04 setembro 2013

Boas Maneiras da Mulher ao Conversar

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Como deve ser a Conversa da Jovem e da Mulher bem Educada? A conversa de uma mulher educada tem certas características, vejamos 10 pontos básicos:


1. É graciosa, variada, luminosa porque é intelectual e humanamente bem cultivada. É importante ter qualidade real, só presunção de boas maneiras ou de cultura não a tornarão uma pessoa de conversa interessante. Uma mulher só interessada em si mesma, seus ganhos ou superficialidades como magreza, moda, fofoca, maledicências, etc. não será jamais uma pessoa agradável. 

Educar as filhas em cultura geral, valores e nobres princípios terá um efeito multiplicador sobre os filhos, suas famílias e toda a sociedade. Não deixe sua filha mergulhar em complexos, timidez excessiva, glutonerias porque podem ser formas dela estar apenas pendentes demais de si mesma. Dê a elas horizontes novos, elevados, santos, que a tornem assim. 

Não é preciso que a mulher conheça o mal: drogas, corrupções, vulgaridades, para que saiba que essas coisas existem, evite que se familiarize com o que não é edificante. Ao contrário do que se pensa, estar preparada para a vida não quer dizer conhecer todas as coisas más que existem, mas saber distinguir claramente o que se deve realmente conhecer. 

O velho apanágio libertário de que as boas moças vão para o céu e as outras vão a qualquer lugar como se houvesse nisso maior vantagem provou-se capaz de apenas levar moças para o mau caminho. A sua filha falará do que o coração dela estiver cheio. 

Pilares Básicos da Boa Conversa para Ensinar à sua Filha


2. Objetivamente a boa conversa da sua filha tem três pilares: tato, boa memória e muita educação e cultura. Além disso, como é sabido, todo ser humano gosta de falar de suas coisas e por isso uma pessoa educada sabe ouvir sobre o que interessa aos demais. Assim a mulher educada vai perguntar à mãe sobre seus filhos, à jovem sobre sua última festa, e em geral sobre o que a pessoa gosta: seu país, seu esporte favorito, etc. 

Mas isso é claro sem ficar na generalidade de uma fórmula, ou seja, sem perguntar sempre só sobre aquilo que a pessoa gosta, como se não houvesse outro assunto pelo qual ela pudesse se interessar, ou como quem se desfaz de uma obrigação e deixa o outro falando sobre o que gosta sem interagir. Não basta só estar ao lado ouvindo, mas é preciso se mostrar sensível, interessada e bem informada sobre o assunto em questão. Interessar-se pelo que interessa aos outros é cortesia e prova de consideração, mas isso não deve se transformar numa invasão de privacidade, ou numa licença para meter-se ou criticar a vida alheia.  

3. A conversa deve ser sempre gentil sem agressividades nem excessos de humor como raivinhas, histerias, etc. O tom da voz também deve ser baixo. As pessoas educadas tem sempre esse tom de voz equilibrado que reflete um domínio e riqueza interior em oposição ao descontrole voluntarista e exibicionista das pessoas levadas pela superficialidade. Lembre-se, uma voz alta e descontrolada, que reflete esses complexos ou presunções de pessoas sem vida interior é sempre desagradável e muito vulgar. 

Virtudes ao Conversar


4. A mulher educada conversa com cultura e conteúdo desenvolvido sinceramente e, portanto, com tato, mas sempre colocando a si mesma na conversa e, portanto, não conversa com clichês, provérbios, gírias, vulgaridades, maledicências e jamais fala palavra chula ou palavrão. Do mesmo modo não repete ataques gratuitos a quem quer que seja, nem pessoas ou instituições, apenas para fazer gênero, ou fazer-se de entendida num assunto. Verdade, discrição, sinceridade e outras virtudes estão sempre na conversa da pessoa educada. Levar a ideia dos outros, adular, desfazer dos outros é corrupção de caráter. Ou seja, a pessoa educada não é falsa e por isso não é desconectada de si mesma ao falar: admite o que não sabe, e responde com sinceridade e virtude sem se embrulhar em joguinhos de qualquer tipo. 

6. Evite que o tópico da conversa se torne muito longo, muito debatido, ou polêmico. Saber mudar a conversa quando há ameaça de monopólio das atenções por um dos convidados é uma grande arte. Não suba no “palanque” falando sem parar sobre o que lhe interessa ou sobre a sua opinião em determinado assunto. A atenção que os outros lhe dão é para ser valorizada, não para abusarmos dela. 

7. Não interrompa quem está falando. Ouvir é importante até para falar depois porque devemos evitar esse responder ao que a pessoa disse, com algo que queremos falar, ou com algo sobre nós, ao invés de respondermos sobre o que o nosso interlocutor falou. 

8. Não introduza assuntos polêmicos em conversas sociais. Alguns monges inclusive defendem que não se dá conselhos, nem se diz como se fazem as coisas sem que essa informação nos tenha sido solicitada expressamente. 

9. Nunca cochiche, nem fale em outra língua que os demais presentes não entendam. Sempre inclua as pessoas e não as exclua nem com atitudes, nem falando sobre temas muito especializados que elas não conheçam. Sempre coloque a par do assunto que estão tratando a um convidado recém-chegado. 

10. Sempre olhe para a pessoa com quem conversa, mas não a encare fixamente.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "