08 junho 2013

Boas Maneiras: Ensine Seus Filhos a...

1. Ensine seus filhos a se respeitarem mutuamente o que se faz ensinando-os  a valorizar o que são, a família, e suas circunstâncias como dadas por Deus. E tendo nos sido dada por Deus é,  portanto,  nessas circunstâncias que eles devem santificar-se. Muitos complexos e problemas de personalidade nascem dos pais constantemente se compararem ou lamentarem depreciativamente suas circunstâncias. Tudo que existe merece respeito simplesmente por existir e se nossas circunstâncias não são ideais devemos muda-la, mas jamais colocar o problema acima do valor das pessoas. Portanto, ensine a seus filhos como tratar com boas maneiras, respeito, consideração e cortesia apropriada os irmãos, os entregadores, os empregados domésticos, os professores, os adultos, os idosos, etc. 

2. Ensine seus filhos a respeitar suas coisas, seus bens materiais, a valorizar o que o tem. E isto se faz cuidando bem dos seus objetos. A moda e a publicidade tendem a apresentar a compra do objeto como a própria essência da felicidade, do que seja bom. Mas isto é falso e é para obter lucro. É muito mais importante ser uma pessoa distinta. Pode-se perfeitamente ter um computador antigo, mas que faz com ele fazemos bom uso e nem por isso seremos menos. O mesmo vale para carro, moda e quaisquer outros consumismo super e artificialmente valorizados. Como diz São Josemaria, o santo da vida Cotidiana, vergonha só para pecar.  Quem vive pendente de consumismos pelos quais procura destacar-se acaba esvaindo a vida e o caráter em superficialidades e facilmente se torna fútil ou complexado, e não raro, deixando de cumprir a sua missão de vida que é essencialmente o que Deus lhe pede e certamente Deus não nos pede que tenhamos o último modelo de carro senão não seremos boas pessoas! Ensine, portanto, seus filhos a cuidar e valorizar os brinquedos, o material escolar, os livros e a medida que vão crescendo aumente suas responsabilidades tornando-o responsável pela ordem do seu quarto, de suas contas, da chave da casa, da tarefa em família,  etc, Sem se cansar de repetir, de exigir, de corrigir e sempre valorizando a responsabilidade bem assumida, incentivando, elogiando, mostrando e dando exemplo. O cuidado com o meio ambiente é parte deste aprendizado. 

3. Dirija-se ao seu filho como gostaria que ele fosse tratado pelos outros: Usa palavras respeitosas, separe o erro da pessoa, “- Você é um bom menino, mas esta sua atitude não está correta.”, por exemplo. Jamais use termos grosseiros ou humilhações, deboches, desmerecimentos ou comparações negativas. Aceitar maus tratos de futuros maridos ou situações humilhantes na vida está profundamente ligado à forma como fomos tratados por nossos pais. Isto, por outro lado não quer dizer que devemos tratar as crianças dando-lhes tudo que querem ou nos tornando seus empregados ou criando-lhes um mundo fictício de comodidades, moleza e consumismo compensatório. Isto também corrompe as capacidades de talentos dos pequenos. Use sempre obrigado e por favor com seus filhos: pais sempre insatisfeitos e sempre críticos criam filhos ansiosos, temerosos. Tratar os filhos com respeito - REAL - os protege e educa. 

4. Sempre reafirmamos o caráter dos filhos, sempre reforçamos seus talentos, sempre confirmamos no bom caminho nossos filhos quando elogiamos o que fazem de bom. Primeiro mostre, depois deixe que ele faça e elogie-o e confirme-o sempre. Por exemplo, mostre que uma pessoa educada puxa a cadeira para sentar-se à mesa sem fazer barulho e quando ele fizer isso elogie-o. Se ele debochar, fizer pouco caso, e brincar a respeito, corrija. 

5. Ensine seus filhos a conversar e a usar sempre de “por favor” e obrigado. Veja outras postagens sobre conversar e apresentações aqui no Vida em Sociedade. 

6. Não deixe de ensinar religião ao seu filho Não se quer aprender boas maneiras ou a ser uma pessoa educada quando não se sabe porque e para quê.  Quando educamos a pessoa pelos parâmetros de Deus, o mais, a virtudes e boas maneiras virão por acréscimo. 

7. Nada é mais descortês do que não ser ouvido, do que ser “enrolado”, ou valendo-se da posição de autoridade, ter o entendimento sobre qualquer assunto em questão, enfiado goela abaixo como verdade absoluta,  por razões outras que a verdade, como o egoísmo que nos faz falar de nós sem parar. Neste quadro é claro que  uma criança é um estorvo para nossa vaidade ou comodidade. Criança gosta de atenção e isso significa ouvi-la realmente e não levar-lhe a ideia. Muitas mães falam de si o tempo todo, ou fazem dos filhos meios de manipular os maridos e outras corrupções da verdadeira relação familiar, e ao invés de ouvir os filhos "OS ADMINISTRAM" conforme seus humores. Quando os filhos metem-se em apuros esses pais não compreendem porque não são procurados antes do problema se instalar.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "