06 março 2013

Elegância: De Onde Você a Tira?


Pela nossa maneira de vestir e pela nossa linguagem corporal demonstramos a nossa categoria pessoal e humana. Ou seja, manifestamos na maneira como nos vestimos e através da nossa linguagem corporal um pouco daquilo que valorizamos em nosso coração.

Se a elegância é a presença do belo nos nossos atos, gestos e movimentos se poderá ver a beleza de nossas virtudes seja a limpeza, o esmero, o bom gosto e as demais virtudes daquela alma. Elegância é, portanto, uma espécie de beleza para a qual contribuem diversos fatores muito mais profundos do que o mero consumo de itens "fashion".

Pelas nossas maneiras e nosso  modo de vestir revelaremos a posse real de qualidades, ou virtudes humanas.

Neste sentido podemos dizer com o velho adágio: "A beleza vem de dentro." Também o nosso estilo pessoal de vestir, como a maior parte do que somos e fazemos, virá marcado com o selo das nossas qualidades interiores ou, se for o caso, com o selo da falta delas.

Assim o selo da elegância são as virtudes humanas que se possuam: humildade para conhecer o que lhe cai bem, para respeitar o lugar as circunstâncias estão exigindo e adequar-se a elas, (flexibilidade), constância para manter-se elegante mesmo quando estiver cansada ou desestimulada etc., coerência para não vestir-se de modo vulgar mesmo que a moda diga para usar roupas curtas ou apertadas, etc.

O ideal é que a nossa apresentação pessoal, já que as eleições do que gostamos vem do coração, esteja como ele: cheio de virtudes como a pureza, o desprendimento, o capricho, a feminilidade, empenho em conhecer e desenvolver-se, trabalho de consertar, limpar, combinar, etc., a modéstia, o pudor, e a retidão de intenção entre tantas outras virtudes.

Um católico sabe que é filho de Deus e que a criatura humana é essencialmente reflexo, diálogo com o Deus que o sustenta. O ser humano não pode ser em si mesmo, sozinho, mas alcança o melhor de si em comunhão com Deus. Nesse sentido, a elegância é essencialmente a qualidade humana que vem da oração e da qual a "qualidade" visual é apenas reflexo de valores maiores. Por isso as pessoas dominadas por relaxamentos, mentiras que camuflam falta de retidão de intenção nem com vestidos de grife, ou símbolos caros de status passam por elegantes. Se você é reto, está em harmonia com Deus, mesmo sendo muito pobre não tenha vergonha de si por não ter produtos de moda. Como diz São Josemaría Escrivá, o santo da vida cotidiana, vergonha só para pecar. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "