24 fevereiro 2013

15 Dicas de Boas Maneiras com Desconhecidos


Compreendendo como tratar as pessoas de um rápido contato ou num primeiro contato.Com desconhecidos vale a máxima “ Trate os outros como gostaria de ser tratado”. Evitam-se, exatamente por falta de intimidade, as liberdades expansivas, brincadeiras, tapas nas costas, etc. 

Mas devemos nos lembrar de que a todas as pessoas é devida uma atenção e um respeito que se demonstram pela verdadeira doação de si, dentro dos limites de um primeiro contato. 

Essa abertura real ao outro e a categoria humana que possuímos irá se espelhar e ser o rastro de nós mesmos com tantas e tantas pessoas que vamos conhecendo na vida em Sociedade. 

Se queremos ser conhecidos como pessoas que passaram a vida fazendo o bem não devemos desperdiçar esses breves contatos para oferecer um sorriso, uma atenção sincera e cordial com todos.

Pontos Práticos de Boas Maneiras com Desconhecidos

  1. Devemos tratar todas as pessoas com cortesia, o que significa manifestar nossa atenção, respeito e afeto pela outra pessoa. O mesmo vale para uma circunstância social em que somos inseridos. 
  2. Todas as pessoas que conhecemos por uma primeira vez ou cujo trato seja um rápido como o de quem nos presta um breve serviço profissional como atendentes de loja, caixas de bando, garçons, porteiros, entregadores de compras, etc, devemos ser cordiais mas discretos, atenciosos, mas formais, sem intimidades mas com doação sincera de si de quem a todos respeita e reconhece seu valor, mas que nem por isso já o tem como o do seu círculo íntimo de amizades, para o qual supõem-se incluímos somente as pessoas com as quais temos maior afinidades. Um pouco de formalidade serve exatamente para se dar um tempo para se conhecer melhor quem é a outra pessoa. 
  3. Devemos usar o nome e a forma de tratamento corretos. 
  4. Algumas pessoas vivem encimesmadas travando lutas imaginárias contra “gigantes de fumaça” e por isso vivem em seus mundos vendo nos outros tudo que lhes ditam seus temores e “complexos”, geralmente somente decorrentes de muita preocupação consigo originada sem dúvida no seu egoísmo que os conserva voltados exclusivamente para si mesmos. São pessoas que não cumprimentam, que fazem muita fofoca, que vivem promovendo batalhas e explicações que dividem, tornam complexadas as crianças que delas dependem entre tantos outros males. Por isso é comum encontrar pessoas que não falam, que viram a cara, que não sabem falar senão sempre do mesmo assunto. Em seus primeiros contatos vão dizer o que dirão em seus contatos mais íntimos: “ – Não porque eu só tenho uma vaidade, é fazer a unha todo o sábado.” É o primeiro assunto, a preocupação mais essencial e o único assunto porque geralmente é com atender-se que esta pessoa está voltada. Não podemos nos impressionar se algumas pessoas não falam, se fingem não ver, se trocam de calçada para não falar, etc. Outras pessoas por falta de oportunidade simplesmente não tem bons sentimentos ( porque o sentimento também se educa e se nutre) ou não tem boas maneiras e reagem a simples cumprimentos com deboches, ignorâncias, suspeitas, ou chega a pensar que você quer dar em cima dela. A tudo isso cabe à pessoa educada cumprir o seu papel e cumprimentar formalmente. Após algumas vezes e vendo que seu cumprimento não é correspondido ou causa a outra pessoa a mesma reação patológica você pode deixar de cumprimentar. Muitas vezes porém fazer a caridade de cumprimentar mesmo sem vontade, perdoando e ignorando as “cismas” quebra alguns desses mal estar levando até a pessoa com problema não raro, um bem estar, um momento de alívio na sua “cismadeira” que quem sabe acaba com o tempo rompendo o círculo que a mantém presa. Aliás uma das mais fortes prisões do egoísmo é o isolamento. Mas não é nossa função ir além do mínimo socialmente exigido com desconhecidos. 
  5. É inadmissível tratar quem quer que seja por nomes como “filinha”, “queridinha”, “benzinho”, “gatinha”, etc. É no mínimo prova de superficialidade, pouco respeito e presunção. Anote isto. Nunca vi quem o fizesse que mais cedo ou mais tarde não demonstrasse outra mais cruel desconsideração. É inevitável que assim o seja porque a forma com que tratamos os outros nos contatos mais rápidos são o rastro do que somos. 
  6. Jamais ignorar a presença de alguém que nos atende seja para atender o celular ou guardar o cartão de crédito na bolsa. Fale com todos com o mesmo respeito com que falaria com alguém muito importante para você. 
  7. Não faça ninguém esperar por você, ter a sensação de que é inferior, burro, pouco qualificado, serviçal ou que lhe deve rapapés, mesmo que você seja uma celebridade, ou ainda que faz um serviço menor. Todos os trabalhos honestos são importantes e todas as pessoas merecem consideração. Na verdade a falta de consideração acontece porque o outro não a tem para dar e não porque não a mereçamos. Sejamos pessoas mais ricas dando do melhor que temos aos outros sempre. 
  8. Do mesmo modo se evitam as bajulações e adulações, as intimidades, familiaridades, grosserias, rispidez pedante ou “elitismo” de qualquer espécie.. 
  9. Antes de solicitarmos qualquer coisa a alguém devemos cumprimentá-la, responder ao cumprimento, esperar a resposta ao cumprimento e só aí solicitar o que se deseje. Não nos esqueçamos de agradecer o serviço prestado. Lembrar que sempre que adentramos um lugar cabe a nós cumprimentar primeiro quem lá encontramos. 
  10. Respeitar as opiniões, uma nova proposta artística ou a casa dos outros é prova de educação e riqueza pessoal. Por isso os bons modos estendem-se também às circunstâncias novas a que somos introduzidos na vida em sociedade. Não fazemos “cara de mofo” , nem saímos expandindo nossas opiniões críticas sejam a favor e muito menos contra toda vez que vamos a um evento cultural, sala de aula, culto religiosos, casa de alguém, festa, etc. Se se tornou inapropriado para nós a permanência nesses locais ou eventos saiamos sem demonstrar desagrado. Enquanto estivermos demostraremos respeito e interesse pelo que nos explicam. 
  11. No primeiro contato temos sempre em consideração que o outro tem direito a um “espaço” em volta de si. Ou seja, evitamos invadir a “área” do outro com admoestações escandalosas, críticas gratuitas, estabelecimento de regras e qualquer comportamento que não pareça reconhecer esse “espaço” do outro. 
  12. Quando ajudamos alguém podemos ter em mente que a ajuda que prestamos às vezes pode ter um sabor de humilhação e por isso devemos prestá-la da forma mais natural e discreta possível. Na verdade podemos sempre humilhar os outros mesmo sem querer por termos muito, por sabermos muito, por sermos bons quando a outra pessoa está cheia de mágoas e ressentimentos pela dificuldade que está passando, etc. É uma verdadeira caridade ajudar anonimamente, sem buscar reconhecimentos ou mesmo escondendo ou tornando pouco importante o préstimo que estamos oferecendo. 
  13. Se uma pessoa recusa nossos préstimos não devemos nos ressentir por isso. ( No caso de nos oferecermos para segurar um embrulho no ônibus a alguém que está de pé). Compreendendo sua atitude a estamos ajudamos duas vezes. 
  14. Devemos evitar as conversas com estranhos que levem a revelar assuntos pessoais, íntimos ou referentes à nossa família. 
  15. É preciso aceitar que muitas pessoas na nossa vida passarão sem que se aprofunde uma amizade. Mas isso não significa que no pouco contato que tivermos com ela não estejamos 100% com ela naquele dado momento. Um pequeno gesto nosso pode ser insignificante para nós mas pode marcar para sempre uma outra pessoa. Seja o melhor de você sempre e não apenas frente à celebridades ou em ocasiões que lhe pareçam importantes.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "