01 março 2013

10 Pontos Práticos de Boas Maneiras com os Portadores de Necessidades Especiais


A pessoa educada não se escandaliza com a deficiência nem evita os doentes, nem tem reações de preconceito ou de dificuldade de relacionamento que visem evitar ou que acabem por constranger o deficiente.

Somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai e devemos acolher nossos irmãos como são apoiando-os e desfrutando de suas companhias como uma graça de Deus a mais que Ele nos dá para seguirmos o nosso caminho, desenvolvendo dons, amor através de tudo que nos acontece na vida, porque Deus nos fala também através da realidade. 

Por isso é importante conhecer algumas normas de boas maneiras para ser, objetivamente, sempre cortês na vida em sociedade. Os amigos de verdade e as pessoas educadas tomam a deficiência como natural e a aceitam e quase a tem como própria tal a maneira como acolhem quem tem necessidade especial.

Pontos Práticos de Boas Maneiras com os Portadores de Necessidades Especiais

  1. Não faça perguntas embaraçosas. 
  2. Não pergunte nada sobre a deficiência. 
  3. Deixe que o deficiente comente o que quiser e só então fale sobre o assunto. 
  4. O deficiente deve evitar abordar o assunto de sua necessidade especial com pessoas que não lhe são próximas ou amigas de verdade. Suas necessidades especiais, bem como seus sentimentos em relação a ela não são assunto para domínio público. Saber viver com naturalidade sua necessidade especial passa por não torná-la mais ostensiva ou impositiva aos outros. 
  5. Devemos todos agir com naturalidade frente a deficiência porque amamos o que Deus nos manda e sabemos que ela pode ser meio de co-redenção e de santificação dos demais. 
  6. Devemos ter sempre em consideração a pessoa. 
  7. A pessoa vem antes da deficiência, por isso dizemos pessoa com necessidades especiais e não pessoa deficiente porque sendo pessoa suas necessidades, que todos temos, são especiais e, portanto, ela é pessoa antes de deficiente. 
  8. Antes de se dispor a ajudar pergunte primeiro se a pessoa deseja ajuda e só então ajude seguindo rigorosamente e sem pressa as instruções recebidas. Seja paciente e deixe a pessoa com necessidades especiais, andar, falar no seu ritmo. 
  9. Em restaurantes facilite o movimento da cadeira de rodas ou a condução para dentro do salão que você pode oferecer uma pequena descrição assim que entrem, mas não se ofereça para cortar seu bife. O deficiente deve pedir isso ao garçon. 
  10. À uma pessoa com necessidade especial ofereça sempre a mão, se for o caso de receber a mão esquerda também é cumprimento. De um modo geral todos têm uma forma de retribuir ao aperto de mão. Não seja você o que não a oferece. 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "