de cuidar da casa, servir de motorista, a mulher senta-se diante da TV. Chega o marido para lhe contar uma novidade. Ela abana a cabeça e, como se fosse ato de magnanimidade, diz: “-Vamos, fala!” E continua a olhar a tela da TV. Ao final do relato dele, ela dispara: -“ Já acabou? O jantar está no micro-ondas.”

É importante que marido e mulher se conheçam por dentro, desabafem um com o outro e se façam mutuamente companhia. “O que está lhe fazendo sofrer?” Vergonha ou orgulho podem impedir que falem; homens são orgulhosos. Não se trata de fazer análise; é aprender a velha arte de escutar.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "