28 julho 2017

Boas Maneiras: Como é a Aparência de Uma Pessoa Educada

No convívio social a aparência pessoal tem importância. Ao contrário do que possa querer a informalidade atual, a elegância ao vestir-se tem relevância, haja vista as tantas sugestões e recomendações que existem sobre vestimenta na hora da entrevista por exemplo.

Mas será que é só quando se quer conseguir um emprego que a aparência tem importância e relevância? Ou será que no convívio cotidiano ela pode dizer algo sobre nós mesmos? Se nos vestimos todos os dias de qualquer jeito, podemos realmente nos tornar elegantes no dia da festa ou da entrevista, bastando para isso, apenas tirar um “terninho” Chanel do armário? Vejamos então alguns pontos práticos sobre elegância no que concerne à nossa postura pessoal.

Pontos Práticos sobre a Aparência de uma Pessoa Educada

  1. Uma aparência impecável é determinante para o charme e a elegância da pessoa. Ou seja, nada de rasgões, sujeira, manchas ou roupa mal passada. 
  2. Devemos mostrar sobriedade, bom gosto, discrição e simplicidade que não é o mesmo que pobreza ou desproporção. (Ir muito simples num casamento ou evento formal é até descortesia.) 
  3. Devem se evitar as exibições de super-luxo e enfeites exóticos, decotes exagerados, cores muito escandalosas, intenções muito vulgares ou descontroladas. 
  4. Cada um deve vestir-se de acordo com o seu tipo, visando hora, local e tipo de evento a que se atende. 
  5. Nada justifique chinelos de borracha fora da praia ou as camisetas surradas e deformadas fora de uma ocasião de faxina. A praia e as situações informais como passeios e parques não são licença para se estar mal vestido, sujo, amassado, rasgado ou com modos escrachados. 
  6. Os bons modos não são somente para ocasiões formais, mas sim para todas as ocasiões. Somente quem pensa as boas maneiras como fórmulas rígidas que inibem atitudes expansivas é que necessita de liberações exageradas nos modos de agir e vestir quando em situações informais. Mas as boas maneiras devem vir do interior da pessoa, como expressão de seu modo de ser, como meio de expressão de suas escolhas e, portanto, quem é bem educado está muito confortável em seu modo de ser e vestir não necessitando de liberações extremadas de informalidade. Vestir-se apropriadamente para jogar bola ou correr é sinal de boas maneiras. Sentir necessidade de liberar-se de qualquer “regra” para expandir-se em maus modos e em relaxamento pessoal nas ocasiões informais, só porque não se tem um “chefe” ou não se tem nenhum impedimento formal é sinal de imaturidade. 
  7. A pessoa bem educada está muito confortável em seu modo de ser e agir porque essa é a expressão de si mesma, de suas virtudes e, portanto, nem necessita de “liberações” exageradas, nem tampouco sofre de eternas frustrações sobre quem deveria ser, vestir, com quem deveria parecer, etc.
  8. Toda roupa que escolhemos não deve ser excessivamente chamativa,
  9. Cabelos soltos são sempre mais informais do que cabelos presos. Uma boa maneira de acrescentar classe é usar cabelo preso.
  10. Não há realmente razão para negar o sentido de delicadeza que vive em toda mulher com roupas excessivamente agressivas, rasgadas ou disformes. Não é preciso andar sempre de renda e tecidos delicados, mas é melhor não esquecer destas possibilidades para expressar a natureza feminina e valorizá-la com o que lhe é particular. 
  11. Vista-se apropriadamente para todas as ocasiões, se puder não compareça ao café da manhã ainda de pijama.

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "