16 fevereiro 2013

Boas Maneiras e Como Reagir à Uma Gafe


Podemos cometer uma gafe ou alguém cometê-la “contra” nós como por exemplo chamar de grávida uma mulher barriguda. Em ambas as situações o melhor é “tirar de menos”. Sejamos nós ou sejam os outros que comentam uma gafe não devemos fazer dela uma grande coisa. Afinal devemos ser educados e virtuosos sempre. E uma pessoa educada e virtuosa tem suficiente fortaleza e educação para não se abater por ter cometido uma gafe nem “tomar satisfação” por uma gafe que cometeram para conosco.


Então não nos afogamos em desculpas que nos tornam subservientes e aumentam o desejo ou o aprofundamento do assunto.  Se a gafe é contra nós podemos fazer um pequeno gracejo em que se mostre que o assunto não é importante, ou que podemos rir de nós mesmos. Se numa roda esqueceram de nos convidar ou de nos dirigir a palavra, por exemplo, quando se desculparem é melhor dizer ‘ Ah! Eu estava distraído.” de modo que não se faz daquele lapso um problema nem se permite pelas desculpas dele que se aumente o destaque ao esquecimento.


Esta é a regra para gafes quando estamos entre pessoas educadas. Há um código de conduta e quando infringido tudo é perdoado o mais rapidamente possível sem aumentar o constrangimento para quem quer que seja.

Mas na vida em sociedade acontecem e até frequentemente, aquelas situações sociais em que pela diferença de educação todo um comportamento é inconveniente, mal educado e pode gerar muitos problemas. Nestes casos é melhor evitar  a intimidade com essas pessoas.

São muitos os comportamentos sistematicamente mal educados. E eles tem todos a mesma origem: o egoísmo.
  1. É o elitista que se julga muito melhor que os outros,
  2. o racista,
  3. o que quer tudo à sua maneira,
  4. o libertino,
  5. o fofoqueiro,
  6. o maledicente,
  7. o escandalizador com tragédias,
  8. os grosseiros,
  9. os que, para não admitir os erros, sistematicamente diminuem os outros e os acusam de coisas que nunca fizeram só para não ficar mal.
  10. os que para não assumir seus compromissos fingem que não entendem ou simplesmente se omitem de suas obrigações.
  11. o alimentador de suspeitas sempre adivinhando as más intenções dos outros.
  12. Os que falam como se soubessem muito, mas estão somente tentando projetar-se.
  13. Os que se escondem atrás de suas regras, nobreza, cargo, código, religião para não ter que aprender, corrigir-se, agir
  14. Os abusados. Crianças ou adultos. Por estar encostados simplesmente ou por fazer constantes ou tirânicas exigências. Os que abusam da posição de mando (sobre secretárias, domésticas e subordinados em geral) ou abusam do amor filial.
  15. Fingidos: que se interessam, que vão fazer, mas nunca fazem, que são cultos, que vão agir, que são bons, que são honestos.
  16. Que roubam
  17. Etc.
E nada disso é gafe. É defeito de caráter. Requer uma boa Confissão, orientação, formação, correção fraterna, e que se reze muito pela sua conversão. Portanto não se trata de aceitar a maledicência para “ser educado”. Não, para se ser bom é preciso agir e pode ser preciso corrigir, cortar uma maledicência mesmo sabendo que não se vai agradar. Com educação, mas agindo. Perdoar sempre, rezar por todos que nos fazem mal sim, sublimar uma gafe social sim, mas compactuar com o erro por omissão nunca. Lembrar-se então da oração pela qual nos confessamos: “Confesso a Deus todo poderoso, e à vós irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões…”
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "