16 fevereiro 2013

Boas Maneiras e as Visitas


Boas Maneiras e as Visitas 

Visita de Negócios

  1. Visitas de negócio também devem ser rápidas. Ao despedir-se devemos dizer palavras polidas sobre outros assuntos que não de negócio, para não demonstrar apenas interesse comercial. Não podemos tratar pessoas como coisas. 
  2. Tenha sempre cartões de visita à mão.
  3. Um dos usos do cartão pessoal era, antigamente, o de entregá-lo à porta para uma vez entregue ao dono da casa, anunciá-lo corretamente. Isso ajudava a lembrar o nome e as circunstâncias que uniam o visitante e o visitado. Ainda que pareça fora de moda, considere fazer isto quando se tratar de assuntos comerciais. A idéia é a de lembrar quem você é e para evitar os constrangimentos de não se lembrar do nome, de que assuntos os unia, etc. De qualquer forma não presuma que sabem seu nome ou o assunto que o trouxe ali. "Ajude o destino" apresentando-se e lembrando as circunstâncias que os aproximaram sempre que se encontrar com alguém com quem teve pouco contato. Quando a pessoa que você procurava não estava, deixe o seu cartão para que ela possa saber que você esteve lá e lhe telefonar de volta.

    Visitas em Geral

    1. Convém sempre telefonar antes de visitar alguém.
    2. Só visite amigos sem convidar se tiver suficiente intimidade para isso. 
    3. Visita de simples cortesia deve ser curta. De 10 a 15 minutos. 
    4. O visitado é que tem que dar mostra de que a visita deve permanecer. 
    5. Devemos retribuir sempre as visitas com outra visita. 
    6. Visitas entre amigos devem ser breves, no limite máximo meia hora. Seus amigos vão insistir para que fique mas é melhor sair e deixar saudades do que ser inconveniente.
    7. Não chegue em horários inconvenientes como o das refeições ou aqueles que sabemos que vamos incomodar. 

    Visitas Entre Familiares

    1. Valem as mesmas regras acima. Só sob convite permaneça mais tempo.
    2. Mesmo entre parentes não nos fazemos íntimos abrindo a geladeira, impondo filhos, necessidades, humores, etc. 
    3. Não pressuponha que sua visita é desejável ou agradável só porque você é parente. Se seus anfitriões estiverem cheios de problemas, doentes ou cansados nem a melhor visita será desejável.
    4. Jamais dispomos do que não é nosso só porque estamos de visita ou levamos lindos netos para os avós verem. Deixem que os avós façam a cortesia. Não imponha suas necessidades como deveres dos demais parentes, muito menos utilize uma visita de netos para pedir, dormir, comer, exigir dinheiro, etc. Se tem que pedir, peça mas saiba que lhe é concedido e não que é devido.
    5. Antigamente uma visita era retornada em três dias. Consulte a sua agenda e se não dá para responder tão rápido como antigamente, encontre a data mais próxima e retribua o cartão ou faça uma visita. Esse "aparece lá em casa" quando não se tem nem o endereço nem a intenção de receber realmente é uma confissão de superficialidade.
    6. Sempre telefone antes de aparecer, mesmo entre parentes.
    "Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "