25 fevereiro 2013

Não Confundir Reserva com Rudeza


Não confundir reserva com rudeza. familiaridade excessiva com simpatia. À mulher cabe decidir com que homens apertam as mãos por ocasião do cumprimento de apresentação. Se a pessoa apresentada é amiga de amigo querido se pode oferecer a mão imediatamente. Se for um total estranho pode-se só cumprimentá-lo com um aceno de cabeça e a resposta " - Como vai." Não obstante se o homem ao ser apresentado já foi oferecendo a mão seria rude não apertar-lhe a mão. Discrição não quer dizer esnobação. A familiaridade no primeiro contato também não é apropriada. Você pode ser cortês com uma pessoa com a qual não simpatizou e ao mesmo tempo reservada sem ser esnobe ou rude.


O aperto de mão funciona como uma demonstração de estima e confiança, por isso parte da pessoa mais idosa ou de maior cerimônia.


Desde a antiguidade o aperto de mão é símbolo de um pacto de paz e amizade. Nos casamentos na Índia significa o aperto de mão significa o enlace dos corações. Entre os gregos era símbolo máximo de amizade. Hoje é mais sinal de delicadeza e respeito, por isso recusá-lo é uma grosseria. Franqueza, simpatia e lealdade devem adornar este gesto. 

A moleza no aperto de mão dá essa sensação de desatenção e descortesia. O temperamento pode fazer variar a freqüência com que se dá a mão em cumprimento: a pessoa expansiva vai dar a mão mais freqüentemente que uma pessoa mais austera. Mas vale confirmar que é muito rude negar uma mão estendida, mas não o é não estender a sua se isso não significar deixar de cumprimentar, mas apenas de que a aproximação é ainda mais reservada.


Apertam-se as mãos bem entrelaçadas, preferencialmente com um sorriso e uma abertura real para o outro. Diz-se " – Como vai, sr. Antônio?", e, de preferência, significando isso. A pessoa cumprimenta de volta: pode ser o mesmo " – Como vai?", ou começa entabulando uma conversa de forma amigável como " – Eu já tinha lido os seus livros." Não se diz " encantado" ou " muito prazer em conhecê-lo", nem repete-se o nome que se acabou de ouvir como se estivesse querendo decorá-lo. 

A elegância passa pela verdade e estas frases caíram em desuso por já não significarem isso. Sempre corresponda à conversa que se inicia. Seu coração deve sair de si mesmo em direção ao outro e à realidade à nossa volta onde Deus está presente.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "