03 setembro 2013

Boas Maneiras e as Indicações Sociais

Não prometa uma carta de referência sem ter certeza de que a pessoa que você abona é de total confiança. A carta de referência estabelece um compromisso entre quem indica e quem emprega ou a recebe pela simples fato da recomendação. Esse compromisso implícito também ocorre quando você recomenda um amigo que vai viajar para alguém da cidade aonde ele vai. 

Não se esqueça de que pelo simples fato de você ter indicado ao seu amigo naquela cidade o viajante, o seu amigo estará obrigado a atender o viajante de alguma forma: seja levando-o para mostrar a cidade, ajudá-lo em alguma coisa, quando não hospedá-lo. Verifique primeiro se pode realmente recomendar o viajante ao seu amigo. Sua indicação pode ser uma alegria porque o viajante que você indica é muito simpático e você está lhe mandando presentes através desse viajante, etc. 

Mas é preciso lembrar que o seu amigo terá alguma despesa ou algum trabalho ou incômodo para atender o viajante. Por isso certifique-se de que o seu amigo naquela cidade, poderá receber o viajante. Sempre pergunte a si mesmo se a pessoa que você está recomendando ou apresentando tem algo em comum com quem você apresenta. 

Se será uma boa ideia apresentá-las ou fazer com que uma tenha algum trabalho e despesa com a outra. Porque se quem você apresentou tem hábitos, valores ou modos muito inapropriados para o seu amigo, você estará levando, na verdade uma inconveniência. Ou seja, nunca obrigue um amigo ao desconforto de outro.

Nunca se recebe uma pessoa de fora que nos foi recomendada, ou que nos traga algum presente de terceiros que não se lhe ofereça ao menos uma bebida ou alguma forma de apoio.

Nas relações cotidianas de amizade virtual, multiplicadas pela tecnologia da Web Social, as boas maneiras são uma grande força social porque humanizam os relacionamentos ao lembrar o que está para além da tecnologia e que é fundamental no bom relacionamento entre as pessoas, mesmo o virtual: a humanidade. Por isso as boas maneiras convencionais também se aplicam ao meio virtual.

As "amizades" virtuais, feitas praticamente por spam, modeladas em frases de efeito e animações tipo sprap são superficiais. Atrás delas estão apenas os marqueteiros virtuais e os caçadores de "emoções de si mesmos." Nestes casos também, por respeito, não devemos nos exceder no "oba-oba" dos "brinquedinhos" virtuais. Somos pessoas e como tais nos alimentamos, na verdade, de trocas humanas com as outras pessoas. E isso quer dizer trocar idéias. 

Esses milhares de amigos em nossas caixas da WEB social não devem ser tratados como parte das tecnologias com as quais "brincamos" mas com todo respeito e cuidado que cada ser humano merece. Siga as regras de boas maneiras e o carinho humanizado pelos valores cristãos para lidar com as pessoas pela Internet do mesmo modo que faria pessoalmente.

Lembre de hoje sobre isso: Também apresente e inclua amigos com cuidado nas suas redes sociais.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "