22 fevereiro 2013

Boas Maneiras: Homem X Mulher de Quem é a Primazia?

Não podemos passar uma idéia errada por uma informação incompleta ou mal apresentada como insistem algum sites de boas maneiras que apontam a informalidade dos tempos atuais como "nova forma" das boas maneiras dos homens para com as mulheres.

A primazia da mulher não mudou. O que existe é uma informalidade na qual o homem não tem mais que esperar que a mulher lhe dirija a palavra o que ocorria por escrúpulos que que hoje não se colocam mais. Ou ainda por iniciativas e outros atos de independência da mulher que são apresentados como "liberalização" da consideração que se deve - SEMPRE - à mulher.

O fato de você ser independente financeiramente não significa que não mereça deferência em sua natureza. Do mesmo modo, a mulher que não trabalha de forma remunerada, que trabalha no cuidado da casa, também deve ser igualmente respeitada.

E por isso a primazia da mulher não mudou: entre um homem e uma mulher toda a deferência cabe à mulher se não há outra ordem hierárquica maior como um sacerdote ou uma senhora idosa. Também em quem deve iniciar a conversa é sempre de quem tem o maior nível hierárquico.

Portanto a cortesia maior é deixar a iniciativa para a mulher porque isso é colocá-la em posição de destaque, ou de honra porque é sempre este o lugar dela. Não se pode ser realmente polido sem saber o lugar que cabe ao homem e à mulher.

Muitas são as mulheres que por não saberem disto se colocam em posição submissa. Do mesmo modo muitos homens tornam-se invasivos e inconvenientes por imporem seus modos em geral baseados em uma presunção de superioridade masculina bastante aborrecida e sempre insensível.


Entre pares não há primazia, apenas aquelas que a cortesia dispõe. Um exemplo: se um chefe, profissionalmente de um nível hierárquico superior ao de uma mulher dá a primazia à uma secretária para falar está reconhecendo o valor dela por essa sua natureza feminina. Ele nada perde com isto e a mulher que é nobre não abusa deste privilégio reconhecendo imediatamente a deferência e correspondendo com mais grandeza de alma ainda.

Esta explicação foi colocada aqui por receber informação de um site que apenas informa que o homem pode dirigir-se à mulher, o que antigamente não ocorria e o site coloca isso como " as novas boas maneiras do homem".

É preciso não confundir "Carolina de Sá Leitão" com "caçarolinha de assar leitão"HOMENS E MULHERES são pessoas, de sexos diferentes mas pessoas, sempre pessoas. Portanto podemos nos endereçar a todos considerando-os assim como pessoas. Mulheres que "seguram" maridos quando uma solteira chega na sala são ofensivas. Mulheres que "dão em cima" do marido das outras, vulgares e baixas. 

Homens que se consideram superiores às mulheres e portanto não escutam as suas opiniões, machistas desagradáveis. Homens que temem as mulheres são comodistas fracos sem caráter. Tudo isto são defeitos de caráter de PESSOAS e não dos sexos.Então, se existe uma hierarquia profissional, onde o presidente da empresa tem a primazia nas circunstâncias profissionais, ele pode e deve demonstrar deferência para com uma secretária mais velha, por exemplo, deixando-a falar primeiro. Com as menininhas da recepção não é deferência mas reação de pessoa sem domínio de si.


Entre pares a primazia se dá ao outro como uma forma de deferência. Mas mesmo isto não se confunde com o lugar que devem ocupar o homem e a mulher.A mulher tem a primazia em tudo pelo que ela simboliza: o amor, a vida, as virtudes. Dar essa primazia à mulher só torna o homem grande porque um "bravo" só curva sua força para o amor, para o que é nobre, divino. Isto o engrandece.

O homem que não curva sua força ao que é nobre é uma "besta", no sentido de um animal deformado. Todos nós sempre seguimos alguma coisa, seja de forma consciente, escolhida, ou não. A besta segue instintos descontrolados, luxúria, bebida, vícios, violência.

O oposto à isto é o que a mulher deve simbolizar e por isso é tão incompatível com ela a submissão opressiva, a vulgaridade, a indelicadeza ou mesmo a aridez de alma.E, por isto, é impossível, mesmo na informalidade dos nossos dias não respeitar a mulher sempre e como se deve, acreditando que tudo deve estar a serviço da comodidade pessoal ou do interesse circunstancial para respeitar ou não uma mulher. ( Ser ela rica, ou "burra", ou "boba", etc.)


Fora de padrões muito bem fundamentados e corretos o comportamento social, incluindo aí as "lições de boas maneiras" tornam-se desinformação e autorização para comportamentos viciados pelas conveniências ou pelo poder. É o caso do rico que tripudia da empregada doméstica, adula a filha rica e explora sexualmente a ingênua recepcionista, etc. Às mulheres, respeitamos sempre a todas, sejam elas louras, ignorantes, poderosas,ricas, pobres, de grupos geralmente discriminados, inocentes, etc. senão nos bestializamos. E as mulheres devem exigir sempre respeito senão arrastam a vida de todos para onde elas forem: o céu ou a vulgaridade.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "